Mostrar mensagens com a etiqueta Internet. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Internet. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Navegando - Blablart.com

Um site online dedicado à arte contemporânea, Blablart.com, acaba de ser criado para dar acesso a 10 mil museus e galerias de todo o mundo e promover a informação e comunicação na comunidade e o público interessado.

Os fundadores do projecto são três: a jornalista portuguesa Maria Manuel Stocker, a curadora madrilena Helena Tatay e o «web master» catalão Alberto Lucas, que apostaram em construir «um site útil e actual», com informação sobre o sector proveniente de uma centena de países.

Maria Manuel Stoker justificou que esta iniciativa resultou da constatação de que «não havia um único site na internet onde fosse possível visitar o mundo da arte contemporânea na sua globalidade».

«Há muitos sites de arte contemporânea mas estão orientados por zonas geográficas, ou com um grande foco nos dois lados do Atlântico - Londres, Nova Yorque, Paris - ou então concentrados apenas no mercado americano», observou.

Maria Manuel Stocker comentou que «todo o desenvolvimento do mercado da arte contemporânea na Índia, China, Coreia, Japão, Austrália, Brasil e Médio Oriente não tem grande repercusão nos sites existentes, que se concentram em divulgar apenas as grandes galerias internacionais com representação em Deli ou em Pequim». Verificada esta «falha de informação organizada» no sector da arte contemporânea, o grupo procurou soluções que conjugassem simplicidade e, ao mesmo tempo, «um máximo de interactividade entre os utentes e o uso das tecnologias de imagem sofisticadas, dado que a imagem é fundamental na arte».

O grupo decidiu criar o Blablart.com - de acesso gratuito para quem nele se inscreva - que permitisse «a qualquer pessoa visitar as galerias e museus do mundo sem sair do sofá, e com poucos cliques». É dirigido sobretudo a profissionais da arte, galeristas, curadores, artistas, que poderão comunicar entre si dentro da plataforma e dar conhecimento à comunidade global das suas exposições, eventos e obras.

O Blablart é composto por um directório (intitulado «The Art World») com museus e galerias de cerca de uma centena de países, que demorou dois anos a criar. Contém ainda uma rede de comunicação («Who´s On») entre todas as galerias e museus que fazem parte do directório, mas também aberta a artistas, coleccionadores ou qualquer pessoa interessada em arte.

O «Talk Art» está aberto a quem quiser debater a arte contemporânea online, em qualquer línguia, tal com o site, que tem a possibilidade de ler lido em tradução Google em dezenas de idiomas. A primeira página do Blabart tem também uma secção de notícias actualizadas regularmente que cobre galerias, museus, colecções e também artes performatiivas.

Maria Manuel Stocker considera que o sector da arte contemporânea pode beneficiar da forma como o sítio está organizado, «dado o crescimento global do mercado e o interesse também óbvio do público pela cultura».

«O Blablart permite a alguém no sul da Índia visitar os museus do Canadá, as colecções brasileiras ou as galerias de Berlim, sem ter que as procurar uma a uma em sites díspares», exemplificou.

Segundo a jornalista portuguesa, o projecto começou sem financiamento, mas no ano passado a empresa Energies Nouvelles deu um apoio à execução e o site foi concretizado.

Actualmente, o grupo procura patrocínios e publicidade de empresas e serviços desde as energias limpas às seguradoras ou telecomunicações e empresas ligadas ao turismo, «com mais vocação para se anunciarem nas páginas das cidades».

Lusa

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Navegando - Downloads Ilegais

Escreve Isabel Gorjão Santos na Ípsilon:

Uma polémica proposta de lei francesa sobre pirataria informática já foi chumbada mas voltará esta semana ao Parlamento

O debate sobre downloads ilegais é tão antigo quanto a Internet, pelo menos desde que há largura de banda suficiente para deixar passar música e filmes. Mas nenhuma proposta tinha ido tão longe como a que será discutida quarta-feira no Parlamento francês. Propõe-se que, depois de dois avisos, os cibernautas que descarregam música sem pagar fiquem impedidos de aceder à Internet. Entre os acérrimos defensores e os que deploram a lei, todos procuram responder à pergunta: há ou não violação da liberdade de expressão?

A lei Criação e Internet já foi reprovada, mas apenas por 21 votos contra 15. As abstenções foram torrenciais, pois o Parlamento francês tem 577 deputados. Mas, apesar dessa reprovação, voltará a ser debatida na quarta-feira. É apoiada pelo Presidente Nicolas Sarkozy e é também conhecida por Lei Hadopi, o acrónimo em francês de Alta Autoridade para a Difusão de Obras e Protecção dos Direitos na Internet - a organização que, caso a lei seja aprovada, ficará responsável pela aplicação de sanções.

Esse é, aliás, um dos aspectos mais polémicos da lei: ficar nas mãos de uma entidade não judicial a decisão de impedir um cidadão de aceder à Internet. Mas o principal argumento de quem contesta a proposta é o facto de se poder estar a restringir direitos fundamentais como a liberdade de expressão e o acesso à informação.

Contestação na UE

O projecto francês foi na semana passada centro de uma polémica na União Europeia, entre os eurodeputados e o Conselho Europeu, e está a pôr em causa a aprovação de legislação sobre telecomunicações.

Na quarta-feira, os eurodeputados da Comissão para a Indústria, Investigação e Energia aprovaram uma emenda proposta pela eurodeputada Catherine Trautmann, antiga ministra da Cultura francesa e socialista. A emenda diz que "nenhuma restrição pode ser imposta aos direitos e liberdades dos utilizadores finais sem decisão prévia das autoridades judiciais". Ou seja, é contestada a proposta francesa de criar a Hadopi.

Essa emenda já tinha sido aprovada pelo Parlamento Europeu numa primeira leitura, mas foi rejeitada pelo Conselho Europeu em Outubro. Agora debate-se até que ponto é que a emenda aprovada impede a aplicação da proposta de lei francesa.

Para a ministra da Cultura francesa, Christine Albanel, a lei Criação e Internet não está em causa. "A emenda não impedirá a França de adoptar a sua lei, pois a suspensão do acesso à Internet após várias advertências não é um atentado aos direitos e liberdades fundamentais", disse à AFP. Já Trautmann defende que "um debate nacional não pode ter prioridade sobre a decisão de 27 países da UE".

Proposta inédita

A proposta de lei francesa é inédita e deixa os especialistas na expectativa. "Parece-me que se está a ir longe de mais", diz Patrícia Akester, advogada e investigadora do Centro para a Propriedade Intelectual e Direito da Informação na Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

"Na perspectiva do utilizador pode defender-se que, se for negado o acesso à Internet, se consubstancia uma anulação do direito de liberdade de expressão", diz a investigadora, que sublinha o facto de haver outras hipóteses antes de se cortar o acesso. "Há a possibilidade de usar medidas tecnológicas para proteger os direitos de autor e outras medidas que não foram exploradas". A proposta francesa, diz, é precipitada, "requeria mais estudo para que se chegasse a uma solução justa e equilibrada".

A legislação sueca permite que um titular de direitos de autor peça em tribunal que seja revelada a identidade do utilizador de um endereço possibilite downloads ilegais. O modelo proposto em França já foi rejeitado em Espanha, onde a Coligação de Criadores e Indústrias de Conteúdos propõe agora centrar-se na punição das páginas que permitem cópias ilegais.

Em Portugal, a violação de direitos de autor pode ser penalizada com uma pena de prisão até três anos. Mas o que está a ser debatido em França é inédito por se dirigir aos utilizadores finais e não aos fornecedores de acesso à Internet ou os promotores de sites de downloads ilegais.

"É uma solução estranha, porque nunca se foi tão longe na perseguição ao consumidor final", explica Manuel Lopes Rocha, especialista em propriedade intelectual do escritório de advogados PLMJ. Lopes Rocha antevê um cenário em que a lei é aprovada no Parlamento mas poderá depois ser chumbada pelo Tribunal Constitucional francês, por poder colidir com o direito de liberdade de expressão.

"Goste-se ou não, há hoje enorme discussão no mundo dos direitos de autor sobre os direitos fundamentais", adianta. "A França teve o mérito de desencadear o debate, mas deve ficar por ali, porque vários países já anunciaram que não vão seguir esse caminho".

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Navegando - Google Labs

O Google disponibiliza a partir de hoje o Gmail Labs, em língua portuguesa, que permite aos utilizadores do serviço electrónico Gmail a personalização das suas caixas de correio, através de cerca de 50 novas funcionalidades.

Além do português, o Gmail Labs, desde 2008 em inglês, está agora disponível em mais 48 idiomas, que abrangem os cinco continentes.

O Gmail Labs à escala global é disponibilizado no dia em que o Gmail comemora o quinto aniversário do seu lançamento, que ocorreu a 01 de Abril de 2004.

«O que nós estamos a fazer é pôr à disposição dos utilizadores uma série de funcionalidades novas que eles podem adicionar à sua conta Gmail. Essas funcionalidades optativas que abrangem uma série de questões práticas tornam, no fundo, a navegação e a utilização do Gmail mais fácil de utilizar», salientou Paulo Barreto, director-geral do Google em Portugal, em declarações à Lusa.

Das novas funcionalidades, Paulo Barreto destacou a possibilidade de utilização do Gmail off-line. O utilizador pode aceder ao seu e-mail e escrever mensagens, mesmo quando não tem ligação à Internet, sendo que as alterações serão sincronizadas automaticamente assim que voltar a ter ligação.

Uma segunda funcionalidade do Gmail Labs, destacada pelo director do Google Portugal, é a denominada «Tarefas», através da qual o utilizador pode adicionar à sua caixa de entrada uma lista de tarefas a realizar, a partir de um e-mail e fazer alterações a partir do telemóvel.

O Gmail Labs disponibiliza também uma função que permite anular o envio de uma mensagem até cinco segundos após o envio.

Outra função experimental é o detector de anexo esquecido, que previne o envio de mensagens sem anexos, recebendo o utilizador um alerta caso tenha mencionado o anexo sem o ter adicionado.

Paulo Barreto salientou ainda outras «pequenas» alterações que irão permitir «ter mais do que uma 'inbox' a ser visualizada e passar o chat para o lado direito em vez de estar do lado esquerdo do écran», entre outras.

«O filtro do correio vai lhe pedir para fazer uma conta e só se acertar essa conta é que o e-mail vai seguir. É uma funcionalidade para as pessoas não mandarem e-mail fora de horas e, no fundo é só para verificar se as pessoas têm consciência das horas», disse.

De entre a meia centena de funcionalidades, Paulo Barreto, destacou também a que «permite visualizar vídeos do YouTube sem sair do Gmail, sem ter de ir ao site, o poder fazer 'play' no próprio e-mail e a possibilidade das mensagens serem traduzidas, caso sejam recebidas noutra língua», referiu.

Outras duas ferramentas que considera úteis são os «e-mails de resposta pré-definidos que sejam iguais para várias pessoas e as várias caixas de entrada com diversos filtros, que permite separar e-mails de trabalho de e-mails pessoais».

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Musicando - Música na Net

Bandas internacionais como Radiohead ou Nine Inch Nails marcaram tempos recentes da indústria musical internacional com lançamentos gratuitos e legais, via Internet, de álbuns de originais.

Thom Yorke, vocalista dos Radiohead, descreveu a iniciativa à revista Wired como resposta ao facto de «todos os nossos últimos álbuns estarem disponíveis na Internet de forma ilegal antes do seu lançamento oficial».

Em Portugal, foi editado no passado dia 1 de Janeiro Phasasolo, primeiro álbum a solo de New Max, uma das metades dos Expensive Soul, que disponibilizou na Internet de forma gratuita o registo.

Na visão do cantor, «este não foi um projecto intencional desde o começo», tendo surgido «a diversos modos como resposta à experiência com os Expensive Soul, onde as nossas vendas de discos não correspondiam ao público que conquistámos ao longo do tempo», afirmou.

Phasasolo tem até ao momento contabilizados mais de 40.000 descarregamentos das suas faixas, ao passo que «o segundo disco dos Expensive Soul, que editámos pela EMI, vendeu aproximadamente 5.000 discos», sublinha New Max.

Carla Simões, digital manager da Universal Music Portugal, afirmou à Lusa ver lançamentos deste estilo como «opções próprias dos artistas». «Cada vez mais os músico têm maior liberdade para fazer o que querem, como se viu com os Deolinda que cresceram muito graças à Internet», sublinha ainda.

A responsável confirmou à Lusa o «crescimento imenso» do mercado de vendas online em Portugal. «Para o primeiro trimestre deste ano está prevista a abertura em Portugal de duas novas lojas virtuais que já funcionam a nível internacional», assegura.

Já quanto ao crescimento de iniciativas como a de New Max, Carla Simões considera que «são projectos impulsionados por iniciativas internacionais, como a dos Radiohead, mas que acabam por ir parar aos modelos tradicionais de mercado».

De recordar que os Radiohead editaram numa primeira fase In Rainbows, o seu último disco de originais, de forma gratuita na Internet, acabando posteriormente por lançar o registo em CD e vinil.

Já João Mascarenhas, músico da Stealing Orchestra e responsável da editora exclusivamente virtual You Are Not Stealing Records, confessou à Lusa que «o caminho da música gratuita e legal era inevitável».

«A Stealing Orchestra» - prossegue - «editou até ao momento dois álbuns em formato físico e uma série de EP virtuais, o primeiro em 2001».

O espírito destas edições, assume, é o de «recuperar a atmosfera da troca de K7 que todos fazíamos nos anos 80, ao mesmo tempo que queremos afastar a ideia de que os discos gratuitos que editamos surgem não por não serem editados noutro lado mas sim porque têm qualidade e mérito por si mesmos».

Tiago Sousa, responsável pela editora Merzbau, que complementa edições físicas de discos com lançamentos exclusivos e gratuitos via Internet, considera este fenómeno «uma realidade de mercado», mesmo «situando-se algo aparte no circuito devido às suas especificidades muito próprias».

Os Pontos Negros, Santos & Pecadores ou dR. estranho amor, que editarão a 14 de Fevereiro em exclusivo de forma virtual o seu single de estreia, são outros nomes com reportório editado gratuitamente e de forma legal, através da Internet.

Lusa