sexta-feira, 29 de novembro de 2013
PRESENTE DO DIA
e muitos ainda lá faltam e por isso a página cresce todos os dias... e aceita colaborações daqueles que mais atentos sabem do que de mais novo se vai produzindo.
http://ow.ly/ri43e
domingo, 20 de outubro de 2013
PRESENTE DO DIA - 20 OUTUBRO 2013
ontem o grande Vinicius faria 100 anos... por falta de tempo só hoje consigo esta homenagem tardia. um documentário para ver e relembrar este gigante da língua portuguesa.
http://ow.ly/pZe8K
sábado, 13 de julho de 2013
Poema XXIX
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Recital Errância Literária - 15 de Junho 2013, 23h,
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Poema (XXVII)
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Poema (XXVI)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Cavalo Alado

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Poema (XXIV)
homens sem barba
e suas amantes,
marcham direitos a um McDonalds
perto de si.
Apesar das ordens
Podem estacionar-se os carros,
sem pagar,
no centro da cidade.
Assim passeia-se a indiferença
e olha-se o povo indignado
preocupado com trivialidades.
Batalhas campais
são tidas como apropriadas.
E a polícia dispara as últimas lágrimas.
Se clicares aqui
o Governo,
alegremente,
distribui violência no teu computador.
A portugalidade é uma prática,
não um direito!
Nuno Morna
Funchal, 9 de Fevereiro, 2013
(inspirado num poema de Maged Zaher)
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Poema (XXIII)
Poema (XXII)
as telenovelas lembram-me sempre este poema de Carlos Drummond de Andrade:terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Poema (XXI)
urgente
telegraficamente
falar.
por cá sentidos
diversos.
a terra raspada.
desesperadamente
como quem segura
a terra
que foge
urgentemente
cantou
olhámos os pés
seguimos em frente
urge
alimento alma
segunda-feira, 16 de março de 2009
Poesia - Dia Mundial da Poesia
O dia mundial da poesia, que se assinala a 21 de Março, será celebrado na Baixa de Lisboa com um poema gigante escrito numa tela de 150 metros.
A iniciativa conta com a participação de poetas como Inês Pedrosa, Maria Andresen, Eduardo Pitta, Fernando Pinto do Amaral, Manuel Alegre e Nuno Júdice.
Promover e celebrar a poesia levando-a ao «comum do cidadão» é um dos objectivos desta iniciativa promovida pela ACV - Associação Cidadania Viva, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa e o projecto LEM (Lisboa Encruzilhada de Mundos).
Segundo a organização, a iniciativa parte de uma ideia do poeta espanhol Miguel Angel Arenas e o poema gigante será escrito numa tela de 150 metros que vai estar estendida na Rua Augusta entre as 12:00 e as 17:00 e na qual todas as pessoas interessadas poderão acrescentar um verso da sua autoria.
O Dia Mundial da Poesia foi instituído pela UNESCO, organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Poema (XXII)

em tua honra consumei o sacrifício.
Oh, aquece-me os pés,
aquece-me o corpo, os membros, o espírito, a voz.
Afasta o encantamento, aquece-me, favorece-me, afasta o encantamento.
Arrancaste-o de mim, levaste-o para longe, para longe de mim.
E agora curo-me, recupero a força, recupero a frescura,
a frescura sobe-me à cabeça, a força.
Movo-me com movimentos novos, ouço com ouvidos novos, olho com olhos novos.
Caminho, livre do tormento caminho, com uma luz no coração caminho, felizmente caminho.
Quero abundância de nuvens sombrias,
quero abundância de erva,
abundância de pólen,
abundância de orvalho.
Que venha contigo até aos confins da terra o belo fermento branco,
que venham até aos confins da terra o belo fermento amarelo, o belo fermento azul,
o belo fermento de todas as espécies,
as plantas de todas as espécies,
os bens de todas as espécies,
as jóias de todas as espécies,
que venham contigo até aos confins da terra.
Que venham contigo à frente, atrás, por baixo, por cima, à volta, que venham contigo até
Que se consume a obra.
Avanço dentro da beleza,
com a beleza à minha frente, sim, eu avanço,
com a beleza por trás das minhas costas, sim, eu avanço,
com a beleza por cima de mim e à minha volta, sim, eu avanço.
Em plena beleza tudo se consuma, sim, tudo se consuma, sim, eu avanço.
Poema da tradição oral dos indíos Navajos.
Versão de Herberto Helder.
In "Rosa do Mundo - 2001 Poemas para o futuro, edição Assírio & Alvim
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Poema (XXI)

e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Talvez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Poesia - Almada Negreiros
Quem me conhece sabe do meu enorme fascínio por Almada Negreiros que considero um dos maiores homens de cultura do séc. XX português.Com a frase "Arte é comunicação", do crítico de arte britânico Herbert Read, a exposição é introduzida ao visitante, para que relacione "comunicação, escrita e arte", explicou a responsável. A mostra é organizada pela Fundação Portuguesa das Comunicações no âmbito do Dia Mundial dos Correios, a 09 de Outubro e foi hoje apresentada pela comissária e crítica de arte Maria João Fernandes na sede da entidade, em Lisboa.
As "contaminações" da palavra e da imagem "percorrem todo o século XX, desde o Futurismo e Dada, aos caligramas de Apollinaire, ao informalismo e gestualismo das décadas de 30, 40 e 50, ao movimento internacional da Poesia Visual, que em Portugal floresceu na década 60", contextualizou Maria João Fernandes.
Mas essa ligação da palavra e da imagem começou mais cedo, com Almada Negreiros (1893-1970) a tornar-se pioneiro quando criou, em 1920, três "poemas desenhados".
A série de caligramas - desenhada em pequenas folhas simples de um caderno de apontamentos - é mostrada pela primeira vez publicamente nesta exposição. Almada Negreiros desenhou cadeiras, árvores, uma mesa e outras figuras com frases poéticas.
Também foram incluídos na exposição trabalhos de Ana Hatherly, Ernesto de Melo e Castro, expoentes da poesia visual portuguesa, e ainda obras de Álvaro Lapa, Ambrósio, António Sena, Carmo Pólvora, Emerenciano, Eurico Gonçalves, Francisco Laranjo, Gracinda Candeias, Paulo Teixeira Pinto, Rico Sequeira, Teresa Gonçalves Lobo, Teresa Magalhães, Alexandra Mesquita, Cristina Valadas e Inês Marcelo Curto. Estão igualmente representados os artistas espanhóis González Bravo, Hilario Bravo, Antonio Saura, Viola, Suárez e Alberto Reguera.
O público poderá ver nesta mostra a obra plástica de outros artistas estrangeiros fortemente influenciados pela escrita, nomeadamente Alechinsky, que nos anos 40 e 50 integrou o Grupo COBRA.
"Esta tradição estética está a ter continuidade nos dias de hoje, através de jovens artistas que usam a escrita nas suas pinturas", disse Maria João Fernandes, dando como exemplo os criadores portugueses Alexandra Mesquita e Teresa Lobo.
Para conceber a exposição, a Fundação Portuguesa das Comunicações contou com o apoio de entidades como o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, a Colecção Manuel de Brito, a Galeria Valbom, a Galeria/Fundação António Prates, a Galeria São Mamede e outras colecções particulares, que cederam obras.
Paralelamente a esta exposição, a Fundação edita o livro "Caligrafias - A Nascente dos Nomes", que irá dar continuidade ao caderno temático "Caligrafias", editado em 2006 pela Revista Mealibra de Viana do Castelo.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Poema (XX)

O Captain! my Captain! our fearful trip is done, The ship has weather'd every rack,
the prize we sought is won, The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring; But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red, Where on the deck my Captain lies, Fallen cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells; Rise up- for you the flag is flung- for
you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd wreaths- for you the shores
a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.
My Captain does not answer, his lips are pale and still,
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Obituário - Joaquim Castro Caldas

Morreu o poeta e crítico literário Joaquim Castro Caldas
Informação da agência Lusa
O poeta e crítico literário Joaquim Castro Caldas morreu ontem no Hospital de São João, no Porto, vítima de doença prolongada, informou o seu amigo e actor Rui Spranger. Hoje, o seu corpo vai para a Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, onde será celebrada missa de corpo presente. Regressa depois ao Porto, para um velório, a partir das 21h00, na capela mortuária da Igreja do Bonfim. O funeral, antecedido de missa de corpo presente, realiza-se pelas 09h30 de terça-feira no Cemitério do Prado de Repouso, onde será cremado.
Deixem-me ali à esquina
Amem e façam-se à vida
Não temam a morte voem
Sabem que são minhas
Para lá dessas fronteiras
Que desapertam as rimas
Com poemas ou bombas
Fucem apanhem boleias
Só vos deixei preparadas
Para os cornos dos poetas
Mágoa das Pedras, Joaquim Castro Caldas
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Poesia para o Jantar


