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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Premiando - Dançando com a Diferença

Escreve Paula Henriques no DN/Madeira de hoje:

Há precisamente um ano, a jornalista Sara Antunes de Oliveira e a repórter de imagem Cristina Almeida andavam a explorar o universo do grupo madeirense de dança inclusiva Dançando com a Diferença. Foram essas imagens e entrevistas gravadas na Região ao longo de três dias que deram à dupla o material para a reportagem homónima que venceu o primeiro lugar na edição de estreia do Prémio Dignitas, atribuído ontem, em Lisboa.
O reconhecimento público da Associação Portuguesa de Deficientes destina-se a "premiar os melhores trabalhos, publicados ou difundidos nos media portugueses, por profissionais da comunicação social, cujo tema seja a deficiência e que promova a dignidade das pessoas com deficiência, os seus direitos humanos e a inclusão social". Na edição de estreia, a reportagem sobre o grupo dirigido por Henrique Amoedo e residente no Centro das Artes foi a grande vencedora. Os segundo e terceiro lugares foram atribuídos a 'Uma Vida Normal', da jornalista Sofia Arêde, e 'Mãe Coragem', de Carlos Rico (também da SIC).
"Uma companhia de dança madeirense está a dar passos importantes contra o preconceito. O Grupo Dançando com a Diferença junta bailarinos com e sem deficiência para mostrar que a arte não faz distinções. Nos palcos que pisam, constroem uma realidade que muitos acreditam não poder existir. Ali, dançam como iguais e são todos apenas bailarinos (...) num trabalho a que é impossível ficar indiferente", diz Sara Antunes de Oliveira no texto de apresentação.
Ontem, durante a entrega do prémio, a jornalista disse à agência Lusa que a reportagem "pretende ser uma resposta à pergunta 'Quem disse que estas pessoas não são capazes?'. E quem disse que estas pessoas não são capazes está a mentir. Acho que eles respondem muito bem a essa pergunta. São magníficos bailarinos e pessoas com histórias de vida muito inspiradoras".
Entre 20 e 23 de Fevereiro de 2008, a equipa seguiu de perto a rotina de Ricardo Mendes, Elsa Freitas e José Manuel Figueira, três dos elementos da companhia, e gravou um espectáculo com duas das coreografias do reportório ('1 Apaixonado', de Henrique Rodovalho, e 'Tempus Incertus', de Elisabete Monteiro). O resultado foi a reportagem especial já apresentada na SIC em duas ocasiões: a 19 de Maio de 2008 e no dia de Natal e que pode ser vista ou revista em www.aaaidd.com.
"Vem mais uma vez mostrar o reconhecimento nacional pelo trabalho desenvolvido por esta associação através do Grupo Dançando com a Diferença", reagiu Cecília Berta, presidente da Associação dos Amigos da Arte Inclusiva - Dançando com a Diferença (AAAIDD) ao prémio.
De referir que vários órgãos de comunicação social nacionais têm mostrado interesse no trabalho desenvolvido pelos madeirenses e vários coreógrafos têm aceite o desafio de criar para este grupo, unido em bailarinos com e sem deficiência.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Premiando - Grammys

A dupla formada por Robert Plant e Alison Krauss foi a grande vencedora da 51ª edição dos Grammy Awards, levando para casa não só o prémio de Melhor Álbum como quatro outros troféus que ontem foram entregues em Los Angeles.
O álbum “Raising Sand” - uma colaboração entre o ex-vocalista do legendário grupo de hard rock Led Zeppelin, Robert Plant, e a cantora country, Alison Krauss - venceu o prémio de Melhor Álbum, no final de uma cerimónia de três horas e meia.
“Quero dizer que estou rendido”, declarou Plant ao receber o prémio. E brincou: “esta é uma boa maneira de passar o domingo”.
Durante a cerimónia, o britânico Plant, de 60 anos e a americana Krauss, de 23, tinham já subido ao palco para receber os prémios de single do ano por “Please Read the Letter”, de Melhor Colaboração Pop, de Melhor Colaboração Country Vocal e o de Melhor Álbum Folk.
Plant e Krauss disputavam o prémio de Melhor Álbum do ano com o rapper Lil Wayne (“Tha Carter III”), Ne-Yo (“Year of the Gentleman”) e os britânicos Radiohead (“In Rainbows”) e Coldplay (“Viva la Vida”).
Apesar de não ter recebido o prémio de Melhor Álbum, o grupo de Chris Martin conseguiu arrebatar três dos sete prémios para que estava nomeado: Canção do Ano por “Viva la Vida”, Melhor Álbum Rock e Melhor Performance (de grupo ou dueto).
Lil Wayne, nomeado para oito troféus, acabou por receber quatro: Melhor Álbum Rap, Melhor Performace de Rap (a solo), Melhor Performance Rap (de grupo ou dueto) e ainda a Melhor Canção Rap.
Para além de Plant e Coldplay, a Academia das Artes e das Ciências discográficas distinguiu ainda outra britânica na categoria de Revelação: Adele Adkins, cantora soul de apenas 20 anos, que derrotou os populares Jonas Brothers e a compatriota Duffy.
A americana Jennifer Hudson, que apesar de ter ganho um Óscar pela sua interpretação como cantora em “Dreamgirls” em 2007 mas não tinha conseguido o Grammy, acabou por arrebatar o troféu de Melhor Álbum R & B, alguns meses depois do assassínio da sua mãe, irmão e sobrinho.
“Quero agradecer [aos membros da minha família] que estão no paraíso e aos que estão aqui hoje”, declarou a jovem cantora, com a voz tremida.
Todos os anos os Grammy surpreendem pela escolha de duetos improváveis e este não foi excepção: o ex-Beatle Paul McCartney juntou-se a Dave Grohl, do grupo Foo Fighters, que o acompanhou à bateria no o clássico “I Saw Her Standing There”.
Outra lenda da música, B.B. King, de 83 anos, levou para casa o Grammy de Álbum de Blues Tradicional, o 15º da sua carreira.
Por fim, os precursores do “electro” francês, Daft Punk, receberam também dois Grammy pelo Melhor Álbum Electrónico ou Dance por “Alive 2007” e o Melhor Single por “Harder Better Faster Stronger”, na mesma categoria.
Os Grammy Awards premeiam 110 categorias musicais, desde a música clássica ao heavy metal, passando pelo polka.
Esta edição ficou ainda marcada pela ausência da cantora Rihanna, cuja actuação foi cancelada à última hora após a detenção do namorado, o também cantor Chris Brown, detido pela polícia por suspeita de agressão.
A polícia recusou-se a confirmar as informações avançadas pelo jornal “Los Angeles Times” que apontavam Rihanna como sendo a vítima. Segundo o porta – voz da cantora dos Barbados, Rihanna, de 20 anos, “encontra-se bem”.
Brown, de 19 anos, foi posto em liberdade depois de ter pago uma caução de 50 mil dólares (cerca de 38 mil euros).
Público /AFP

Premiando - BAFTA

Os BAFTA distinguiram «Quem Quer Ser Bilionário?», do britânico Danny Boyle, como melhor filme e atribuiu os prémios de melhor actor a Mickey Rourke e de melhor actriz a Kate Winslet.
«Quem Quer Ser Bilionário», grande vencedor dos Globos de Ouro, voltou a confirmar a sua posição de forte candidato aos Óscares no próximo dia 22 de Fevereiro, depois de hoje ter ganho sete BAFTA (British Academy of Film and Television Arts).
Na cerimónia realizada em Londres coube a Mick Jagger entregar um dos BAFTA cineasta britânico Danny Boyle, pela realização de «Quem Quer ser bilionário?», um filme que conta a história de um jovem analfabeto à beira de vencer um concurso de televisão que o transformará num milionário.
O filme, rodado nos subúrbios pobres de Bombaim, foi o grande vencedor da noite ao arrecadar os prémios da academia britânica para melhor realizador, argumento adaptado, música, fotografia, montagem e efeitos sonoros.
«O Curioso Caso de Benjamin Button», de David Fincher, que também estava nomeado para 11 categorias, obteve apenas três prémios da acdemia britânica: desenho, efeitos especiais e cabeleireiro e maquilhagem.
O prémio para melhor actriz foi atribuído a Kate Winslet pela sua participação em «O Leitor», no qual a britânica interpreta o papel de uma guarda num campo de concentração.
Após 14 anos afastado do cinema, Mickey Rourke foi esta noite escolhido como melhor actor, depois de ter ganho um Globo de Ouro, continuando assim a ser um forte candidato aos Oscares.
A escolha por Rourke deixou para trás Sean Penn, que faz de político homossexual em «Milk», Brad Pitt pelo «Estranho Caso de Benjamin Button», Frank Langella («Frost/Nixon») e o jovem Dev Patel, protagonista de «Quem quer Ser Bilionário?».
Penélope Cruz foi outra das galardoadas pelo seu desempenho em «Vicky Cristina Barcelona», de Woody Allen, que lhe valeu o prémio de melhor actriz secundária.
Na corrida ao BAFTA nesta categoria estavam também Marisa Tomei com o filme «The Wrestler«, Amy Adams que desempenhou um papel em «Doubt», Freida Pinto pela sua participação em «Quem Quer Ser Bilionário?» e Tilda Swinton, por «Destruir Depois de Ler», dos irmãos Coen.
A noite foi ainda de homenagem ao australiano Heath Ledger que recebeu um prémio póstumo pela sua participação em «O Cavaleiro das Trevas».
«Wall-E» venceu a melhor película de animação.
A película francesa «Il y a longtemps que je t´aime», de Philippe Claudel, recebeu o prémio para melhor filme estrangeiro.
Lusa / Nuno Morna

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Premiando - Cristiano Ronaldo

Porque desporto também é cultura, daqui vão os meus parabéns ao Cristiano Ronaldo!


sábado, 13 de dezembro de 2008

Premiando - Teresa Florença

A jornalista do DN/Madeira Teresa Florença foi agraciada com uma Menção Honrosa nos prémios APOM - Associação Portuguesa de Museologia, na categoria de Melhor Trabalho Jornalístico. O trabalho distinguido tem a ver com as reportagens que a jornalista publicou no sector editorial “5 Sentidos”. À jornalista os nossos sinceros parabéns extensíveis a toda a equipa da cultura do DN.

Aqui fica a notícia:

A jornalista do DIÁRIO, Teresa Florença, da editoria '5 Sentidos', recebeu ontem, em Lisboa, uma Menção Honrosa no âmbito dos prémios APOM - Associação Portuguesa de Museologia. A profissional foi distinguida na categoria de Melhor Trabalho Jornalístico pelo conjunto de reportagens publicadas no ano passado na editoria de 'Cultura & Espectáculos' (actualmente '5 Sentidos') e na Revista do DIÁRIO (actualmente a MAIS). O galardão foi entregue também ao jornal Público, na mesma categoria, por ser o órgão de comunicação nacional "que mais contribui para a divulgação dos trabalhos dos museus". A categoria foi uma novidade dos prémios deste ano, a par do "melhor 'site'". "Os meios de comunicação social são os nossos pontas-de-lança no contacto com a sociedade civil", elogiou João Neto, presidente da APOM.
Teresa Florença recebeu o prémio das mãos da responsável pelo Museu Calouste Gulbenkian, Rosa Figueiredo, que considerou a atribuição individual "um bombom". "É uma grande honra esta distinção e um estímulo para continuar o bom trabalho", afirmou a jornalista. Teresa Florença lembrou ainda que "partilha o prémio com o DIÁRIO de Notícias da Madeira que tem apoiado, incentivado e acarinhado a publicação de notícias culturais, e sobretudo com os colegas das secções '5 Sentidos' e revista MAIS". "Muitas vezes é ir contra a corrente", considerou ainda, referindo-se às dificuldades que existem relativamente à comunicação destes temas. O lamento foi repetido por outros dos homenageados que ontem desfilaram pelo palco do Museu da Farmácia, em Lisboa.
A Região voltou a sentir o gosto dos prémios, através da atribuição de uma Menção Honrosa na categoria de Melhor Serviço de Extensão Cultural à Colecção Berardo, do madeirense Joe Berardo. A APOM distinguiu ainda o Fluviário de Mora como Melhor Museu, o Museu Nacional de Arqueologia por ter a Melhor Exposição e, ainda, o Museu Marítimo de Ílhavo, o Museu de Arte Moderna e o Museu do Neo-realismo de Vila Franca de Xira pelos melhores catálogos de 2007. A revista museologia.pt arrecadou "o melhor 'site'".
A cerimónia contou com a presença da deputada do CDS-PP, Teresa Caeiro, e do presidente do Instituto dos Museus e Conservação, Manuel Bairrão Oleiro, em representação da secretária de Estado da Cultura, Maria Paula Fernandes, que não esteve presente mas mandou uma mensagem aos premiados.

Sandra Cardoso (DN/Madeira), em Lisboa

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Premiando - Emmys

Emmys: “Mad Men” e “30 Rock” eleitas as melhores séries

A série sobre a vida de uma agência de publicidade nova-iorquina do início dos anos 60 "Mad Men" e "30 Rock", uma sátira à vida quotidiana de uma estação de televisão e seus actores principais, foram consideradas esta madrugada as melhores séries na categoria dramática e cómica, respectivamente, durante a sexagenária gala dos Emmys, que premeia o que melhor se faz na televisão norte-americana. Gleen Close, Tina Fey, Alec Baldwin e Bryan Cranston receberam os troféus de melhores actores.
Tina Fey e Alec Baldwin venceram os respectivos galardões pela participação na série "30 Rock", premiada com um total de sete Emmys. Tina Fey foi uma das grandes estrelas da noite, tendo subido a palco por três vezes para recolher o Emmy de melhor comédia, melhor actriz e melhor guião.
Glenn Close conquistou a estatueta pela participação na série dramática de advogados "Damages" e Bryan Cranston recebeu o Emmy pela actuação em "Breaking Bad” - onde representa um professor de liceu, doente terminal, que produz metanfetamina -, tendo-se mostrado surpreendido pela vitória, especialmente quando concorria contra o grande favorito da noite, Jon Hamm (“Mad Men”) e contra o peso-pesado e eterno candidato Hugh Laurie (“House”).
Em termos absolutos, porém, o grande vencedor da noite foi "John Adams", que trazia 23 nomeações e obteve 13, incluindo o prémio de melhor mini-série. A história sobre a vida do segundo Presidente dos EUA conquistou a crítica e a Academia, valendo-lhe igualmente – entre outros – os Emmys de melhor protagonista masculino em mini-série (Paul Giamatti), melhor protagonista feminina (Laura Linney) e melhor actor secundário (Tom Wilkinson).