«"La famiglia" pariu mais uma "obra literária" no último dia da Festa do Livro. Entre familiares e "amigos" convocados para fazer número (e que número!)... dezoito pessoas na plateia. Tudo me leva a acreditar que as vendas foram um sucesso para a editora... Façam-nos um favor: tenham dó de nós!»
Esta brilhante peça literária foi escrita por um tal de António Cruz, pessoa que não conheço, e que verte a sua verborreia no Diário Cidade numa coluna dita de Cultura. É claro que se refere ao lançamento do meu livro, "Freyja". Andei para aqui o dia todo a pensar se a dita pessoa era merecedora de uma resposta até que a minha coluna beirã me fez chegar aos ouvidos: "quem não se sente não é filho de boa gente". Então aqui vai a resposta:
O Cruz, que carrega o próprio nome às costas, esqueceu-se de sair de cima da árvore onde se escondeu e contou os presentes no lançamento do meu livro. É que assim seriam 19!
É que o Cruz é um tonto, um invejoso, um maldizente. Por exemplo eu nunca por nunca me poria em bicos dos pés para dizer mal daquilo que o Cruz escreve: a obra dele fala por si. E acreditem que já a tentei ler e com isso apanhei uma gastroentrite mental que me levou uma semana a curar com doses cavalares de Imodium.
Também não entendo esta fobia que o Cruz tem com a família, principalmente a minha. Tenho uma e muito me orgulho dela. O problema do Cruz é ter sido parido por uma poesia rasca e uns textos ranhosos. As palavras que o Cruz escreve deixaram de lhe falar há mais de dez anos tão maltratadas que eram.
Tenho muito orgulho nos meus familiares e amigos. São poucos mas bons. O problema do Cruz é não ter amigos, porque se os tivesse já algum lhe tinha dito que o melhor era deixar de escrever e dedicar-se a vender as passagens, cada vez mais caras, da TAP.
Se as vendas do minha "Freyja" vão ser muitas ou poucas é um problema que só ao editor diz respeito, porque foi ele que investiu na publicação do livro. É que eu, para editar, não preciso de pagar do meu bolso as minhas próprias edições.
Numa coisa concordo consigo "meu amigo": eu tenho dó, tenho muito dó de si!!!!!