Mostrar mensagens com a etiqueta Bebidas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bebidas. Mostrar todas as mensagens

domingo, 14 de setembro de 2008

Bebendo - Black Russian


Não sou grande apreciador de cocktails. Gosto de muito poucos. O Black Russian é um dos que me caiu no goto. É fácil de fazer e o resultado final é delicioso.

Não se esqueçam de beber com moderação... principalmente se forem conduzir!







Ingredientes:
4 cl. de Vodka
2 cl. de Licor de Café
2 gotas de Marasquino

Preparação:
Deite no copo (old fashion) o Licor de Café.
Adicione o Vodka e o Marasquino. Mexa.
Complete com gelo até cima e decore com ½ rodela de limão.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Do Copo (II) - Ginginha

"Com ou sem elas", era a pergunta sacramental quando entrávamos na Ginginha do Rossio e nos encostávamos ao balcão onde não cabiam mais do que quatro pessoas.
A ASAE, na sua sanha fiscalizadora, decidiu encerrar um dos espaços mais emblemáticos da cidade de Lisboa. Tinha a ver com tradição, com uma cultura centenária por onde passaram grandes nomes da nossa literatura e das nossas artes.

A ginginha do Rossio foi encerrada e com ela morre uma grande parte do nosso país.

As razões do encerramento têm a ver com a conversa do costume: a falta de condições higieno-sanitárias e técnico-funcionais. Para a Autoridade Sanitária o espaço tem que ser transformado num templo de alumínio perfeitamente descaracterizado.

A ASAE representa um certo tipo de mentalidade que grassa um pouco por todo o lado. Uma mentalidade que nos quer apresentar como um Portugal Novo esquecendo a tradição e descaracterizando-nos como povo.

No Portugal Novo só cabem as bananas grandes e sem manchas na casca que não têm sabor, as maçãs reinetas padronizadas que sabem a cortiça, as douradas de viveiro todas do mesmo tamanho e a saber a ração animal, os porcos que não sabem o que é comer bolota e restos de verdura, etc. Em suma neste Portugal qualquer dia nem cabem os portugueses de cepa substituidos por um cidadão formatado de acordo com as normas europeias.

Espero que o exemplo da ASAE não frutifique na Madeira porque senão vão-nos fechar as ponchas da Serra d'Água, matar o vinho seco e a espetada nos arraiais, as sandes de carne de vinho e alhos na noite do mercado, a aguardente com aniz, etc.

E esta Madeira não quero conhecer!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Do Copo (I) - Jameson

Beber é um acto social. Sem dúvida que o é. Mas o meu Jameson bebe-se sózinho, só com uma pedrita de gelo em copo pequeno. Os menos corajosos podem adicionar-lhe um farapinho de água. Pouca que é para não estragar.
O Jameson é um whiskey. Porque é irlandês. Se fosse escocês era um whisky. E não são só modos de dizer. São modos de fazer e de apurar o produto final. Para quem não sabe o whisky nasceu a partir do seu congénere irlandês, país onde foi inventado. As primeiras referências escritas a este néctar divino surgem por volta de 1405 e, ao que parece, inventado por monges. Como não podia deixar de ser. Mas estas referências são escritas e a data da sua criação deve ser alguns séculos anterior a esta data.

Voltemos ao Jameson.

Ao iniciar a sua produção à cerca de 200 anos, o Jameson tornou-se, no whiskey irlandês de maior sucesso e num dos mais bebidos em todo o mundo. Na sua concepção usam-se águas muito puras e a melhor das cevadas irlandesas. O seu apuramento é o resultado de um moroso e cuidado processo de destilação tripla.

O Jameson novo (o único que verdadeiramente vale a pena) fica a "amadurecer" entre cinco e sete anos em cascos de carvalho onde préviamente se envelheceu burbon americano e shery espanhol. Ao longo deste tempo perde o sabor a fumo presente na grande maioria dos whisky's escoceses.

Beber um Jameson é puro prazer. Do adocicado inicial depressa se passa a um luxuriante paladar a malte e a baunilha.

Nem toda a gente gosta deste fabuloso whiskey que exige um paladar requintado. É preciso "compreendê-lo" e, se o primeiro custa (por ser de sabor muito distinto), nos outros, rápidamente, se identifica a sua qualidade e especificidade.