segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cinema - Michael Moore "Save our CEOs"

O trailer do novo filme de Michael Moore, ainda sem título, foi exibido em algumas salas de cinema de Nova Iorque, Chicago e Los Angeles, nos EUA, na passada sexta-feira. O realizador é visto a pedir esmola para ajudar as grandes corporações internacionais.

Nas primeiras imagens da longa-metragem, gravada na capital norte-americana, Washington, e em Nova Iorque, na bolsa de valores, o cineasta faz referência à crise económica mundial, pedindo ajuda para ajudar os presidentes das grandes empresas multinacionais.

Nessa altura, alguns funcionários dos cinemas entraram nas salas com potes colectores de moedas, para que a plateia acedesse ao pedido de Moore, sempre polémico nos seus projectos, normalmente críticos à sociedade norte-americana. O filme deverá estrear a 2 de Outubro.

A longa-metragem vai tentar provar que foi a política financeira - particularmente a dos EUA - a grande responsável por esta grave crise económica. A situação é descrita pelo documentarista como o «maior roubo da história norte-americana».

Em Fevereiro, o cineasta divulgou um anúncio no seu site à procura de executivos de Wall Street, o centro financeiro dos EUA, que estivessem dispostos a denunciar a máquina financeira. «Você vai ajudar-me com o meu próximo filme?», perguntava o anúncio. Na altura, Moore explicou que procurava «pessoas corajosas que trabalhem em Wall Street ou na indústria financeira que estejam dispostas a partilhar o que sabem».


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Cinema - Os Mistérios de Lisboa (What the Tourist Should See)

"Os Mistérios de Lisboa (What the Tourist Should See)" novo filme/documentário de Fonseca e Costa. A voz do narrador é de Peter Coyote.


Falando - Presidente da Comissão Galega pede asilo a Portugal

O presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, José Luís Fontela, disse hoje à agência Lusa que pediu asilo político ao Governo português, como primeiro passo para pedir nacionalidade portuguesa.

«Quero liberdade. Pedi asilo político para que não me tirem direitos, liberdades e garantias», disse José Luís Fontela, advogado, poeta e escritor, acusando os serviços de informação espanhóis de «controle de correspondência» e «sequestro de livros».

Fontela, natural da Galiza, referiu que vive em Portugal «desde 1992», primeiro em Viana do Castelo, depois em Valença, onde ainda tem residência oficial, e agora em Braga, onde quer continuar a viver.

O pedido de asilo político, enviado por carta ao Conselho de Ministros, é o primeiro passo para pedir a nacionalidade portuguesa, mas José Luís Fontela aceita outro estatuto.

«Se me derem estatuto de apátrida, fico contentíssimo», salientou.

O advogado e poeta afirmou que desde os nove anos que lhe chamam «separatista», por ser republicano, tal como o seu pai, e defender o Português como língua oficial e nacional da Galiza.

«Defendemos a língua portuguesa como língua oficial da Galiza. É uma linha cultural. Aqui não há nada de político», frisou, afirmando-se «republicano, federalista, democrata e socialista».

José Luís Fontela referiu que enviou da Galiza vários livros de poemas, de linguística, de pintura e de escultura para pessoas de outros países, como a Alemanha e o Brasil, mas não chegaram ao destino.

A seguir, fez o mesmo a partir de Portugal, e os livros chegaram, pelo que concluiu que os serviços de informação espanhóis, que apelidou de «polícia política monárquica», estão a fazer «controles de correspondência» e a «sequestrar cartas e livros».

Fontela disse ainda que anexou ao pedido enviado ao Governo português uma carta dirigida ao ministro do Interior de Espanha em que denuncia os alegados sequestros de correspondência.

Lusa

Cinema - Festival Internacional de Cinema do Funchal

Lê-se no DN/Madeira de hoje:

O 'Mercado do Filme', que se realizou em Cannes de 13 a 22 de Maio, foi uma oportunidade para divulgar o Festival Internacional de Cinema do Funchal (FICF). Quem o diz é Henrique Teixeira, o director do FICF.

O trabalho é feito "porta a porta", ou seja, junto dos 'stands' com maior interesse, numa tentativa de dar a conhecer o evento a produtores e distribuidoras internacionais, conforme explica.

A divulgação e convite para a participação no FICF, que se realiza de 7 a 14 de Novembro, não é fácil, admite. Pelo contrário, "é um trabalho árduo, na medida em que o Festival Internacional de Cinema do Funchal é modesto. Não está associado a um mercado, não tem distribuidoras, a visionar filmes, com potencial para comprar cópias destinadas ao país. Também não atribui prémios monetários".

Madeira desperta interesse

No entanto, apesar das "muitas carências", Henrique Teixeira destaca que o FICF possui duas características a seu favor: "Tem uma estrutura bem montada e acontece na ilha da Madeira, o que desperta muito interesse". É a sua terceira participação neste mercado. Este ano, pela primeira vez, "é notório o 'feedback' que o festival está a ter", destaca. Conforme explica, essa resposta é visível através dos 'e-mails' que recebe, dias antes da realização da feira - endereçados por produtores, realizadores e distribuidoras internacionais - com o objectivo de promover reuniões. "O mesmo aconteceu durante o Festival de Cannes", acrescenta. O mercado é também uma oportunidades para visionar os últimos filmes, exibidos nas quatro dezenas de salas que ali existem, com sessões das 8 às 20 horas. "É importante saber se interessam, ou não, e deixar contactos".

Promover potencialidades

Henrique Teixeira diz ainda que a ida a Cannes é aproveitada para promover outras potencialidades que a Madeira possui.

Por exemplo, "há uma porta aberta para a realização de congressos na ilha sobre audiovisual e multimédia, assim como de outros eventos semelhantes, que acontecem no mundo inteiro, mas não chegam aqui". A promoção incide também na Madeira como local de filmagem, acrescenta.

"Neste caso, a Região teria que dar uma contrapartida, mas ainda não está preparada".

E concretiza: "Penso que a Assembleia Legislativa Regional poderia, eventualmente, legislar no sentido de proporcionar melhores condições para as empresas que filmassem na Região. Há pessoas a 'bater à porta' e ninguém está a ouvir. É pena não haver forma de trabalhar mais a sério junto das entidades públicas".

A cinco meses da realização do próximo FICF, Henrique Teixeira diz: "Temos uma quantidade suficiente de filmes para garantir uma boa programação. Já existem propostas muito interessantes e muito enquadradas em relação ao público local". Mas tudo está em aberto. A conclusão será em Setembro.

Questões ambientais

Este ano, a exemplo de edições anteriores, o festival vai exibir longas e curtas-metragens, curtas para amadores, de âmbito regional. Irá promover também a realização de microfilmes.

Henrique Teixeira revela ainda que pretende integrar na programação um filme "que agite as questões ambientais", assim como quer chamar a atenção do público infantil, através de algumas iniciativas.

Teresa Florença

Musicando - Estão os Downloads a Matar a Indústria Discográfica?

Pois, é em inglês... mas vale a pena!!!!

Are downloads really killing the music industry? Or is it something else?



The music industry does like to insist that filesharing - aka illegal downloading - is killing the industry: that every one of the millions of music files downloaded each day counts as a "lost" sale, which if only it could somehow have been prevented would put stunning amounts of money into impoverished artists' hands. And, of course, music industry bosses' wallets. But we won't mention that.

Take the story that appeared in this paper last week:

At least 7 million people in Britain use illegal downloads, costing the economy billions of pounds and thousands of jobs, according to a report.

Shared content on one network was worth about £12bn a year according to the research commissioned by the Strategic Advisory Board for Intellectual Property.

David Lammy, minister for intellectual property, said: "Illegal downloading robs our economy of millions of pounds every year and seriously damages business and innovation throughout the UK. "It is something that needs tackling, and we are serious about doing so."

Well, up to a point, minister. Ben Goldacre took apart the rather dodgy calculations behind the claims on Saturday.

But it left me wondering. Why does the music industry persist in saying that every download is a lost sale? If you even think about it, it can't be true. People - even downloaders - only have a finite amount of money. In times gone by, sure, they would have been buying vinyl albums. But if you stopped them downloading, would they troop out to the shops and buy those songs?

I don't think so. I suspect they're doing something different. I think they're spending the money on something else.

What else, I mused, might they be buying? Hmm... young.. like the entertainment industry... ah, how about computer games and DVDs? Thus began a hunt for the figures for UK sales of games and of DVDs and of music to see if there was any consistent relationship between them. And since this was about filesharing, it seemed sensible to analyse it since 1999 - when Napster started and blew up the CD business model.

(It's surprising how hard it was to find these statistics. You'd think someone like ELSPA, the European Leisure Software Publishers' Association, would have them. Nope: instead initially I had to track them via press releases. The BPI, representing British record labels, said that it didn't have numbers going back before 2004, which seemed a bit 1984-ish to me; it turns out the BPI doesn't like to release those figures because it changed the methodology for recording sales in 2004, effectively reducing the number. At least DVD data are easily obtained from the British Video Association and the UK Film Council. Thank you.)

The first clue of where all those downloaders are really spending their money came in searching for games statistics: year after year ELSPA had hailed "a record year". In fact if you look at the graph above, you'll see that games spend has risen dramatically - from £1.18bn in 1999 to £4.03bn in 2008.

Meanwhile music spending (allowing for that * of adjustment in 2004 onwards) has gone from £1.94bn to £1.31bn.

DVD sales and rentals, meanwhile, have nearly doubled, from a total of £1.286bn in 1999 to £2.56bn in 2008.

If we assume that there's roughly the same amount of discretionary spending available (which, even allowing for the credit bubble, should be roughly true; most of the credit went into houses), then it's clear who the culprit is: the games industry. By 2009, the amount spent in games and music is almost exactly the same as 1999 (though note that the music industry changed its methods from 2004).

Yes, downloaders aren't spending money on the music industry, and in that way they are hurting it. But I'd argue that the true volume of "lost" sales is nowhere near the claims made. Assume that music couldn't be copied (as many games can't). I don't think that the volume of music sales would equate to all those downloads. At best, it would be £600m larger.

But the reality is that nowadays, one can choose between a game costing £40 that will last weeks, or a £10 CD with two great tracks and eight dud ones. I think a lot of people are choosing the game - and downloading the two tracks. That's real discretion in spending. It's hurting the music industry, sure. But let's not cloud the argument with false claims about downloads.

DATA: UK sales of music, DVDs and videogames

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Opinando - 10 de Junho, Portugalidade e Portuguesismo

Alexander Ellis, Embaixador Britânico

Vou amanhã para Santarém para as comemorações do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas ; um acto que faz parte do ritmo anual do Estado, e naturalmente também do corpo diplomático. O próprio título do dia sugere alguma coisa sobre o conceito de Portugal; vai celebrar-se não só uma terra mas também uma cultura, um escritor épico, e um povo (ou melhor dizendo, povos; as celebrações são das comunidades, não de uma comunidade apenas), que se estendem muito para além das fronteiras do Guadiana, do Minho e do mar.

Este conceito alargado de Portugal desperta-me muito interesse e ainda mais depois de ter ouvido ontem um discurso do Presidente da República em que ele se referiu ao conceito de "Portugalidade". Pedi aos meus colegas portugueses mais informação sobre esta ideia e aprendi muito com as respostas.

Se entendo bem, "Portugalidade" representa o melhor de Portugal e dos Portugueses; uma abertura ao mundo, uma universalidade de correr o mundo e acolher o mundo; é um conceito dum Portugal que tem peso no mundo, por causa da sua língua e da sua atitude, e até da diáspora que prospera em todos os continentes. Portugalidade é então uma forma de identidade, da qual a língua portuguesa constitui um pilar essencial.

Tomando como base esta informação, os meus colegas também referiram a outra face da moeda - o "Portuguesismo". Para eles, isto representa aquilo que Portugalidade não é; atitudes de desconfiança e pouca força, o "não vale a pena, nada muda", os comportamentos que envergonham, ou até mesmo o fechar-se na sua própria dimensão. Por exemplo, (alguns referiram) estar no estrangeiro mas manter hábitos da terra natal, tal como comer croquetes, se calhar de qualidade duvidosa, quando há tanta outra coisa boa para comer...

Sinto-me obrigado a acrescentar que esta sugestão provocou um debate intenso na Embaixada, com alguns a dizer não senhor, que o croquete era uma comida nobre, até digna da Portugalidade, que tudo depende da maneira de o servir. Talvez a definição mais interessante para mim tenha sido a duma colega que disse que Portuguesismo era definir Portugal por oposição ao resto do mundo, começando com Espanha. Ouvi nesta referência ecos do comentário do Presidente Obama no seu excelente discurso no Cairo sobre identidade .

Os dois conceitos, ou pelo menos as duas palavras, são novos para mim. O meu resumo provisório é que a selecção nacional do Mundial do futebol de 2002 representa o Portuguesismo, e a do Euro-2004 a Portugalidade.

O que mais me fascina sobre estas definições é que os dois conceitos têm dentro deles um elemento em comum - a maneira como os Portugueses se comportam no estrangeiro. Isto quer dizer que o conceito de Portugal é, na verdade, um conceito não geográfico mas cultural e que as duas vertentes, uma mais desejada (Portugalidade) que a outra (Portuguesismo), têm um elemento de "lá", da terra fora de Portugal que estranhamente é tão importante na ideia de Portugal; e que, de certeza, implica a importância das "saudades" para a cultura portuguesa - porque é só estando lá que um Português pode sentir saudades de cá.

Mas será que as saudades fazem parte da Portugalidade, ou do Portuguesismo - ou, como os croquetes, tudo depende do contexto?

Opinando - Açorda Ortográfica

Escreve o Professor Fernando Sena Esteves no "O Verdadeiro Olhar":




por: Fernando Sena Esteves

Açorda Ortográfica

Parece que o acordo ortográfico tem a sua entrada em vigor iminente. Aliás, está iminente há já uns meses, outros dizem uns anos e há quem afirme que os documentos oficiais do Diário da República vão sair muito em breve já com as novas grafias, e o mesmo para os livros do ensino básico, embora aqui as opiniões se dividam: uns que é para muito breve, outros para daqui uma meia dúzia de anos.

Aqui entra em campo a Sociedade Secreta da Língua Portuguesa. Não é muito conhecida do grande público, talvez por ser secreta, mas consta em círculos geralmente bem informados que os sócios estão muito descontentes com o acordo obtido, pois não conseguiram a simplificação radical que pretendiam para o Português. Um documento secreto que no entanto transpirou, como acontece em Portugal em que os segredos transpiram que se fartam e se esconde o que se devia conhecer, dá conta do que provavelmente nos espera.

Começando por algumas consoantes ambíguas, o ç não faz falta nenhuma, e será substituído pelo s, cujo único som será sibilante e nunca como z, pelo que deixa de ser necesário usar dois ss, uma esquizitice da nosa língua. Asim, o s ente vogais pasa a z e o c entre vogais, claro que se pronunsia sempre como agora o q, e este muito simplesmente dezaparese por surpérfluo, na companhia do seu ate agora inseparável u. No fim das palavras fica sempre s em ves do z, e escreve-se naris como em lapis.

Os asentos gráficos são banidos, tanto o agudo como o grave e o mesmo para o asento sircunflexo e o til; so não se persebe como o acordo o nao estabeleseu. Isto fara com ce o Portugues seja mais asesivel a todos os povos, podendo ate ultrapasar o Espanhol como segunda lingua, tornando-se de uma simplisidade sem par. A lingua checa tem ainda mais asentos ce a portugueza, mas cuando os checos escrevem na Internet, omitem os asentos todos, persebem-se na mesma e os dedos batem nas teclas do computador muito menos do ce com acela trapalhada grafica.

Similarmente, o g perde a companhia do u e soa sempre como em galo, e o j asume todos os sons de ce se orgulhava o g, como jelo, jelado ou jelatina. O x deixa de se pronunciar como s, z ou cs e aparese o ausilio, o ezame e o tocsico. Em compensasao, substitui o anomalo ch mais proprio do seculo XIX ce do XXI. Por falar em seculo XIX, algem tem saudades de escrever pharmacia, phylosophia, physica ou commemorar?

O m fica so como em mae e e substituído pelo n, mesmo que anteseda b ou p. Claro que o h dezaparese no inisio das palavras e manten-se no lh e nh encuanto nao se arranjar coisa melhor.

Deixando de lado as consoantes, e comesando pelo e, acaba a trapalhada de o pronunsiar como i no inicio das palavras ou cuando anda sozinho, i assim se concista novo progreso linguistico, como en izenplo, izersisio, ilaborar e ilite.

O mesmo se pasara com o o, que fica sempre aberto como em copo ou fexado como em arroto, mas nunca como u, que sera sempre usado cuandu u som e mesmo u, como em turpedu, trucadilhu ou tupaziu. A jente de Tumar ce se va abituando.

Ulhando para o ce fui escrevendu, cada ves aparesem mais palavras sublinhadas a verde ou a vermelho, gostava de saber por ce, i ficu na duvida se u titulu nao ficaria muitu melhor cumu asorda urtugrafica...

Cinema - Shotgun Stories

A não perder!!!!!


Pintando - Paula Rego

Paula Rego é o único nome português constante de uma lista dos 200 artistas mais importantes do século XX até agora divulgada hoje na edição online do "The Times" e elaborada com base nos votos dos leitores do jornal.

A pintora, há muitos anos a viver na Inglaterra, figura em 142.º lugar na lista, que é liderada por Pablo Picasso, seguido de Paul Cézanne e de um artista muito diferente, Gustav Klimt.

Aos três artistas mais votados seguem-se o impressionista Claude Monet, o pai da arte conceptual, Marcel Duchamp, o grande rival de Picasso, Henri Matisse, o expressionista abstracto norte-americano Jackson Pollock, o pioneiro da "pop art", Andy Warhol, o também expressionista Willem de Koonig e o abstraccionista radical holandês Piet Mondrian, que ocupa o décimo lugar.

Georges Braque, o outro mestre do cubismo, ao lado de Picasso, aparece em décimo quarto lugar, atrás, por exemplo, de Francis Bacon (12) e Robert Rauschenberg (13), mas muito à frente de Juan Gris (64).

Por seu lado, a mexicana Frida Kahlo figura na décima nona posição, antes de Paul Klee (21), Alberto Giacometti (25), Salvador Dalí (26) e o escultor Auguste Rodin (27).

A lista contém inesperadas escolhas, tal como a de um artista alemão provocador, iconoclasta e pouco conhecido do grande público - Martin Kippenberger - que ocupa a vigésima posição, quando Joan Miró figura na septuagésima quarta.

Também à frente de Miró, tal como de Marc Chagall (71) e de Modigliani (58), estão os britânicos Tracey Emin (a artista da cama suja e desfeita) e Damien Hirst, o dos tubarões em formol, nos 52.º e 53.º lugares, respectivamente.

O jornal lançou o desafio aos leitores há 16 semanas e recebeu, para a elaboração da lista, um milhão e 400 mil votos.

Lusa

terça-feira, 9 de junho de 2009

Musicando - Selecionando

Hoje vou estar no piso Kafé do Kool Klub a seleccionar música. Apareçam!!!!

Lendo - Islenha

Luís Rocha escreve no DN/Madeira de hoje:

Acaba de sair o novo número da revista cultural 'Islenha', editada pela Direcção Regional dos Assuntos Culturais (DRAC), que assume como tema de capa um artigo de Helena Rebelo e Naidea Nunes, docentes da UMa, que enfatizam a importância do projecto do 'Atlas Linguístico-Etnográfico da Madeira e do Porto Santo' na linguística e na etnografia da Região. Este Atlas, esclarecem as autoras do artigo, resulta, em primeira instância, das gravações efectuadas no arquipélago pela equipa do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa para o 'Atlas Linguístico Etnográfico de Portugal e da Galiza'. O Atlas da Madeira e do Porto Santo será constituído por nove volumes temáticos. Esta investigação linguística é aqui referida, sendo realçado o seu interesse lexical e fonético, e o papel de "repositório da herança linguística e da tradição etnográfica do povo da Região Autónoma da Madeira".

Neste número 44 da 'Islenha', José Pedro Serra, da Universidade de Lisboa, assina também um artigo intitulado 'A Saudade: Memória e Desejo na Modulação da Alma', em que aborda tanto a etimologia da palavra como a configuração semântica com que surge e se desenvolve na literatura portuguesa, traçando ainda as características de uma consciência saudosa e buscando elaborar uma filosofia, "mais propriamente de uma metafísica, a partir da 'saudade'".

Paulo Drummond Braga, da Escola Superior de Educação Almeida Garrett (Lisboa), assina um texto intitulado 'Instruir e Educar na Madeira (1844-1859, analisando os ensinos primário e liceal, bem como a Escola Médico-Cirúrgica do Funchal. Já João de Araújo Brito Câmara entra no campo biográfico, ao debruçar-se sobre 'Uma vida agitada: o primeiro Cônsul-Geral de Portugal em Boston, Francisco Vicente Espinosa da Câmara Perestrelo (1788-1834). 'Os Cônsules Americanos na Madeira e a Saga Naval de 1864', por outro lado, é o tema do artigo de Joseph Donald Silva, professor emérito da Universidade de New Hampshire.

Marcelino de Castro, responsável pela 'Islenha', assina dois artigos: 'Sant'Anna Dionísio e a Defesa do Ensino Superior Universitário na Madeira', e uma recensão ao livro 'José Pereira da Costa: Um Homem das Ilhas' (entrevistado por Francisco Gomes).

'A Igreja Portuguesa e as Invasões Francesas: uma crise na Crise' é um texto de Fernando Cristóvão, do Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa da Universidade de Lisboa; e Duarte Mendonça, da Biblioteca Municipal do Funchal, escreve sobre 'O Alliciador', de João d'Andrade Corvo. A emigração para Demerara na literatura de proscénio'.

Já Élvio Melim de Sousa, da Divisão de Museus Municipais da Câmara Municipal de Sintra, aborda, num artigo de sua autoria, o escultor Anjos Teixeira.

João Lizardo tece 'Algumas observações sobre a primitiva Fortaleza de Baçaim e as persistências 'manuelinas' na Arquitectura da Expansão'. Carlos Valente, da UMa, faz uma recensão a 'O Funchal na Obra de Max Römer, 1922/1960', coordenada por Rui Camacho, e Manuela Marques, da DRAC, comenta o livro 'Receitas com Mel de Cana', de Octávio Freitas.

Musicando - Deolinda no "The Times" de Londres

Deolinda at the ICA, SW1

Ana Bacalhau, a sensual figure blessed with infinitely mobile hips and infectious humour, was the centre of attention

No question: the next time they come back, they will be playing a bigger venue. Ana Bacalhau and her colleagues might even end up giving the fado queen, Mariza, some serious competition. The Portuguese group’s debut album, Cançao do Lado, certainly belongs among the most uplifting releases of the year.

Of course, the very mention of fado conjures images of doom-laden ballads and melodramatically mismatched lovers. Romantic entanglements certainly play their part in the quartet’s songs — all composed by the guitarist Pedro da Silva Martins — but the mood is much sprightlier and more puckish. One or two of the acoustic melodies even have a subtle indie-rock edge: if Jarvis Cocker had been brought up in Lisbon he might have come up with something as quirky as Mal por Mal.

Cape Verdean and Brazilian rhythms are well to the fore, bright primary colours blended with the bittersweet twist of saudade. On Garconete da Casa de Fado —one of the highlights of the band’s concise but potent set — Bacalhau plunged into the role of a Brazilian girl who finds work at a fado house and breaks with protocol by launching into an ecstatic dance.

Bacalhau, a sensual figure blessed with infinitely mobile hips and an infectious sense of humour, was the centre of attention throughout. It helped that she speaks excellent English, enabling her to embark on droll, Nana Mouskouri-style explanations of each song. Da Silva Martins and his fellow-guitarist Luis José Martins remained seated throughout in time-honoured fado manner. Zé Pedro Leitão’s sinuous double-bass lines helped to give the compact line-up an exceptionally broad palette.

The sombre shades of Clandestino provided Bacalhau with the opportunity to demonstrate that she could handle melancholy as well as any black-lace diva. Fon-Fon-Fon, on the other hand, was a jaunty love letter to a classical tuba player — even including a throwaway reference to Glenn Gould’s version of the Goldberg Variations. And the satirical Movimento Perpétuo Associativo , which turned into a high-spirited singalong, had fun at the expense of the kind of political faint-hearts whom Alex Glasgow parodied so memorably in As Soon as This Pub Closes.

domingo, 7 de junho de 2009

Musicando - Jarvis Cocker (Pulp) descobriu Legendary Tiger Man

"The whole world's got the eyes on you", a segunda faixa de "Masquerade", álbum de 2006, foi destacada pelo vocalista de "Common people", questionado acerca das suas audições mais recentes
Como bem sabemos, Jarvis Cocker é um melómano atento. Era-o antes, enquanto líder dos Pulp, e provavelmente é-o ainda mais agora, quando junta ao trabalho enquanto vocalista e compositor o de DJ com mala de discos preparada para dar música ao povo. E que música foi identificada recentemente no seu radar? A de Paulo Furtado enquanto one man band. Isso mesmo, Legendary Tiger Man.
"The whole world's got the eyes on you", a segunda faixa de "Masquerade", álbum de 2006 e antecessor de "Femina", a colecção de duetos que o Homen Tigre editará brevemente, foi destacada pelo vocalista de "Common people", questionado acerca das suas audições mais recentes.
"É importante procurar coisas novas, mantermo-nos interessados", começa por dizer Cocker. Explica depois que, em visita recente a Paris, decidiu investigar uma nova loja de discos e, nela, "apanhou" Legendary Tiger Man como música ambiente. Ao "Guardian" lança primeiro uma pequena farpa: "Parece que é um tipo de Portugal sem um total domínio do inglês, a avaliar pelo título." Em seguida, a descrição para aguçar o apetite "brit": "Esta canção soa um pouco como o Alan Vega dos Suicide quando se lançou a solo - rockabilly minimal feito por um tipo com uma guitarra e uma caixa de ritmos." Para rematar, revela-se trabalho de investigação. Cocker elogia o design do site de Tiger Man e acrescenta que este aprecia fotografar-se rodeado de mulheres ("nuas ou semi-nuas", precisa).
Jarvis Cocker edita em Maio o seu segundo álbum a solo, "Further Complications". Será produzido por Steve Albini, figura de destaque do punk americano. Ex membro dos Big Black, actualmente nos Shellac, Albini é produtor de renome (Nirvana, Low, Pixies, Joanna Newsom) e um "herói independente" que não imaginaríamos associado a Cocker. A colaboração nasceu do encontro dos dois em Chicago, em 2008, no Pitchfork Music Festival. Logo depois, testadas algumas canções em estúdio, o duo decidiu avançar para a gravação do álbum que conheceremos no próximo mês.

in Ípsilon

Lendo - Crónica de Saramago no "El País"

TRIBUNA: JOSÉ SARAMAGO

La cosa Berlusconi


No veo qué otro nombre le podría dar. Una cosa peligrosamente parecida a un ser humano, una cosa que da fiestas, organiza orgías y manda en un país llamado Italia. Esta cosa, esta enfermedad, este virus amenaza con ser la causa de la muerte moral del país de Verdi si un vómito profundo no consigue arrancarlo de la conciencia de los italianos antes de que el veneno acabe corroyéndole las venas y destrozando el corazón de una de las más ricas culturas europeas. Los valores básicos de la convivencia humana son pisoteados todos los días por las patas viscosas de la cosa Berlusconi que, entre sus múltiples talentos, tiene una habilidad funambulesca para abusar de las palabras, pervirtiéndoles la intención y el sentido, como en el caso del Pueblo de la Libertad, que así se llama el partido con que asaltó el poder. Le llamé delincuente a esta cosa y no me arrepiento. Por razones de naturaleza semántica y social que otros podrán explicar mejor que yo, el término delincuente tiene en Italia una carga negativa mucho más fuerte que en cualquier otro idioma hablado en Europa. Para traducir de forma clara y contundente lo que pienso de la cosa Berlusconi utilizo el término en la acepción que la lengua de Dante le viene dando habitualmente, aunque sea más que dudoso que Dante lo haya usado alguna vez. Delincuencia, en mi portugués, significa, de acuerdo con los diccionarios y la práctica corriente de la comunicación, "acto de cometer delitos, desobedecer leyes o patrones morales". La definición asienta en la cosa Berlusconi sin una arruga, sin una tirantez, hasta el punto de parecerse más a una segunda piel que la ropa que se pone encima. Desde hace años la cosa Berlusconi viene cometiendo delitos de variable aunque siempre demostrada gravedad. Para colmo, no es que desobedezca leyes, sino, peor todavía, las manda fabricar para salvaguarda de sus intereses públicos y privados, de político, empresario y acompañante de menores, y en cuanto a los patrones morales, ni merece la pena hablar, no hay quien no sepa en Italia y en el mundo que la cosa Berlusconi hace mucho tiempo que cayó en la más completa abyección. Éste es el primer ministro italiano, ésta es la cosa que el pueblo italiano dos veces ha elegido para que le sirva de modelo, éste es el camino de la ruina al que, por arrastramiento, están siendo llevados los valores de libertad y dignidad que impregnaron la música de Verdi y la acción política de Garibaldi, esos que hicieron de la Italia del siglo XIX, durante la lucha por la unificación, una guía espiritual de Europa y de los europeos. Es esto lo que la cosa Berlusconi quiere lanzar al cubo de la basura de la Historia. ¿Lo acabarán permitiendo los italianos?

sábado, 6 de junho de 2009

Cinema - Site The Auteurs

O site The Auteurs dá aos cinéfilos aquilo que não conseguem ver com qualidade em mais nenhum recanto da Internet, mais virada para o mainstream: filmes que rodam pelo circuito internacional, clássicos mais alternativos, “pérolas” estreadas apenas em festivais de cinema, documentários, filmes experimentais, cinema de autor... Tudo isto em vídeo de alta qualidade e com preços por streaming a rondar os 3,5 euros.

A quantidade de filmes disponíveis varia em função da região em que está cada utilizador, mas inclui, desde já, para Portugal, clássicos como “Caro Diário” (Nanni Moretti), “Mulholland Dr.” (David Lynch) e “Dogville” (Lars Von Trier), e ainda os portugueses “Body Rice” (Hugo Vieira da Silva), “O Fatalista” (João Botelho) e “Transe”, de Teresa Villaverde.

O site é um novo projecto nascido em Silicon Valley que fornece video-on-demand aos cinéfilos mais exigentes, conseguindo igualmente agradar aos puristas do som (com Dolby surround) e da imagem, ao enviar os ficheiros comprimidos para os PC’s (desde que equipados com Flash), a uma velocidade quase instantânea e em alta qualidade.

“A nossa empresa é a combinação entre ‘geeks’ de filmes e ‘totós’ do audiovisual”, descreveu Efe Cakarel, o fundador da empresa, citado pela “Wired”. “Mesmo que um dos filmes que nós disponibilizamos esteja acessível noutro site, não será a mesma coisa, por causa da mais-valia que os nossos técnicos dão à compressão dos ficheiros”.

O site oferece actualmente centenas de títulos, oriundos de cerca de 30 países, mas planeia expandir até aos milhares o número de filmes disponíveis até ao final do ano. Para aceder aos filmes, basta que o utilizador se registe no site e escolha qual o filme a ver. Depois de pagar, o filme fica disponível, estando limitado o número de vezes que um utilizador o pode ver. O ficheiro não poderá ser descarregado para o disco duro, como forma de evitar a pirataria.

Há duas semanas, o realizador norte-americano Martin Scorsese uniu os esforços da sua organização – a World Cinema Foundation, responsável por recuperar e restaurar filmes antigos – à tecnologia disponibilizada pelo The Auteurs, a fim de que possam, no futuro, pôr à disposição dos internautas cerca de 3000 filmes, todos eles com prémios e excelentes críticas na “bagagem”. Outros parceiros desta cinemateca online são o americano The Criterion Collection, a europeia Celluloid Dreams e a argentina Costa Films.

Susana Almeida Ribeiro in Público

Link aqui: http://www.theauteurs.com/

Teatrando - Nilton, Francisco Menezes, Aldo Lima

Pela "pena" de João Filipe Pestana lê-se hoje no DN/Madeira:

Hoje à noite, a partir das 21 horas, vá ao Centro de Congressos da Madeira, assista ao espectáculo de 'stand-up comedy' com os humoristas nacionais Francisco Menezes, Nilton e Aldo Lima, e contribua para ajudar instituições de solidariedade social na Madeira, já que esta é mais uma iniciativa promovida pelo 'Chapéu da Esperança'.

Política, futebol, sexo, família e muitos outros temas - e não por esta ordem - vão ser passados a 'pente fino' pelos comediantes no decorrer de um espectáculo único que juntará em palco três dos melhores artistas do género actualmente no activo em Portugal.

Para os ver e passar um final de noite bem divertido, basta pagar bilhete. Os ingressos variam entre os 15 e os 20 euros, podendo ser comprados hoje na bilheteira do Casino da Madeira.

Entretanto, segundo a organização, houve um extravio de bilhetes do espectáculo. Os ingressos extraviados têm a numeração do 76 ao 200 e só serão considerados os bilhetes com a referida numeração que estejam carimbados e assinados pelo Casino da Madeira, havendo controlo hoje à noite, à porta do evento.

Em entrevista recente ao DIÁRIO, Nilton defendeu a ideia que, hoje em dia, ser solidário é uma obrigação. E completou: "O facto de ser de solidariedade só aumenta a nossa vontade porque sabemos que estamos a ajudar outros. Essa é uma obrigação de qualquer pessoa, artista ou não. Será uma noite muito divertida, temos o mesmo humor, mas cada um apresenta-o de forma diferente, o que é óptimo".

'DJ' Nilton no Chega de Saudade

Depois da actuação no Centro de Congressos juntamente com os outros dois humoristas, Nilton vai estar no Chega de Saudade (na Rua dos Aranhas) para matar... saudades dos tempos em que era DJ. Nilton irá então passar música revivalista para animar a noite no espaço de diversão.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Residencias Artísticas

Durante esta semana a AAAIDD recebeu as intérpretes / coreógrafas Sofia Silva e Sara Anjo para o desenvolvimento de actividades no âmbito das Residências Artísticas AAAIDD (com o apoio do Centro das Artes Casa das Mudas).
No próximo Sábado apresentaremos publicamente os resultados desta semana de trabalho e levaremos a cabo uma discussão com o público acerca dos processos de criação destas artistas.
Uma forma de aproximação do público aos processos de criação artística.
Contamos com a sua presença no nosso local de residência.

O que: Residências Artísticas da AAAIDD (com o apoio do Centro das Artes Casa das Mudas)
Onde: Centro das Artes Casa das Mudas
Quando: dia 06 de Junho de 2009 (sábado) às 21h
Quanto: gratuito
Duração: 1 hora

SOBRE AS CRIAÇÕES
Veralipsi by Sofia Silva
nova criação new creation 2009 | produção – PAC co-produção DeVIR/CAPA

Apoios : ACCCA ( Associação Cultural Companhia Clara Andermatt), AAAIDD ( Associação dos Amigos da Arte Inclusiva - Dançando com a Diferença) Bomba Suicida, Curves, Pro.Dança, Teatro Praga


Residências Artísticas artistic residencies
Associação dos Amigos da Arte Inclusiva - Dançando com a Diferença / Centro das Artes Casa das Mudas, Madeira, Madeira, Portugal – Junho 2009
Devir Centro de Artes Performativas do Algarve, Faro, Portugal – Outubro 2009

Laboratórios de Pesquisa e Criação Coreográfica choreographic creations workshops
Associação Cultural Companhia Clara Andermatt, Lisboa, Portugal – Julho
Bomba Suicida Associação de Promoção Cultural, Lisboa, Portugal – data a definir
Fórum Dança, Lisboa, Portugal – data a definir
6 cópia

“O sangue explode. Os órgãos rebentam. A voz é rouca e sufoca. O corpo rasga-se como se fosse um grito em silêncio. A pele estica até à deformação. Os cabelos arrepanham.”

Veralipsi é o nome de um alter-ego que figura o universo emocional e imaginativo da sua mente, partindo da análise anímica da própria personalidade. Este alter-ego resulta de um ser humano que se posiciona como observador da sociedade e reflecte sobre esta.

Ao encontrarmos a sua matriz emocional e imaginativa, derivada desta reflexão, esta projecta-se em: pensamentos, imagens e palavras corpóreas

Sofia Silva (coreografia)
Sara Anjo (dramaturgia)
Ana Rita Osório (produção e vídeo de residência)
Elmano (música)

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Angeli - Com Efeito (tributo a Tiago Freitas) by Sara Anjo

Força
"Sinto agora na minha mão
Todo o poder do mundo
Estendido aqui
A eu belo prazer
A minha paixão cresce
E a sua energia vital expande, explode
Cavalgando por cima dos profundos
vales da solidão
Suplantando, por agora, o seu
contagiante feitiço
Devastando-o, acabando com o seu
calor
Hoje, sim, agora, sim
Poderei desbravar terras
desconhecidas
Conhecer aquilo que se esconde por
detrás da porta, do medo
Implodir pela vontade
Sim, sim
Encantarei os encantados
Libertarei os outros condenados
Nesta noite de inspiração
Neste momento de pura criação
Enterrarei o temor
Soltar-me-ei da dor
Acabarei com a desolação
Tornar-me-ei num ser empreendedor,
usurpador
Força,
És tu que me dás poderes assim
Mas eu não te desejo para mim”.
Tiago Freitas, in Candelária Negra, 1995

Sara Anjo - Coreografia e interpretação

Andrea Mirabile - Apoio dramatúrgico e assistência coreográfica

Ryoji Ikeda e Armand Amar - Música

Sara Anjo - Sonoplastia

Tiago Freitas, Força, in Candelária Negra, 1995; Bíblia, Eclesiastes, 3º capítulo “Há tempo para tudo” - Textos

Tiago Freitas – Fotos

Maurício Freitas (AAAIDD) – Desenho e Operação de Luzes

Duarte Ferreira – Edição, montagem e operação de vídeo

Jesus Roriz e Sara Anjo – Figurinos

Volodimir Bobuskyy (Centro das Artes) – Montagens e Apoio Técnico

Fátima Trindade (AAAIDD) – Assistência de Palco

Sophie Leso e Paula Gonçalves – Agradecimentos

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Luísa Aguiar

Gestora de Projectos

TM: +351 (91) 871-1063

Morada: Beco dos Vimieiros, 2

9020-062 Funchal

Telf: +351 (291) 752-157

www.aaaidd.com

Teatrando - Festival Internacional de Teatro de Almada

Vinte e sete espectáculos, nove dos quais em estreia, compõem a 26.ª edição do Festival Internacional de Teatro de Almada em vários espaços daquela cidade e de Lisboa entre 04 e 18 de Julho.

Do programa fazem parte produções de 10 países - Portugal, Alemanha, Angola, Argentina, Bélgica, Chile, Espanha, França, Itália e Rússia - das quais o director do certame, o encenador Joaquim Benite, destaca «As Criadas», de Jean Genet, numa encenação de Luc Bondy, e «Dieu comme Patient», de Lautréamont, com direcção de Matthias Langhoff.

Para Benite, as peças destes «dois poetas maiores da inquietação e dois expoentes da cultura ocidental (...) cumprem, no Festival de Almada 2009, esse lugar central do teatro como forma de interrogação da condição humana, de aprofundamento e dramatização dos conflitos da vida, no plano da sociedade, da existência e da história».

Evento - Mercado Quinhentista

Escreve João Filipe Pestana no DN/Madeira de hoje:

Hoje e amanhã, a baixa da cidade de Machico volta a acolher o Mercado Quinhentista, uma iniciativa interessante que torna a englobar várias actividades "que pretendem recriar vivências quotidianas deste período da nossa história insular e em particular dos primeiros tempos de colonização e desenvolvimento da capitania de Machico".

Organizado pela Escola Básica e Secundária de Machico e pela Câmara Municipal local, a proposta é simples: venha viver o passado (consulte a programação em baixo).

Programa para hoje e amanhã

Sexta-feira, dia 5 de Junho
15 horas - Abertura oficial e visita das entidades oficiais às tendas do mercado
16 horas - Animação (danças, teatro, saltimbancos e música)
17h30 - Torneio apeado
19h30 - Juízo dos ladrões e malfeitores
21 horas - Cortejo nocturno (do Largo dos Milagres até ao Forte de Nossa senhora do Amparo
22 horas - Auto-de-fé, música com gaitas de foles e espectáculo de fogo
23 horas - Encerramento do mercado

Sábado, dia 6 de Junho
15 horas - Reabertura do mercado e auto da cana-do-açúcar
15h30 - Desembarque da Nau Santa Maria
16 horas - Cortejo do casamento (desde o Cais de S. Roque, passando pela Rua do Ribeirinho e Rua da Árvore, até ao Forte de N.ª Srª do Amparo)
16h30 - Casamento de Guiomar de Lordelo com Tristão das Damas
17 horas - Animação
18h30 - Torneio de armas em homenagem a Tristão Vaz
19h30 - Missa em latim na igreja matriz
22 horas - Festa quinhentista (cuspidores de fogo, dança do ventre, gaitas de foles e saltimbancos)
23h30 - Encerramento do mercado.

Obituário - David Carradine

O actor norte-americano David Carradine, protagonista da popular série de televisão “Kung Fu” e dos filmes “Kill Bill”, foi encontrado morto num quarto de hotel em Banguecoque. Ainda não foi confirmado oficialmente, mas o actor ter-se-á enforcado.

"Ele foi encontrado enforcado no armário" do seu quarto, disse à Reuters o tenente-coronel Pirom Jantrapirom, da esquadra de Lumpini, em Banguecoque.

Segundo o seu agente, o actor de 72 anos encontrava-se na Tailândia para filmar a sua mais recente longa-metragem, intitulada "Stretch". O site do jornal tailandês em língua inglesa "The Nation" diz que a equipa de filmagens foi procurar o actor depois de ele não ter comparecido a uma refeição na quarta-feira. O seu corpo foi encontrado por uma funcionária do hotel de luxo em que estava alojado esta manhã e a polícia diz que estaria morto há pelo menos 12 horas.

O actor, que atingiu a popularidade com a série de televisão "Kung Fu", na década de 1970, retomada duas décadas mais tarde, era filho do também actor John Carradine. Regressaria à ribalta quando o realizador Quentin Tarantino o elegeu para protagonizar os dois volumes de "Kill Bill", em 2003 e 2004.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Musicando - Festival Artmar

Câmara de Lobos acolherá a realização da 5ª edição do Festival Artmar - um festival de música e arte que decorre ao ar livre, na emblemática baía de Câmara de Lobos. O Festival começa hoje, dia 4 de Junho, e prolonga-se até sábado com concertos sempre por volta das 21.30h.

Este ano, o Artmar - festival integrado no panorama da Worldmusic - trás à Madeira, à semelhança de anteriores edições, grandes nomes da música portuguesa, tais como Teresa Salgueiro - antiga vocalista do grupo MadreDeus - que apresenta o seu último álbum “Matriz” acompanhada pelo Ensemble Lusitânia.

Este evento contará igualmente com as actuações da cantora de ascendência cabo-verdiana, Lura, que apresenta o seu mais recente trabalho "Eclipse", com raízes cabo-verdianas; do Grupo Folclórico do Curral das Freiras; e da apresentação da recém criada Orquestra de Bandolins de Câmara de Lobos.

O Festival, para além da qualidade dos concertos e da beleza natural e acolhedora do cenário envolvente, faz com que este seja um evento imperdível, que tem vindo a contribuir para a promoção da cultura e das instituições do concelho de Câmara de Lobos.

As entradas são livres.

Evento - Engenho das Artes

Luis Rocha escreve no DN/Madeira de hoje:

A 9 de Junho (terça-feira), pelas 19 horas, com a inauguração de uma exposição colectiva, inicia-se o projecto 'Engenho de Artes', uma iniciativa multidisciplinar da 'Arteventos' que interliga diversas formas de expressão. A mostra tem como artista convidado, em especial, o escultor Francisco Simões, mas inclui também trabalhos de Alcida Faria, António Gorjão, Ara Gouveia, Carla Cabral, Desidério Sargo, Evangelina Sirgado de Sousa, Gilberta Rodrigues, Irene Lucília, Jorge Marques da Silva, José Manuel Pimenta, Karocha, Lígia Gontardo, Lucilina Freitas, manuelrodriguez [sic], Mariana Correia, Martim Veloza, Patrícia Sumares, Paulo Sérgio Beju, Ricardo Veloza, Richard Fernandez, Ruben Van de Camp, Sílvio Cró, Tolentino Nóbrega e Zelinda Mendonça.

Simultaneamente com a colectiva, será também inaugurada, na adega do Engenho, uma exposição de desenhos de Francisco Simões (as mostras poderão ser visitadas até ao dia 16, entre as 10 e as 23 horas). Actuações de grupos musicais (o Grupo de Cordas da Fajã da Ovelha e o grupo musical Synergroove, de bossa nova) seguir-se-ão, pelas 21 e 22 horas, respectivamente.

Ainda no capítulo da música, as Seis Po'Meia Dúzia (música tradicional) e os Grumpies (rock) actuam no dia seguinte, também às 21 e 22 horas, e, a 12 de Junho, pelas 21 horas, actua a banda de 'covers' Coolfeel Band. A 13 de Junho, pelas 15 horas, haverá um debate, intitulado 'Espaços Antagónicos de Intervenção', com a participação de Rui Massena, maestro da Orquestra Clássica da Madeira, da designer de interiores Nini Andrade Silva e do artista plástico Francisco Simões. Lidiane Dualibi e Le Dog Chateau (funk) é o grupo musical que actuará pelas 21 horas.

No dia 14, entre as 15 e as 18 horas, Francisco Simões orientará uma sessão de escultura, que continuará no dia 15, entre as 10 e as 13 horas. Já entre as 15 e as 17 horas, haverá novo debate: 'Reflectir Arte e Património', que conta com os artistas e docentes Filipa Venâncio e Carlos Valente; com o historiador Alberto Vieira; com Lídia Góes Ferreira, directora do Museu Etnográfico da Madeira (MEM); com João Carlos Terra Boa, dos Serviços Educativos do MEM; e com Miguel Rodrigues, engenheiro agrícola. A 16 de Junho, entre as 10 e as 13 horas, Francisco Simões orienta nova sessão de escultura, enquanto, com Lidiane Dualibi e as 'Seis Po' Meia Dúzia' como oradoras, realiza-se entre 10 e as 12 horas a conferência e oficina 'Música e Contraste de Gerações'. Às 19 horas, decorre a sessão de encerramento deste projecto intercultural. E, às 21 horas, actua o Grupo Madeirense de Fados de Coimbra.

De acordo com Lucilina Freitas, ligada à organização, a ideia que presidiu a este projecto foi a de criar "um diálogo entre o património, as artes plásticas e a música", promovendo a troca de ideias entre os convidados e transmitindo-as a um público mais amplo, não apenas os 'habitués' das galerias e museus.

Fotografando - Project Room

Escreve Paula Henriques no Dn/Madeira de hoje:

A Mouraria Galeria de arte junta amanhã a abertura da sua colectiva de aniversário com uma nova intervenção no Project Room, a de Christina Dumont. Embora a primeira seja simbólica pela celebração do oitavo ano de actividade e por marcar a estreia da jovem artista plástica Catarina Machado na galeria madeirense, é à segunda que Ricardo Ferreira dá destaque.


Citando o galerista, a jovem de 18 anos é uma revelação na fotografia digitalmente manipulada.

Christina Dumont nasceu em 1991 em Colónia (Alemanha) e desde 1994 que vive e estuda na Madeira. O interesse pela fotografia levou-a a explorar aos 13 anos o programa informático Jasc Paint Shop Pro e depois o Photoshop, num caminho que a traria a 'Hidden Life', a instalação de fotografia para ver até ao dia de 17 de Junho, no espaço alternativo.

Ainda de acordo com informações cedidas pela Mouraria, esta é a primeira exposição da jovem estudante de artes, que quer seguir Design ou fotojornalismo.

Este ano, a colectiva de aniversário conta com a presença de 12 autores, divididos entre a esultura, a pintura e a fotografia.

As duas exposições abrem às 19 horas.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Musicando - Festival Med

Rokya Traoré esteve há dois dias na Casa da Música, no Porto, e ontem subiu ao palco do Lux, em Lisboa. Não se ficará por aqui. Dia 28 de Junho rumará a Sul, marcando presença no último dia do Festival Med, em Loulé, um dos mais importantes festivais de músicas do mundo realizados em Portugal.

A actuação no Lux, de resto, surgiu incluída no evento de apresentação de um cartaz que, propondo-se celebrar a cultura mediterrânica, mas atento às músicas que se fazem noutras latitudes, anuncia para aquela que será a sexta edição, entre 24 e 28 de Junho, nomes como Ojos de Brujo, Rabih Abou Khalil, Orquestra Buena Vista Social Club, Kimmo Pohjonen, Camané ou o baterista dos Police, Stewart Copeland, que encerrará o festival liderando a orquestra La Notte Della Taranta, projecto que trabalha a herança musical de Salento, uma região de influência grega da Câmpania italiana.

Pelos dois palcos principais passarão, dia 24, o primeiro do festival, Rabih Abou Khalil, o músico líbio radicado em Berlim e reconhecido pela sua fusão da música tradicional árabe com a erudita ocidental, passando pelo jazz e pelo rock. Ao Med leva "Em Português", celebrado álbum de 2008 que o reuniu ao fadista Ricardo Ribeiro. Completam o cartaz o melting-pot dos Moriarty (folk, blues, country, rock'n'roll) e os Bajofondo, banda uruguaia-argentina que cruza tango e electrónica e que é liderada por Gustavo Santaolla, compositor da banda sonora de "O Segredo de Brokeback Mountain".

Dia 25, o destaque vai para os Ojos de Brujo, a banda catalã que revolucionou o flamenco, abrindo-o à modernidade das ruas e às culturas que se cruzam na cosmopolita Barcelona - rumbas, reggaes, tangos e hip hop, tudo cabe neste flamenco que transforma cada concerto numa celebração da música como espaço sem fronteiras e em mutação constante. A guineense Eneida Marta e a lenda do reggae Horace Handy, acompanhado pelos Dub Asante, a banda com quem tem colaborado recentemente, são os restantes actuações.

Destaque ainda para a Orquestra Buena Vista Social Club, a banda de veteranos da música cubana revelada mundialmente pelo filme de Wim Wenders (dia 26), para os concertos de Camané, ainda em apresentação de "Sempre De Mim", e de Lura a 27 (o mesmo em que actuarão Justin Adams & Juldeh Camara, autores de "Soul Science", o primeiro guitarrista colaborador de Robert Plant, o segundo um griot gambiano).
Para a despedida, além dos supracitados Rokya Traoré e La Notte Della Taranta, subirá a palco o finlandês Kimmo Pohjonen, acordeonista "demoníaco" que, fruto de uma visão pessoalíssima, revolucionou profundamente a forma de abordar o instrumento.

in Ípsilon

Lendo - Novo Livro de Saramago

José Saramago anunciou que, em Maio, entregou ao seu editor um novo livro que verá a luz do dia em Portugal e Espanha em Outubro, escusando-se a revelar o nome da nova obra.

Em declarações na Corunha, Espanha, o escritor português explicou apenas que o «livro será como um círio a arder, que quando está próximo de se apagar lança uma chama mais alta».

O Nobel da Literatura participou hoje nos ‘Diálogos Literários de Mariñan’, organizados pela Fundação Carlos Casares, durante os quais se referiu a temas tanto literários como políticos.

Saramago retomou a ideia antiga de um Estado ibérico, que considerou «historicamente legítima» e que passaria «não pela dissolução de Portugal em Espanha mas por um acrescento», como a autonomia maior.

«Isso de certeza não agradaria à Catalunha mas a Galiza não se importaria», afirmou.

O escritor referiu-se ainda à recente censura do seu livro «O Caderno de Saramago» em Itália, que atribuiu à «estupidez de um senhor e à cobardia de outros».

Ainda assim relembrou que em Portugal também o censuraram por ofender os católicos.

Referindo-se à actual crise, o escritor considera que os últimos meses demonstram que os políticos «adormeceram» os cidadãos e que a esquerda «não está à altura» do momento.

«Não tem ideias e se ainda não as apresentou dificilmente o fará noutras circunstâncias», afirmou.

À saída Pilar del Rio, mulher do escritor, afirmou que Saramago mantém a sua actividade diária normal, ao que este respondeu, brincando: «Isso significa que amanhã quando chegar a casa terei que começar a escrever outro livro».

Lusa