quarta-feira, 13 de agosto de 2008

amem.se foda.se. 365, e às vezes 366 vezes.

Les Amoureux, Pablo Picasso


amem.se foda.se. 365, e às vezes 366 vezes.
descompliquem.se e produzam o sentir. às vezes penso que sabem alguma coisa que desconheço. que nos auto.reproduzimos e morremos e renascemos e temos sempre novas oportunidades e podemos repetir o erro e repetir o erro e repetir o erro vezes e vezes sem conta como se tivéssemos todo o tempo do mundo para isso. como se tudo fosse um eterno recomeçar e que no recomeçar pudéssemos corrigir os erros passados.

amem.se foda.se. 365, e às vezes 366 vezes.
agarrem e sofregamente atirem.se para o abismo sabendo que os pés andam um atrás do outro. um atrás do outro. bebam avidamente tudo o que vos apareça à frente. como se a sede fosse eterna. como se a sede vos devorasse de dentro para fora. e comam.se. comam.se começando pelos pés e terminando na cabeça quando a perderem completamente.

amem.se foda.se. 365, e às vezes 366 vezes.
mas amem.se devagarinho como se fosse a última vez. como se tudo acabasse ao virar da esquina. e beijem.se. muitas e muitas vezes. e troquem.se... e multipliquem.se... e desdobrem.se... e admirem.se... e toquem.se... e abracem.se... porque o abraçar é trocar de lugar. eu sou tu e tu és eu!!!!

amem.se foda.se. 365, e às vezes 366 vezes.

12 de Agosto de 2008 - Nuno Morna

6 comentários:

  1. Brutal, estavas inspiradisímo meu amigo. Um grande beijão

    Vizxen

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  2. Brutal.
    Um abraço

    António Seguro

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  3. Obrigado pelos comentários meus caros amigos. Isto tem tudo a ver com o facto de as pessoas passarem a vida a se desperdiçar e a desperdiçar o que vale mesmo a pena!

    Um grande abraço

    Nuno

    ps: Tó, não te esqueças do copo logo à noite...

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