
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Lendo - Texto de Apresentação de "Freyja" por Francisco Fernandes

sexta-feira, 30 de maio de 2008
Lendo - Freyja

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quinta-feira, 29 de maio de 2008
Blogando - O Blog do Mês de Maio

quarta-feira, 28 de maio de 2008
Animando - Corrente Pra Frente
VALE A PENA VER!!!.
Ganhou o prémio de melhor animação latino-americana.
É certo que a alienação nos é servida diariamente pelos poderes instituídos através dos media. Mas é também uma escolha individual. Perdido o sentido de justiça social, a pergunta que se impõe é: que mundo é o nosso?!?!?!...
Artistando - Feeling Nature
Artistando - A Mãe das Mães
Como eu gostava de poder lá estar na vernisage... fica para um outro dia!
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Poemando - Discurso Sobre o Filho da Puta

O pequeno filho da puta
é sempre um pequeno filho da puta;
mas não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria grandeza,
diz o pequeno filho da puta.
no entanto, há
filhos-da-puta que nascem
grandes e filhos da puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho da puta.
de resto,
os filhos da puta não
se medem aos
palmos,diz ainda
o pequeno filho da puta.
o pequeno filho da puta
tem uma pequena
visão das coisa
se mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho da puta.
no entanto,
o pequeno filho da puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho da puta.
todos os grandes
filhos da puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno
filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.
dentro do
pequeno filho da puta
estão em ideia
todos os grandes filhos da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.
o pequeno filho da puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho da puta.
é o pequeno filho da puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que
ele precisa
para ser o grande filho da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
de resto,
o pequeno filho da puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho da puta:
o pequeno filho da puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho da puta.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Feira do Livro 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Desabafo
Dançando - Dançando com a Diferença na SIC
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sábado, 17 de maio de 2008
Estreia de “A História Rapidinha do Funchal”
É hoje o grande dia da estreia
de um espectáculo de tudo ou
nada.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Teatrando - Promo "A História Rapidinha do Funchal"
terça-feira, 13 de maio de 2008
Teatrando - A História Rapidinha do Funchal

...E vamos contar tudo o que há para contar sobre estes 500 anos.
Em pouco mais de 90 minutos.
"A História Rapidinha do Funchal" é um espectáculo de comédia absurda. Tudo o que ali se ouve é perfeitamente irreal... ou não.
É desta cidade que amamos que vamos falar.
À nossa maneira.
Como sabemos bem-fazer.
Com a ajuda de mais um actor, o jovem Tiago Góes Ferreira (apresentador do programa "Irreverências" da RTP/M), Nuno Morna,Pedro Ribeiro e Paulo Lopes vão contar praticamente toda a história do Funchal, sem sair do palco, ao longo de 90 minutos e uns trocos. A este elenco juntam-se também Mara Abreu e Marta Garcês que tão boa conta de si deram em "Comichão Europeia", a peça levada ao palco pela COM.TEMA no ano transacto.
São estes os pressupostos básicos do projecto:
• Acção non-stop em palco a um ritmo frenético sem interrupções (salvo algumas intervenções em filme projectado);
• Os actores estarão quase sempre em palco, nunca se retirando para os bastidores;
• Cada actor interpreta diversas personagens, utilizando adereços básicos para o fazer tendo a peça cerca de 30 personagens;
• A acção não se limitará ao palco, sendo possível ver os actores nos camarotes ou mesmo na plateia;
• Todos os momentos da história do Funchal retratados em palco são descritos sob um ponto de vista cómico sem desprestígio nem humor barato. O critério de selecção desses mesmos momentos será também humorístico, embora sejam também retratados momentos marcantes da história de Portugal e do mundo;
• O texto contou com a colaboração técnica de um historiador reputado: Prof. Dr. Rui Carita da Universidade da Madeira.
Tudo isto terá lugar no palco do Teatro Municipal Baltazar Dias de 17 a 31 de Maio.
Sábado - 17 de Maio - 21.30h - Estreia
Domingo - 18 de Maio - 21.30h
2ª Feira - 19 de Maio - 21.30h
3ª Feira - 20 de Maio - 21.30h
4ª Feira - 21 de Maio - 21.30h
5ª Feira - 22 de Maio - 17.ooh e 21.30h
6ª Feira - 23 de Maio - 21.30h
Sábado - 24 de Maio - 21.30h
Domingo - 25 de Maio - 17.ooh e 21.30h
2ª Feira - 26 de Maio - 21.30h
3ª Feira - 27 de Maio - 21.30h
4ª Feira - 28 de Maio - 21.30h
5ª Feira - 29 de Maio - 21.30h
6ª Feira - 30 de Maio - 21.30h
Sábado - 31 de Maio - 18.30h
Ficha Técnica
Texto: Pedro Ribeiro, Nuno Morna
Dramaturgia: Pedro Ribeiro
Encenação: Nuno Morna, Pedro Ribeiro
Desenho de Luz: Nuno Morna, Pedro Ribeiro
Cenografia: Nuno Morna
Figurinos: Nuno Morna, Pedro Ribeiro
Multimédia: Pedro Ribeiro, Miguel Apolinário
Sonoplastia: Miguel Apolinário
Operação de Som: Miguel Apolinário
Operação de Luz: Tó
Direcção de Cena: Mara Abreu, Marta Garcês
Voz Off Inicial: Diogo
Voz Off Final: Élvio Camacho
Elenco: Mara Abreu, Marta Garcês, Nuno Morna, Paulo Lopes, Pedro Ribeiro, Tiago Góes Ferreira
Ficha Mais Do Que Técnica
Stripper Feminina: Yolanda
Stripper Masculino: Marcão
Apanha Bolas: Luisinho
Canalizador: Xosé del Cano
Alternadeira: Malu Ca
Alternadeiro: Gosta de Costa
Food Designer: Lu Salsinha
Digitalizador: Al Dedo
Idiota de Serviço: lugar em aberto aceitam-se candidaturas
Bombeiro: Manga Eira
Polícia: Brigada de Choque da PSP com 350 agentes
Sala de Repouso: Estabelecimento Prisional do Funchal
--
COM.TEMA
(Companhia de Teatro da Madeira)
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Escrevendo - Vinho Madeira
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Música - Jazz no Chega
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Teatrando - Elas Sou Eu!!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008
Cinema - Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull
domingo, 4 de maio de 2008
Poema - Mãe

Mãe! Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei!
Traz tinta encarnada para escrever estas coisas!
Tinta cor de sangue verdadeiro, encarnado!
Eu ainda não fiz viagens
E a minha cabeça não se lembra senão de viagens!
Eu vou viajar.
Tenho sede! Eu prometo saber viajar.
Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um.
Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa.
Depois venho sentar-me a teu lado.
Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado!
Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa.
Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exatamente para a nossa casa, como a mesa. Como a mesa.
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade!
Almada Negreiros
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Música - Coro Alma de Coimbra
Cinema - O Sabor do Amor
Título original: My Blueberry Nights
Realizador: Wong Kar Wai
Com: Jude Law, Norah Jones, Natalie Portaman, Rachel Weisz, Tim Roth
Género: Drama
Classificacao: M/12
Origem: Hong Kong, China, França
Duração: 120 min.
Site Oficial: http://www.myblueberrynightsmovie.co.uk/
Qual a distância entre um desgosto amoroso e um novo começo? Como é medida? Através do espaço, do tempo ou da memória? Elizabeth (Norah Jones), uma jovem mulher desencantada, embarca numa viagem de reencontro emocional para esquecer um coração partido. À medida que as feridas emocionais começam a desaparecer, as experiências de Elizabeth com uma série de estranhos, sem qualquer ligação entre si, levam-na a novos e inesperados capítulos na sua vida. Dos devaneios poéticos do proprietário de um café aberto pela noite dentro (Jude Law), às propostas desesperadas de uma jogadora numa maré de azar (Natalie Portman), ao laço quebrado entre um polícia perturbado (David Strathairn) e a sua rebelde esposa (Rachel Weisz), estes indivíduos redefinem a perspectiva de Elizabeth sobre a vida, os relacionamentos e finalmente a sua própria identidade. Lentamente, Elizabeth começa a desligar-se do passado descobrindo um novo caminho para si – em direcção ao verdadeiro amor.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Música - Just Friends

terça-feira, 29 de abril de 2008
Dançando - Dançando com a Diferença

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segunda-feira, 28 de abril de 2008
Dançando - Ao Som do Hip Hop
Música - Antena 3 On Tour


quinta-feira, 24 de abril de 2008
Música - Final Concurso de Guitarristas CUP&CINO 2008

quarta-feira, 23 de abril de 2008
Capital Europeia da Cultura

Durante a apresentação, marcada para hoje de manhã nas instalações da direcção-geral de Cultura da Comissão Europeia, o autarca irá informar o júri composto por sete personalidades acerca da programação cultural vimaranense e de outros aspectos do evento.
O relatório do júri sobre as duas propostas será depois avaliado pelo Parlamento Europeu, pelo Conselho da União Europeia (UE) e pelo Comité das Regiões.
A iniciativa capital europeia da cultura começou em 1985, em Atenas, sendo actualmente partilhada por duas cidades de diferentes estados-membros cada ano. Lisboa e o Porto foram as cidades portuguesas que já envergaram este importante título cultural.
23 de Abril - Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
Dia do Livro e da Rosa
Em 1926 a Espanha instaurou o dia 23 de Abril como Dia do Livro pois esta data coincide com a morte de Cervantes, imitando a Inglaterra que já o celebrava no mesmo dia porque também coincide com a morte de Shakespeare.
Na Catalunha o 23 de Abril é o dia de São Jorge, da rosa e do livro: o dia do Santo Padroeiro, do amor e da cultura. É costume os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca, um livro.
Porque o Dia do Livro é, decididamente, um dia de civismo, de cultura e de respeito entre todas as pessoas e todas as culturas do mundo, a UNESCO, considerando que:
· o livro foi historicamente o instrumento mais importante de difusão de conhecimento;
· que todas as iniciativas para promover a difusão do livro são um factor de enriquecimento cultural;
· que uma das formas mais eficazes de promoção do livro é organizar todos os anos um dia internacional;
· e constatando que esta fórmula ainda não fora adoptada a nível internacional;
a 15 de Novembro de 1995 proclamou o dia 23 de Abril "Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor".
Ofereçam-se então rosas e recebam-se livros em troca!
Texto elaborado a partir de um outro de Pep Camps, da Unidade de Comunidades Catalãs do Exterior, da Generalitat de Catalunya. Março de 2003.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Teatrando - Elas sou eu... O que a gente não faz para pagar a renda
Encenação: Hugo Sovelas
Espaço cénico: LDC Interiores
Figurinos: Eduardo Gaspar
Acessórios: Anna Ludmilla
Perucas e maquilhagem: Moreno cabeleireiros
Banda sonora: Eduardo Gaspar e Hugo Sovelas
Arranjos musicais: Marco Pombinho
Sonoplastia: Maria João Castanheira
Desenho de luz: Eduardo Gaspar
Criação Gráfica: Alexandra Bernardes
Fotografias e Pós-produção em Vídeo: Cristina Novo e Adriano Silva
Operação de som, luz e vídeo: Sérgio Silva
Produção: Teatro Novo do Brasil
Organização: 100 Ilusões - Produções Culturais e Teatro Novo do Brasil
O que acontece quando uma empregada doméstica consegue convencer o seu patrão, às vésperas de uma estreia, de que ele é um péssimo actor? Ele mata-se? Despede a empregada por justa causa? Ou simplesmente deixa de aparecer no teatro dando, sem saber, oportunidade à empregada de tomar o seu lugar no espectáculo???
Esta é a história de Lucineide (nome da perigosa empregada), que foi capaz de tudo para desencorajar o seu patrão unicamente pela oportunidade de voltar a pisar num palco. Não tivesse ela sido actriz em tempos remotos; não tivesse ela a certeza de que talento é uma coisa que não se perde e de que, o sucesso é uma conjunção deste dom inato com uma grande dose de sorte. E se a sorte não lhe tivesse faltado, muito provavelmente Lucineide não teria enganado o seu patrão. Mas Lucineide o enganou e agora está disposta a ir até às últimas consequências para tornar-se uma actriz mundialmente famosa. Até mesmo roubar o guião da peça, decorar o texto na calada da noite e ainda alterar por completo uma cena do espectáculo sem o menor arrependimento.
Assim é Lucineide, uma mulher frustrada que confessa ao público a sua decepção por ela, ao contrário das grandes vedetas, ter uma vida normal, sem nenhum acontecimento trágico que a tivesse deixado completamente abalada… E a maior das suas decepções é sem dúvida a de não carregar nenhum trauma de infância… Mas a vida de Lucineide não é feita só de decepções: Sonha poder reencontrar o grande amor da sua vida: um conhecido ídolo da música romântica por quem é perdidamente apaixonada.
Lucineide colocará a prova o seu talento, representando no espectáculo “Elas sou Eu” mulheres que, como ela, nunca deixam de sonhar e que são capazes das maiores artimanhas para realizarem os seus sonhos.
A primeira será Berenice, uma fogosa mulata de São Salvador da Baía. Vendedora ambulante de brigadeiros, ficou ignorante ao abandonar a escola. E a sua pior ignorância foi ter casado com Adalberto, seu companheiro de dezassete anos que, segundo ela, não era um marido e sim uma “ameba”. Para salvar o casamento, Adalberto resolve comprar, às prestações, um aparelho de vídeo cassete, o que acaba por ser a sua ruína. Ao assistir a um filme alugado pelo marido, Berenice descobre que foi enganada pelo único homem que, até então, havia conhecido na intimidade. Separada de Adalberto, vive um tórrido romance com Edmundo, um negro de Benguela com quem irá partilhar as delícias da sétima arte.
Madame Ferrandini é uma mulher da alta sociedade que tenta, a todo custo, livrar-se do fantasma do seu marido. À revelia das filhas, Maria Cláudia e Maria Cleide, não mede esforços para concretizar o seu intento. Uma história sobrenatural que terá um fim trágico, graças a interferência de uma imigrante portuguesa, mulher de má vida, que está sempre a intrometer-se no caminho de Madame Ferrandini.
Por fim, a misteriosa irmã Bondade, religiosa não por vocação, mas pelo desígnio do próprio nome, vive, segundo consta, pois nunca foi vista por ninguém, enclausurada num convento, algures em alguma parte do planeta. Sabe-se apenas que guarda consigo um segredo que jamais será desvendado…
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Música - IXº Funchal Jazz
JARDINS QUINTA MAGNÓLIA
Em Julho será a vez do Festival de Jazz do Funchal se associar à festa e nos dias 3, 4 e 5 subirão ao palco dos Jardins Quinta Magnólia alguns dos nomes mais representativos da cena Jazz internacional.
Estando já concluído o trabalho de programação do evento, estamos em condições de anunciar os nomes que compõem o cartaz desta 9ª edição do Funchal Jazz.
As honras de abertura do Festival, no próximo dia 3 de Julho, vão estar a cargo de ANGELINA, uma jovem cantora madeirense, com um percurso invulgar e um estilo muito próprio, que vem apresentar, pela primeira vez na sua terra natal, o trabalho discográfico intitulado “Jazz Feelings”. Angelina actua regularmente nos circuitos nacionais de Jazz do Continente e tem visto o seu trabalho divulgado na rádio e na imprensa e elogiado pelos críticos da especialidade.
Apontado por muitos como o sucessor natural na linhagem de violinistas franceses como Grapelli ou Jean Luc Ponti, DIDIER LOCKWOOD é um músico ecléctico que viaja com toda a naturalidade por diversos estilos musicais mantendo-se, no entanto, fiel ao Jazz para o qual transporta as sonoridades multi-étnicas que descobre. Ao longo duma carreira de mais de 30 anos percorreu os palcos e festivais de maior prestígio, gravou mais de 30 álbuns e recebeu prémios como “Victoire de la Musique”, “The Blue Note Award” ou o “The Charles Cross Award”.
É este músico que tem marcado de forma indelével a cena Jazz internacional pela originalidade como improvisador e compositor que vai encerrar a primeira noite do 9º Funchal Jazz Festival.
No dia 4 de Julho subirá ao palco PHIL WOODS, reconhecido em todo o mundo como um dos maiores saxofonistas da actualidade. Nos anos 70 e 80 arrecadou quatro Grammies. Actualmente, 50 anos depois do início da sua carreira ao lado de figuras míticas do jazz como Dizzie Gillespie, Quincy Jones e Benny Goodman, continua a surpreender pelo espírito inovador e pela criatividade.
Na presente década Woods tem-se concentrado especialmente no trabalho com o Quinteto, mas também lidera uma Big Band que apresenta as suas próprias composições e arranjos e é mentor do projecto “Bird with strings… and more!”.
Este ano a noite dedicada ao Blues, estará a cargo do francês J.J. MILTEAU, um mago da harmónica, que para além de ser um showman completo, combina duma forma magistral as raízes do blues com o swing do jazz e a energia do rock. A acompanhá-lo estarão cinco excelentes músicos e toda a magia do Blues vai de novo subir ao palco e incendiar a plateia, como já é hábito nas noites dedicadas ao blues.
Depois do indiscutível êxito obtido por João Bosco, Ivan Lins e mais recentemente por Ithamara Koorax, não poderíamos deixar de incluir uma representação brasileira nesta edição do festival e o convite foi enviado a ROSA PASSOS, que virá acompanhada por um grupo de excelentes músicos, preenchendo a primeira parte do último dia do Festival. Senhora duma magnífica voz e de um swing extraordinário, Rosa Passos é muito mais que uma prolífica compositora e uma sublime guitarrista, empenhada, com sucesso, em reinventar a música brasileira. Desde a estreia em Nova York, em 1996, no “Jazz at the Bowl”, Rosa tem vindo a construir uma carreira de grande prestígio internacional.
O pianista, organista, compositor e instrumentista CHUCHO VALDÉS é considerado um dos melhores pianistas do mundo. Com o projecto “Irakere”, fundado em 1973, ao lado de Paquito D’Rivera e Arturo Sandoval, Chucho operou uma verdadeira revolução no Jazz cubano ao incorporar elementos resgatados às raízes da música tradicional, tendo sido o primeiro grupo desta nacionalidade a receber um Grammy que foi para Valdés o primeiro de cinco que já recebeu.
Como já é tradição, depois dos concertos no palco principal a animação transfere-se para “O’ Briens Irish Pub”, do CS Madeira Atlantic.
Está assim apresentada a 9ª edição do Funchal Jazz Festival, um acontecimento cada vez mais relevante na vida cultural da Região, acarinhado por todos aqueles que desejam ver o Funchal incluído nos roteiros internacionais do jazz, contribuindo para um melhor conhecimento da Madeira e das suas potencialidades, nomeadamente através da divulgação do evento nas páginas de prestigiadas revistas da especialidade, portuguesas e estrangeiras.
A excelência da programação e o empenho de todos aqueles que contribuem para por de pé este festival são factores decisivos para o crescente sucesso que o Festival tem vindo a obter ao longo dos anos e o reconhecimento do público que acorre aos Jardins Quinta Magnólia, é a prova de que o Funchal Jazz Festival está no bom caminho, promovendo o interesse por esta forma musical, muito especialmente entre os jovens (que este ano terão condições especiais de acesso aos concertos) e cumprindo o seu papel no engrandecimento da vida cultural da Região.
Teatrando - Histórias da Deserta Grande

sábado, 19 de abril de 2008
Dançando - Dançando com a Diferença
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Do Meu iPod (V)
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Morreu Pedro Bandeira Freire
Segundo fonte da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), o corpo de Bandeira Freire estará em câmara ardente na Galeria Carlos Paredes da SPA, em Lisboa, de onde sairá sexta-feira às 12 horas o funeral para o Cemitério dos Olivais .
Bandeira Freire sofreu no dia 10 de Abril um acidente vascular cerebral, tendo sido hospitalizado no Serviço de Medicina Intensiva de Santa Maria (Lisboa) em estado considerado grave.
A morte de Pedro Bandeira Freire chegou a ser anunciada, na altura, por uma fonte próxima do proprietário do cinema Quarteto - também realizador, dramaturgo e poeta -, informação que foi desmentida pelo filho, que admitiu o internamento do pai em estado considerado grave, escusando-se a adiantar outros pormenores por preferir manter reserva da vida privada.
Há cerca de um mês, Pedro Bandeira Freire entregou as chaves do Cinema Quarteto, que fundara em 1975, depois de, em Novembro passado, aquele complexo ter sido encerrado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais, que detectou falhas ao nível da segurança.
Fundador da livraria Opinião, Pedro Bandeira Freire foi autor de vários livros de poesia e teatro, tendo publicado em 2007 o volume de memórias "Entrefitas e Entretelas".
Foi ainda letrista, jurado em festivais de cinema nacionais e estrangeiros (como Berlim) e colaborador da imprensa, rádio e televisão, exercendo inclusivamente funções de consultor de cinema na RTP.
Estreou-se na realização com a curta-metragem "Os Lobos" (1978) e foi actor em "A Crónica dos Bons Malandros" (1984), filme realizado por Fernando Lopes com base no livro homónimo do jornalista e escritor Mário Zambujal.
Foi ainda argumentista em "A Balada da Praia dos Cães" (1987), longa-metragem de José Fonseca e Costa a partir do romance com o mesmo nome de José Cardoso Pires.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Filosofando

domingo, 13 de abril de 2008
Música - BBC World Music Awards 2008

sábado, 12 de abril de 2008
Clipando (II) - Gaudi ft Nusrat Fateh Ali Khan
Nusrat Fateh Ali Khan é ainda hoje, e depois da sua morte, considerado como o nome maior do canto Qawwal. E não só no seu Paquistão natal onde é idolatrado. A sua mensagem de paz, amor e espiritualidade fez com que fosse considerado como o grande embaixador da música Qawwali em todo o mundo.
As origens da música Qawwali são muito antigas. Este género é aparentado com as cantigas espirituais Samah que eram cantadas na antiga Pérsia e fortemente influenciadas pela fé sufista.
O que é que pode acontecer quando juntamos uma das vozes mais reverenciadas do mundo ao poder criativo de um dos mais experientes produtores das músicas do mundo? A resposta é "Dub Qawwali" e o seu produtor dá pelo nome de Gaudi.
Neste trabalho encontramos uma mistura de dub com a potente e envolvente voz de Ustad Nusrat Fateh Ali Khan. O resultado é um corpo que respeitosamente mistura o mais puro dub jamaicano com o sempre brutal canto Qawwali de Khan.
"Dub Qawwali" pretende celebrar a vida de Nusrat. Tudo o que nos deixou: um legado de largas dezenas de cd's onde se celebra a paz e o amor entre os povos.
Artista: Gaudi ft Nusrat Fateh Ali Khan
Classificação: 9/10
Data: 31 Julho 2007
Editora: Six Degrees
Género: World-Fusion
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Cinema - Haverá Sangue
Produtor: Paramount Vantage/Ghoulardi Fim Company/Miramax Films
Realizador: Paul Thomas Anderson
Com: Daniel Day-Lewis/Paul Dano/Russell Harvard
Género: Drama
Classificacao: M/12
Origem: EUA
Duração: 159 min.
Prémios: Óscares: Melhor Actor - Daniel Day-Lewis
Site Oficial: http://www.paramountvantage.com/blood/
Um intrigante épico sobre a família, fé e petróleo, "Haverá Sangue" decorre na fronteira da Califórnia durante o boom petrolífero do virar do século. A história relata a vida e os tempos de Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis), um prospector de prata que cria, sózinho, um filho. Plainview recebe uma misteriosa dica de que numa pequena cidade do Oeste um oceano de petróleo está revelar-se à superfície e dirige-se até lá, para tentar a sua sorte na degradada Little Boston. Nesta miserável cidade onde a maior excitação se centra em torno dos fervorosos seguidores da igreja do carismático pregador Eli Sunday (Paulo Dano), Plainview e H.W. ganham a sorte grande. Com o decorrer do tempo e o aumento da fortuna, nada se mantém igual e à medida que os conflitos vão aumentando todos os valores humanos – amor, esperança, comunidade, fé, ambição e mesmo os laços que unem pais e filhos – são ameaçados pela corrupção, decepção e pelo fluxo do petróleo.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Dançando - Dançando com a Diferença
terça-feira, 8 de abril de 2008
Pulitzer

O New York Times recebeu dois Pulitzers: um na categoria de reportagem de investigação (por um conjunto de histórias sobre ingredientes tóxicos na medicina e noutros produtos importados da China) e outro na de reportagem interpretativa (por trabalhos que abordaram aspectos éticos relacionados com os testes de ADN).
Os restantes quatro prémios do Washington Post incluíram a área de reportagem nacional (devido a uma peça que analisava a influência «de bastidores» do vice-presidente Dick Cheney) e reportagem internacional (por trabalhos que mostravam como seguranças privados no Iraque agiam fora das leis das próprias tropas norte-americanas).
O mesmo jornal recebeu dois outros galardões: um para o «feature» de Gene Weingarten sobre o conhecido violinista Joshua Bell, que aceitou tocar no metro para aferir a reacção dos passageiros e outro para as colunas de análise de Steven Pearlstein sobre os problemas económicos dos EUA.
Também premiado, o Chicago Tribune conquistou um galardão na categoria de reportagem de investigação por um trabalho que expôs deficiências legislativas relativas a assentos de automóvel, brinquedos e berços.
Michael Ramirez, do Investor's Business Daily, foi o vencedor na secção de «cartoon», enquanto o grande prémio na fotografia de actualidade foi para Adrees Latif, da agência Reuters, que captou um japonês que foi ferido de morte num protesto em Myanmar.
Preston Gannaway, do Concord Monitor em New Hampshire, foi distinguido pelas suas fotografias que fazem a crónica de uma família que lida com um parente em estado terminal. - IOL Portugal Diário
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Pistas Para Uma Nova Cultura (V)
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Clipando (I) - Kiiiiiii
Poema (XIII)
és ilha
no centro do deserto
oásis
fui naúfrago até te encontrar
Funchal, 25 de Março de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
Do Talher (VII) - Bacalhau à Narcisa

sábado, 29 de março de 2008
Teatrando

quinta-feira, 27 de março de 2008
Dia Mundial do Teatro
Robert Lepage, actor, encenador e dramaturgo canadiano é o autor da mensagem para o Dia Mundial do Teatro 2008."Existem várias hipóteses sobre as origens do teatro, mas aquela que me interpela mais tem a forma de uma fábula:
Uma noite, na alvorada dos tempos, um grupo de homens juntou-se numa pedreira para se aquecer em volta de uma fogueira e para contar histórias. De repente, um deles teve a ideia de se levantar e usar a sua sombra para ilustrar o seu conto.
Usando a luz das chamas ele fez aparecer nas paredes da pedreira, personagens maiores que o natural. Deslumbrados, os outros reconheceram por sua vez o forte e o débil, o opressor e o oprimido, o deus e o mortal. Actualmente, a luz dos projectores substituiu a original fogueira ao ar livre, e a maquinaria de cena, as paredes da pedreira.
E com todo o respeito por certos puristas, esta fábula lembra-nos que a tecnologia está presente desde os primórdios do teatro e que não deve ser entendida como uma ameaça, mas sim como um elemento unificador.
A sobrevivência da arte teatral depende da sua capacidade de se reinventar abraçando novos instrumentos e novas linguagens. Senão, como poderá o teatro continuar a ser testemunha das grandes questões da sua época e promover a compreensão entre povos sem ter, em si mesmo, um espírito de abertura? Como poderá ele orgulhar-se de nos oferecer soluções para os problemas da intolerância, da exclusão e do racismo se, na sua própria prática, resistiu a toda a fusão e integração?
Para representar o mundo em toda a sua complexidade, o artista deve propor novas formas e ideias, e confiar na inteligência do espectador, que é capaz de distinguir a silhueta da humanidade neste perpétuo jogo de luz e sombra.
É verdade que a brincar demasiado com o fogo, o homem corre o risco de se queimar, mas ganha igualmente a possibilidade de deslumbrar e iluminar."
Robert Lepage
terça-feira, 25 de março de 2008
Cinema - Horton e o Mundo dos Quem
Pena é esta falta de bom senso que leva as distribuidoras nacionais a dobrar estas fitas e a não ter o cuidado de as apresentar também na versão original para que possamos escolher qual queremos ver. Prefiro ver o filme no original com a voz de Jim Carey do que com a voz do João Baião!
Título original: Horton Hears a Who!
Realizador: Jimmy Hayward & Steve Martino
Género: Aventura/Animação
Classificacao: M/4
Origem: EUA
Duração: 85 min.
Site Oficial: http://www.castellolopesmultimedia.com/horton/
O adorado clássico de Dr. Seuss vem para o grande ecrã num novo filme de animação da 20th Century Fox Animation, os criadores dos filmes “Idade do Gelo”.Um elefante com muita imaginação chamado Horton ouve um sumido pedido de ajuda vindo de um grãozinho de pó que flutua pelo ar. Horton suspeita que pode haver vida naquele pedacinho de pó e apesar da sua comunidade achar que ele perdeu o juízo, ele está determinado a salvar a pequena partícula.Afinal o grãozinho é na verdade um planeta minúsculo, onde há uma cidade chamada "Quem Vila" habitada por seres de tamanho microscópico conhecidos por os "Quem". Os "Quem" pedem a Horton (cujos habitantes o elefante não consegue ver, embora os consiga ouvir bastante bem, por causa da sua audição extraordinária) que os proteja do mal, ao qual Horton alegremente acede. Ao fazer isso ele é ridicularizado e maltratado pelos outros animais da selva, por acreditar em algo que eles não conseguem ver nem ouvir. Horton conta aos "Quem" que eles necessitam fazer-se ouvir aos outros animais. Para isso os "Quem" tem que garantir que cada um dos minúsculos membros da sua sociedade faz a sua parte para que isso aconteça.
domingo, 23 de março de 2008
Poema (XII)
cavalgava-me
e eu crescia para ti
suavemente!
rebentei num sémen
que nos banhava
desaguei num porto
que nos guardava
lentamente!
Funchal, 26 Fevereiro 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
História Rapidinha do Funchal
quarta-feira, 19 de março de 2008
Almada Negreiros

domingo, 16 de março de 2008
Filosofando

sexta-feira, 14 de março de 2008
500 Anos - Newsletter
quarta-feira, 12 de março de 2008
Poema (XI)
Teus olhos são de onde
nenhuma neve manchou
a luz, e entre as palmas
a aragem
é invisível de clara.
Teu desejo é de onde
nos corpos se alia
o animal com a graça
secreta
de olhar e sorriso.
Teu existir é de onde
recebe o pensamento,
pela areia de mares
amigos,
a eternidade em tempo.
Luís Cernuda
in Mesa de Amigos
terça-feira, 11 de março de 2008
Teatrando
Pediu-me o Dr. Miguel Albuquerque que aqui viesse dizer de minha justiça sobre o panorama da actividade teatral na Madeira.
E fazê-lo em dez minutos.
Deixem que vos diga que é obra, mas como nunca viro costas às dificuldades, pensei em dividir a minha pequena alocução em dez pontos que serão aqueles que considero ser a base de trabalho de qualquer projecto que se pretenda levar a cabo, dando a cada um cerca de um minuto.
Porque acredito no madeirense como uma identidade definida, perdoem-me alguns laivos de um certo nacionalismo regional, que, se eu o souber gerir, não faz mal a ninguém.
1. Relações a estabelecer entre o teatro e a sociedade madeirense
Um dos aspectos fundamentais na definição do trabalho de um actor prende-se com o facto de este ser uma pessoa atenta ao que se passa à sua volta ou não. A interacção com o tecido social envolvente é de fundamental importância.
Os agentes teatrais têm que ser pessoas interessadas e informadas, em perfeita interacção com a sociedade.
2. A formação e a qualificação dos actores regionais
Nos últimos anos tem aumentado o interesse pela arte teatral por parte dos nossos jovens. Saúde-se o surgir da formação técnico-profissional na área teatral.
Mas mais tem que ser feito, não só ao nível dos actores, mas também ao nível dos produtores, técnicos, directores de cena, etc.:
a) Oficinas de formação contínua;
b) Workshops temáticos;
c) Estágios de formação fora da região;
d) Formação média e superior em áreas como a da produção e gestão cultural.
3. Profissionalização e exercício da profissão
A existência de uma carteira profissional para os que exercem o teatro como meio de vida é uma das maiores necessidades sentidas por todos nós.
Saibam que há actores profissionais na Madeira, e fiquem também a saber que alguns deles vivem com dificuldades de índole económica e habitacional. É urgente que se rectifiquem estas situações pois ser actor é uma profissão digna e merecedora de grande respeito.
4. As companhias e grupos de teatro
Proliferam pela região dezenas de companhias e grupos de teatro. Urge que se separe o trigo do joio. Os profissionais têm de ser separados dos amadores, sob pena de se meter no mesmo saco realidades diferentes tanto ao nível dos esquemas de produção como ao nível da área de intervenção.
5. Infra-estruturas teatrais
É aqui, quanto a mim, que a porca torce o rabo. O Teatro madeirense precisa de infra-estruturas como de pão para a boca.
Se ao nível do meio rural estas instalações começam a surgir associadas a centros culturais, que esperemos sejam pólos de aglutinação cultural de grande importância, é no Funchal que se sente uma maior necessidade de construção de infra-estruturas.
É que sala para Teatro temos nós, só que tem que servir também para bailado, música, cinema, etc.
Tudo mudaria de figura com a construção de uma sala vocacionada para música e dança, libertando assim o Baltazar Dias para a sua principal vocação: o Teatro.
A criação de um Centro que disponibiliza-se salas amplas para ensaios e formação é de vital importância, de modo a proporcionar espaços de ensaio libertando assim o Teatro Municipal.
6. Públicos
O Teatro não existe sem público. E é para o público que devemos trabalhar, não para o umbigo.
Assim, um dos factores de primordial importância é a atenção que se põe naquilo que o público, ou públicos, pretendem ver. Não pode, sob pena de insucesso, a produção teatral deixar de sentir o pulso ao espectador.
Urge a formação de públicos.
Que me perdoem os que há anos têm levado pela mão o teatro regional mas a tempos, este é um factor que considero importantíssimo e que é por vezes esquecido.
7. Autores e edição
É muito pouca a criação literária teatral ao nível regional. Têm que ser estabelecidos protocolos com entidades que associem escritores de modo a sensibilizá-los para a produção de dramaturgia. A organização de oficinas de escrita de teatro é fundamental neste aspecto.
Isto leva-nos à problemática da edição dos textos que deve acompanhar a sua criação.
Um dos factores que poderá exponenciar o surgimento de textos teatrais pela mão de autores regionais é a criação de um prémio literário dedicado a esta área.
8. Animação teatral
A animação teatral é uma das vertentes que terá que ser sempre considerada, até porque não podemos esquecer a importância que pode ter ao nível da animação turística.
Não se ficando por aí, dado que a vertente de animação de rua é deveras interessante e denotadora de espaços citadinos culturalmente apetecíveis e vivos.
Devem os espaços urbanos da região contemplar espaços propiciadores de animação teatral e não só, não se ficando unicamente pelas infra-estruturas mas também pela facilidade do licenciamento deste tipo de actividade.
9. Teatro infantil e juvenil
Gostaria desde já de deixar bem claro que a Madeira tem, ao nível do Teatro infantil, do melhor que se faz em Portugal.
No Teatro juvenil começamos a dar os primeiros passos que seguramente nos levarão, se as condições criadas o propiciarem, a bom porto.
Falhas existem na transposição dos públicos entre estas tipologias teatrais. É urgente que deixemos de trabalhar de forma compartimentada. A transposição dos públicos tem de ser feita de um modo pensado e activo, levando à definição de políticas teatrais concretas e de efeito prolongado.
10. Teatro escolar
É para mim uma das vertentes mais interessantes do Teatro madeirense. Pena é que se esgote em si próprio não servindo de sustento aos grupos e companhias ditas de teatro adulto.
Seja lá aquilo que se faça em termos de futuro teremos sempre que estar atentos pois sob os efeitos da massificação da indústria e do consumo, a cultura corre o risco de perder três das suas principais características:
1 - De expressiva, transformar-se em reprodutiva e repetitiva;
2 - De trabalho de criação, desmultiplicar-se em eventos de consumo;
3 - De experimentação do novo, virar-se para a consagração do ditado pela moda e pelo consumismo.
Falar de Teatro é falar de representação, e falar de representação é falar da própria vida, onde todos temos um papel, onde todos somos actores, embora por vezes não nos agrade a encenação.
De grande importância para os actores é o poder mostrar o trabalho desenvolvido. Pode desempenhar aqui a televisão regional um papel importantíssimo desde que assuma a sua responsabilidade na produção de ficção regional.
Pode também a Madeira ter um lugar de grande importância na cinematografia internacional, desde que para tal se dêem passos decisivos no sentido afirmativo desta realidade. O investimento num grande estúdio devidamente equipado, aliado às condições naturais do arquipélago serão factores de exponenciação de uma indústria cultural rentável e de grande importância na divulgação do destino Madeira em termos turísticos. Podemos colher ensinamentos num pequeno país recentemente entrado na União Europeia, Malta, onde foram rodados recentemente filmes como “O Gladiador”, “1492”, etc.
Mas voltemos ao Teatro e deixemo-nos de devaneios porque tudo isto é muito bonito mas não haverá análise que resista há falta de meios técnicos e financeiros.
Enquanto não conseguirmos convencer as empresas da responsabilidade social que têm, teremos sempre que viver à sombra da subsidío-dependência governamental, embora reconheça que algo está a mudar e o tecido empresarial mais bem formado e informado começa a sentir retorno nos apoios que dá à cultura.
Nós, as companhias de teatro que procuramos o profissionalismo, vivemos com enormes dificuldades para montar os nossos espectáculos. É urgente que se largue de vez o provincianismo que constantemente menoriza as nossas capacidades e competências, levando-nos, erroneamente, a achar que o que vem de fora é melhor. É mentira!
Apesar das falhas de formação, do pouco intercâmbio com o exterior, das poucas infra-estruturas, o Teatro madeirense, exclusivamente pelo seu factor humano, tem condições para se tornar numa realidade cultural pujante e de grande qualidade.
VIVA O TEATRO.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Manifesto CRAP
M A N I F E S T O C R A P
Por uma nova cultura
Podíamos inventar centenas de siglas para justificar a associação de CRAP à sempre forte palavra MANIFESTO! Não o vamos fazer!
CRAP é mesmo a palavra inglesa que significa porcaria, e é este o significado que dela assumimos! E usamos a forma inglesa porque nos apetece sermos globais num mundo globalizante só de alguns!
CRAP pretende ser um sentido e muitas direcções que não levem a lado nenhum porque se completam a si próprias!
CRAP é o resultado da fusão de todas as culturas, contra-culturas, sub-culturas, de todos os movimentos e sentires!
CRAP é o que somos: seres individuais portadores de cultura própria e irrepetivel!
CRAP é contra tudo e contra todos!
CRAP é pró tudo e pró todos!
Somos CRAP porque é assim que nos tratam! Somos diferentes e diferenciados!
Se para muitos somos CRAP esses outros muitos são para nós MERDA!
CRAP pretende juntar à sua volta os que acreditam no seu potencial! Venham eles de que área venham!
Ser CRAP é uma missão e um orgulho!
Num país de medíocres e onde se premeia a mediocridade, somos os mais medíocres de todos!
CRAP é cultura activa, revolucionária, interveniente, reaccionária, proletária e elitista, de todos e para o mundo!
CRAP é de todas as cores mas todas elas muito bem individualizadas!
CRAP é futuro, presente e passado num só!
CRAP é big-bang! É explosão e implosão!
Somos ponto de exclamação no meio de milhares de interrogações!
CRAP é gritar bem alto que quero ser ouvido e exigir respeito pela minha opinião!
CRAP é o mundo numa mão e a minha rua no coração!
CRAP é querer Justiça e abominar a legalidade!
CRAP é identidade e tradição!
CRAP é subversão!
CRAP é devir, é movimento! É saber parar para ver!
CRAP é ser muito calmo por fora mas em ebulição por dentro!
CRAP são duas linhas paralelas que se encontram no infinito!
CRAP é textura e sabor! É cor!
CRAP é um pincel numa mão segura!
CRAP é raiva e amor!
CRAP é CRAP!
CRAP somos todos!
CRAP é cada um de nós!
sábado, 8 de março de 2008
A Invenção do Dia Claro - Almada Negreiros
"A cada um que passava dizia o Cristo de pedra:«Em vez de ter morrido numa cruz, por ti, antes tivesse pegado na lança que me abriu o peito, para com ela te rasgar os olhos da cara. Para deixar entrar claridade para dentro de ti pelos buracos dos teus olhos rasgados." - in A Invenção do Dia Claro de Almada Negreiros
A viagem que Almada nos propõe é interior. Uma viagem que nos rasga e desmembra proporcionando-nos uma reconstrução de um novo eu.
Esta primeira leitura foi feita há já muitos anos e depois dela muitas outras se seguiram e em todas elas o autor tem sempre a capacidade de me surpreender.
Desde logo ficou a ideia de um dia poder subir ao palco e com o público desfrutar este texto singular e maravilhoso. E a ideia foi remoendo e assumindo sempre novas formas, novos cenários, novas composições.
Com os meus 25 anos como actor que este ano comemoro achei chegada a altura de fazer algo especial. E nada melhor do que “A Invenção do Dia Claro”.
Não poderia ser de outra maneira.
E começaram os primeiros “esboços” e as primeiras conversas com quem entende o processo criativo como um todo interdisciplinar.
O músico e produtor musical Miguel Apolinário, companheiro de muitas guerras, foi o primeiro a aderir ao projecto. Depois chegou calmamente o Gonçalo Silva que me surpreende sempre com as suas desconstruções de imagem e pela cultura musical. O Daniel Caíres é a mais recente aquisição deste projecto e da sua imaginação e induzido pelo sabor das palavras de Almada vão nascer os cenários desta “saga”, uma obra tipo instalação que terá como nome: “Idea”.
Assim vamos ter em palco a música original do Miguel, o trabalho de VJing do Yubar, a cenografia do Daniel e o tratamento da palavra de Almada Negreiros que procurarei não estragar.
Datas? Quando estiver pronto. O que penso acontecer lá para finais de Outubro.
Até lá muito trabalho!
sexta-feira, 7 de março de 2008
Do Talher (VI) - Ovos à Nuno
quarta-feira, 5 de março de 2008
Poema (X)
Saiu sangue
Pela faca profunda
Que me cravaste
No teu olhar
Correram as minhas lágrimas
Subindo por um rosto estranho
Que não reconheço
Volto para dentro de mim!
Só!
Funchal, 23 Fevereiro 2008
Teatrando

Encenação - Élvio Camacho
Figurinos - André Correia
Cenografia - Ruben Freitas
Elenco - Personagens:
Ana Graça - Júlia Lemos
António Ferreira - Gaspar Teixeira
António Plácido - Carlos Pestana
Dina de Vasconcelos - Virgínia da Paixão
Duarte Rodrigues - Samuel Carvalhal
Eduardo Luíz - Director de Cena
Élvio Camacho - Jorge Lemos
Ester Vieira - Maria Pestana
Luís Melim - David Gouveia
Margarida Gonçalves - Directora de Cena
Norberto Ferreira - Franquinho Freitas
Nuno Morna - Pedro Lemos
Paula Erra - Emília Pestana
Sílvia Marta - Clara Angústias
Sónia Carvalho - Rebeca Lemos
Zé Ferreira - Almeida Dias
A Nossa Cidade, de Thornton Wilder, conta-nos a história duma pequena cidade, que, neste espectáculo, pode muito bem ser o Funchal no dealbar do século XX. O dia-a-dia da cidade desfila diante dos nossos olhos conduzido pela narração de dois dos seus moradores, anfitriões da folia que celebra o milagre do Funchal, também directores-de-cena do espectáculo, que, pouco a pouco, nos vão dando conta da vida de alguns dos seus habitantes.
Pequenos dramas, tons de comédia, namoros, intrigas, o descascar das ervilhas, o leiteiro que entrega o leite, os jovens que namoram, os primeiros sintomas de reumatismo, os segundos sintomas de reumatismo, os (milhões de) anos que passam, o comboio que parte para o Monte, um dragoeiro... o tempo como condutor da festa da vida e da morte a entrar silenciosamente pelo palco com uma simplicidade desarmante…
DE 11 A 30 DE MARÇO DE 2008
TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS
TERÇAS A SÁBADOS ÀS 21H30
DOMINGOS ÀS: 18H00
(EXCEPTO DIAS 21 E 23 DE MARÇO 2008)
PÚBLICO EM GERAL M6
DURAÇÃO DO ESPECTÁCULO: 120 MINUTOS COM INTERVALO DE 10 ENTRE O II E III ACTO
PREÇÁRIO BILHETEIRA 2008
ESCOLAS E INSTITUIÇÕES (MEDIANTE MARCAÇÃO PRÉVIA)
- MAIORES DE 65 ANOS (INCLUSIVE)
- ESTUDANTES E PROFESSORES
- GRUPOS SUPERIORES A 10 PESSOAS
- PARCERIAS COM O TEF
3,50 €
PÚBLICO EM GERAL
7,50 €
CONTACTOS E RESERVAS
TEF: TELEFONE: 291226747; TELEMÓVEL: 913035458 (DAS 14H00 ÀS 18H00)
CORREIO ELECTRÓNICO: mailto:tef@tef.pt?subject=
BILHETES À VENDA NO HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA BILHETEIRA DO TEATRO MUNICIPAL DIAS
MAIS INFORMAÇÕES EM:
http://www.tef.pt/
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Volto em Breve
Um abraço
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Música - Emir Kusturika










