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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Audiovisionando - Raízes de Um Povo

Escreve Paula Henriques no DN/Madeira de hoje:

Cerca de 1500 pessoas estão envolvidas na série de 13 documentários que Eduardo Costa está a realizar sobre as tradições madeirenses. 'Raízes de um Povo' é uma recolha exaustiva iniciada há nove meses e que deverá culminar dentro de dois anos, com um trabalho destinado aos canais nacionais e internacionais.

"É um projecto audiovisual, que tem como objectivo central a recolha no Arquipélago da Madeira do nosso folclore e etnografia, dando relevo às actividades diárias que constituem e constituíam a vida quotidiana, cultural e profissional do nosso povo", apresentou.

Os documentários serão divididos pelos onze concelhos, mais um para abordar exclusivamente o Natal e um último, ainda por definir, cujo conteúdo dependerá do material entretanto recolhido, explicou ao DIÁRIO o produtor e realizador, que além da qualidade técnica, quer assegurar também a qualidade no conteúdo: "Queremos ser fiéis e rigorosos em todas estas recolhas, para que o projecto tenha consistência e validade histórica", referiu. Para assegurar esta parte, a recolha conta com a ajuda e experiência da Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira, liderada por António do Vale.

Cada um dos episódios de 25 minutos incide sobre o que é mais forte em cada município. Assim, na Calheta fala-se do linho e das charolas, em Santana do ciclo do trigo ao pão, passando pelo restolho que cobre as casas típicas. A cana-de-açúcar, as vinhas, o folclore, os transportes, as profissões, o artesanato, a culinária, a agricultura e a pesca também estão entre os outros temas a tratar.

A Eduardo Costa Produções apostou forte neste novo projecto e prova disso é a câmara que permite captar imagens em alta definição 1920 x 1080 (Full HD) formato 16x9 panorâmico 2.35, que adquiriu por cerca de setenta mil euros, adiantou, e que permite passar facilmente as imagens para película e apresentar em festivais internacionais. Mas não foram os únicos.

A população, que tem participado activamente nesta produção, também tem dado o seu melhor para manter a História viva. Aqui os actores são da vida real e os conhecimentos transmitidos pelas mãos calejadas pelo tempo e pelos saberes passados de geração em geração. É precisamente para salvaguardar esta riqueza para gerações futuras que se empenham: "Na Calheta, populares e pessoas ligadas ao folclore plantaram num terreno vazio 400 m2 de linho para que pudéssemos filmar as várias fases com bastante pormenor", exemplificou.

Neste momento, e depois de muito tempo no terreno, apenas 1/10 do trabalho está feito, pelo que a equipa tem ainda muito caminho pela frente. As imagens de apresentação deverão estar prontas em breve. A partir daí virá também o trabalho de recolha de apoios.

O projecto será lançado em 'blu-ray' e DVD, em português, inglês, alemão, francês e italiano.

Um 'elucidário'

'Um elucidário audiovisual' é desta forma que Eduardo Costa vê o trabalho de recolha que a sua produtora está a realizar e que poderá servir no futuro para consulta, nomeadamente para escolas. É que além das imagens que vão integrar o documentário, muitas outras vão ficar registadas e que poderão ser mais tarde usadas. "As crianças perderam as vivências que tínhamos. O objectivo é mostrar as raízes, como o terreiro com a latada por cima onde se bordava". Eduardo Costa acredita que dentro de poucos anos, grande parte das tradições vão desaparecer.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Fantástico

Simplesmente fantástico!!!!!!!!!!!!!
Que alguém se levante e ponha ponto final à vergonha que é a falta de apoio que este projecto tem!


Recebi um email da equipa de "As Memórias que Nunca se Apagam". Aqui fica transcrito... fala por si!

Caros amigos e amigas, O filme "As Memórias que Nunca se Apagam" realizado por mim e pelo Eduardo Costa, e que conta ainda com a participação especial do consagrado actor madeirense Virgílio Teixeira, está perto da sua conclusão. Neste momento estamos na fase de pós produção áudio.Queremos apresentar o filme numa sala digna mas os apoios continuam a não aparecer. De recordar que este é o primeiro filme madeirense, feito por madeirenses, com meios madeirenses e mesmo assim não se encontra integrado nas comemorações do Funchal.O título do videoclip sugere aquilo que sentimos "Tudo me Dobra Pena" ou seja temos pena…Entretanto mando o link http://www.youtube.com/watch?v=7BW5tTxZxrk&fmt=18 deste projecto que tem como objectivo principal a divulgação do filme através da música, de salientar que este só foi possível com a preciosa colaboração do: Gabinete Coordenador de Educação Artística através dos professores Carlos Gonçalves e Virgílio Caldeira, do estúdio do Paulo Ferraz, do compositor Jorge Salgueiro, da cantora Vânia Fernandes e dos músicos Nana Khachkalyan, Rostyslav Kuts, Iryna Bandura. Agradecia que reencaminhassem este e-mail na esperança do mesmo chegar às mãos de um mecenas interessado na cultura madeirense. Aproveito esta boleia para vos desejar um FELIZ NATAL.

Cumprimentos,

Dinarte Freitas e Eduardo Costa