segunda-feira, 16 de março de 2009

Poesia - Dia Mundial da Poesia

O dia mundial da poesia, que se assinala a 21 de Março, será celebrado na Baixa de Lisboa com um poema gigante escrito numa tela de 150 metros.

A iniciativa conta com a participação de poetas como Inês Pedrosa, Maria Andresen, Eduardo Pitta, Fernando Pinto do Amaral, Manuel Alegre e Nuno Júdice.

Promover e celebrar a poesia levando-a ao «comum do cidadão» é um dos objectivos desta iniciativa promovida pela ACV - Associação Cidadania Viva, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa e o projecto LEM (Lisboa Encruzilhada de Mundos).

Segundo a organização, a iniciativa parte de uma ideia do poeta espanhol Miguel Angel Arenas e o poema gigante será escrito numa tela de 150 metros que vai estar estendida na Rua Augusta entre as 12:00 e as 17:00 e na qual todas as pessoas interessadas poderão acrescentar um verso da sua autoria.

O Dia Mundial da Poesia foi instituído pela UNESCO, organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

domingo, 15 de março de 2009

Passeando

Semana fora da ilha. Dazkarieh (lançamento do novo cd, Hemisférios), Blue Man Group, Maxime, Bairro e etc...
Procurarei manter o blog actualizado...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Musicando - Downloads

Músicos como Billy Brag, Ed O `Brien (Radiohead) e Dave Rowntree (Blur) assumiram que todos aqueles que fizeram downloads ilegais não deverão ser punidos.
A declaração saiu do primeiro encontro da Featured Artists Coalition, ontem em Londres.Kate Nash, Robbie Williams, Mick Jones e os White Lies também estiveram presentes.
Billy Bragg assumiu ao jornal Independent que «os artistas votaram contra a penalização de downloads ilegais». O cantautor queixou-se de uma indústria que ainda «ainda anda atrás de quem descarrega música».
«Se formos por esse caminho, estarmos a pactuar com medidas proteccionistas(...) Os artistas devem ser os detentores da sua obra para poderem decidir se a música deve ser oferecida ou não», disse Billy Bragg.
O baterista Dave Rowntree afinou pelo mesmo diapasão ao referir que «a revolução digital foi excelente». O músico está optimista no encontro de «formas justas de relacionamento entre o artista, os fãs e o governo».

Cinema - As Memórias Que Nunca Se Apagam

Escreve Paula Henriques no DN/Madeira de hoje:

Depois um longo e moroso processo, o filme 'As Memórias Que Nunca se Apagam' chega esta noite ao público, num formato de curta-metragem. A 'premier' da produção madeirense foi marcada para as 21h30, no Centro de Congressos da Madeira, com direito a carpete vermelha.
Sofia Gouveia, Tânia Freitas, Margarida Gonçalves, Gilberto Rosa, Bruno Olim e Fernando Melo são os actores principais da produção, escrita por Dinarte Freitas e realizada por este e por Eduardo Costa. Ao DIÁRIO, o primeiro realizador confessou que não esperava que fosse tão difícil concretizar o sonho.
Mafalda Matos, actriz que participou em 'Morangos com Açúcar', e Vânia Fernandes, a voz de 'Tudo me Dobra Pena', também se juntam à apresentação pública do trabalho. O tema principal do filme tem assinatura de Jorge Salgueiro.
A cerimónia é apenas para convidados, sendo esperado um auditório cheio para assistir à história de um amor nascido em 1936 em São Jorge, que foi adiado pelos ódios entre as famílias e pela emigração, e que, setenta anos depois, ainda tem de lutar contra os preconceitos de uma sociedade fechada que não aceita o amor entre dois seres na velhice.
O filme mostra a Madeira de outros tempos e a actual. Pode acompanhar um excerto de mesmo em http://www.youtube.com/watch?v=kGm6m-If85s.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Musicando - Doors

Santiago Alquimista recorda Jim Morrison dia 20 de Março

O Santiago Alquimista vai promover, no dia 20 de Março, a partir das 23:00 horas, o evento «Flower Power: Jim Morrison – The Lizard King», homenageando o vocalista dos Doors na madrugada de entrada na Primavera.

Os «loucos anos 60» serão o mote da próxima festa do Projecto Marginal, avançou a organização em comunicado.

O programa arrancará com a actuação dos Happiness, banda que se apresenta ao vivo entre Lisboa e Londres, com influências dos Doors, Velvet Underground ou The Stooges. Segue-se a viagem ao rock psicadélico, ao folk e ao funk das décadas de 1960 e 1970, pela mão do DJ John Holmes, com vídeo de Marta Machado.

Descendente de índios, Morrison ia regularmente para o deserto consumir peoyte e LSD, acreditando que conseguiria chegar a uma forma superior de consciência superior e contactar com os seus espíritos animais, entre os quais o Rei Lagarto.

O preço é de 5 euros. O evento tem prevista a abertura das portas para 23:00, encerrando às 04:00 horas. Estará disponível um bengaleiro e haverá zona de fumadores.

Teatrando - Semana do Teatro na CEPAM

Escreve Luís Rocha no DN/Madeira de hoje:

Decorre de 20 a 27 de Março, promovida pelo Conservatório/Escola Profissional das Artes da Madeira (CEPAM) a 'Semana do Teatro', que inclui diversas actividades, todas desenvolvidas no Madeira Tecnopólo. Entre elas, conta-se a exposição 'Património nas Escolas', que abre ao público às 14h30 de sexta-feira; a prelecção 'A História dos Teatros na Madeira', por Alexandrina Alves, docente de História das Artes e da Cultura dos cursos do CEPAM (às 15h30 do mesmo dia); um espectáculo de teatro (prova dos alunos do 3º ano do curso de Artes do Espectáculo) no sábado, dia 21, às 15h30, para professores, alunos, encarregados de educação, amigos e convidados, e que se repete no dia 22 às 21h30 para o público em geral, e no dia 23 às 11 e às 15h30, para as escolas do 3º ciclo.

Este espectáculo intitula-se 'Eu Me Confesso', com dramaturgia e encenação de Eduardo Luíz, a partir de textos de Raul Brandão (com interpretação de Filipe Luz e Helena Gomes) e tem entrada gratuita. Na 'Semana das Artes' inclui-se ainda o exercício de teatro 'Laboratório de Monólogos', no dia 24, de manhã e à tarde. Trata-se da apresentação de 7 monólogos, um por cada formando do 2º ano. Haverá ainda o exercício de interpretação 'O Camarim', no dia 25, de manhã, e a actividade dramática 'Documento Teatral Vieirino' à tarde. Já no dia 26, às 11 horas, realizar-se-á a dramatização 'English, Alive and Kicking!' e, no dia 27, à mesma hora, o recital 'Na Voz das Palavras'.

terça-feira, 10 de março de 2009

Desabafando

Hoje nada! Seco!
Dada a volta aos "pontos" informativos não há nada a assinalar!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Teatrando - Sofia Escobar

Escreve o Correio da Manhã pela mão de Dina Gusmão:

Sofia Escobar, a actriz portuguesa candidata ao Prémio Laurence Olivier na categoria de Melhor Actriz de Teatro Musical, pela sua ‘Maria’ de ‘West Side Story’, não venceu o prestigiado galardão.
Na corrida aos mais importantes prémios de teatro britânicos, atribuídos ontem em Londres, estavam actrizes mais experientes e populares em terras de Sua Majestade, como Kathryn Evans (‘Sunset Boulevard’), Ruthie Henshall (‘Marguerite’), Elena Roger (‘Piaf’) ou Emma Williams (‘Zorro’). A vitória coube à argentina Elena Roger pelo seu papel como ‘Edith Piaf’.

Apesar da derrota, Sofia Escobar pode orgulhar-se. A nomeação é uma vitória para a jovem (28 anos) de Guimarães, que abandonou a cidade natal há três anos para estudar Artes Performativas em Londres. Como tantos outros estudantes, entre uma aula de Música e outra de Interpretação, Sofia Escobar respondeu a um anúncio de jornal para o papel de ‘Christine’, a protagonista do musical ‘O Fantasma da Ópera’. Resultado: foi contratada como suplente após oito meses de provas e audições. Estava dado o primeiro passo no caminho do reconhecimento, que acabou por chegar em ‘West Side Story’. A sua interpretação valeu-lhe a distinção de Melhor Actriz de Teatro Musical nos prémios Watsonstage, um concurso público on-line. Um reconhecimento que não chegou para conquistar o maior prémio do teatro britânico.

Para Sofia Escobar, porém, "o importante foi ser reconhecida por todos. Críticos e público, mas pelos críticos, no caso do Olivier, estava muito além das minhas expectativas", disse quando soube da nomeação.

Musicando - Vitorino de Almeida e OCM

O maestro António Victorino d´Almeida apresenta em estreia no sábado a sua «Sinfonia do Funchal» num concerto a realizar na capital madeirense.

O maestro foi convidado para dirigir a Orquestra Clássica da Madeira (OCM))no âmbito do festival que decorre este ano na região para assinalar os 200 anos da morte do compositor austríaco Franz Joseph Haydn.

Neste contexto, Victorino d´Almeida dirigirá a OCM na execução da Sinfonia n.º 49, em Fá menor, «A Paixão».

Este ciclo de concertos trará ao longo do ano à Madeira outros músicos e maestros, casos de António Lourenço, o pianista António Oliveira e o violoncelista Lászlo Szepesi.

O programa inclui a estreia na região de Nuno Miguel Henriques e a estreia mundial da peça «Romanza e Rondo», de Pedro Faria.

domingo, 8 de março de 2009

Dançando - Dançando com a Diferença

Escreve Paula Henriques no DN/Madeira de hoje sobre este fantástico grupo:

Chama-se 'Grotox' a nova produção que o grupo de dança inclusiva Dançando com a Diferença vai levar ao Porto. A coreografia assinada pelo director artístico Henrique Amoedo estreia no dia 9 de Abril na Sala Suggia, considerada como o coração da Casa da Música, um espaço referência na cidade invicta e no país.

Inserido no festival 'Ao Alcance de Todos 2009/Música, Tecnologia e Necessidades Especiais', 'Grotox' é o encontro entre a dança inclusiva do Grupo Dançando com a Diferença, o vídeo de Paulo Américo e a música, criada por músicos que habitualmente colaboram com com o Serviço Educativo da Casa da Música, os do Factor E e os 5ª Punkada, adianta a formação madeirense, que aceitou a proposta do Serviço Educativo para produzir o novo trabalho. A direcção musical é de Paulo Maria Rodrigues. O 5ª Punkada, da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, é também um grupo inclusivo que se dedica à música e que aqui se apresenta com cinco elementos (Fátima Pinho, Fausto Sousa, Márcio Reis, Ricardo Sousa e Paulo Jacob). Produz temas originais de pop, rock e funk. O Factor E é a equipa responsável pela criação e implementação de propostas educativas para o espaço cultural, um grupo transdisciplinar, permeável à inovação, que pensa a música para além das fronteiras tradicionais, define o sítio da Casa da Música.

De destacar ainda a participação em 'Grotox' da dupla de fotógrafos madeirenses Ddiarte (Diamantino Jesus e José Diogo) e de Maurício Freitas, responsável pelo desenho de luz e figurinos nesta nova produção, que conta em palco com os bailarinos António José Freitas, Bárbara Matos, Joana Caetano, José Manuel Figueira, Juliana Andrade, Luísa Aguiar, Ricardo Mendes, Sofia Marote, Sónia Gouveia, Telmo Ferreira e Teresa Martins.

Apresentar rumos

O festival 'Ao Alcance de Todos 2009/Música, Tecnologia e Necessidades Especiais' realiza-se entre os dias 7 e 11 de Abril. É um espaço para apresentar novos projectos inclusivos, para mostrar a música enquanto instrumento de reabilitação, comunicação e integração, para derrubar fronteiras e ir mais longe, apontando caminhos: "Nestes projectos existe, normalmente, uma componente de inovação muito forte, porque se torna necessário criar formas alternativas de fazer música e romper com os paradigmas convencionais. Algumas destas inovações terão aplicações fora deste contexto e definirão novos rumos nos actos de fazer e criar música".

'Ao Alcance de Todos 2009' é para o público em geral, mas sobretudo desenhado para os cidadãos com necessidades especiais profissionais que lidam com a diferença. Oferece uma componente de espectáculo e outra de formação, com workshops e conferências.

'Grotox' marca o regresso de Henrique Amoedo à coreografia no Dançando com a Diferença.

sábado, 7 de março de 2009

Musicando - Luis Villas-Boas

O Hot Clube de Portugal (HCP), em Lisboa, presta homenagem ao seu fundador, Luiz Villas-Boas, com um concerto na terça-feira, dia em que passam dez anos da morte do divulgado.

A homenagem será prestada pela Big Band do Hot Clube, sob a direcção de Pedro Moreira, com as cantoras Maria João, Paula Oliveira e Marta Hugon e com um repertório assente nos standards de jazz dos anos 1940 e 1950.

Na ocasião serão ainda entregues as medalhas de honra atribuídas pela Sociedade Portuguesa de Autores ao Hot Clube de Portugal e, a título póstumo, a Villas-Boas, pelo contributo para a divulgação do jazz.

Luiz Villas-Boas, que morreu a 10 de Março de 1999 aos 75 anos, foi um dos mais importantes divulgadores de jazz em Portugal e esteve na génese do primeiro clube de jazz português, o Hot Clube de Portugal, fundado há 61 anos.

Além de ter fundado o HCP, localizado hoje numa pequena cave num prédio na Praça da Alegria, Luiz Villas-Boas foi ainda responsável pelo primeiro programa de jazz numa rádio portuguesa, também intitulado Hot Clube.

Foi ainda promotor de dezenas de concertos de jazz em Portugal, organizou em 1971 o primeiro Festival de Jazz de Cascais, fez programas de televisão, crítica musical na revista Down Beat e produção discográfica sempre em torno do jazz.

Deixou um espólio de milhares de discos, livros, cartazes, guiões de programas radiofónicos, bobines de gravação e fotografias que aguardam utilização numa futura Casa do Jazz, associada ao Hot Clube de Portugal.

Lusa

sexta-feira, 6 de março de 2009

Musicando - NIN


Aqui fica o sítio patrocinado pelos Nine Inch Nails com remixes das suas criações. Imperdível para os fans de NIN. Imperdível para quem gosta de música.
Podem fazer o download do que quiserem de modo legal e autorizado pela banda.

http://remix.nin.com/

Teatrando - Salvo-Conduto

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Comendo - Chega de Saudade

(para ver maior clicar sobre a imagem)

Teatrando - Recital

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quinta-feira, 5 de março de 2009

Cinema - Estreias

A minha boa amiga Teresa Mizon escreve no DN/Madeira de hoje a propósito das estreias cinematográficas regionais da semana:

Depois de tantos anos a esmiuçar os paradoxos do romance, Woody Allen continua a ter coisas para dizer sobre a irracionalidade e os absurdos de um relacionamento amoroso. É por estes caminhos que o cineasta segue no seu quarto filme realizado na Europa. Depois de três histórias situadas em Londres, com o mesmo ar cinzento da sua querida Nova Iorque, ele mergulha agora no colorido de Barcelona. É para a cidade de Gaudí e Miró que duas amigas americanas viajam. Vicky (Rebecca Hall) é centrada e prática. Cristina (Scarlett Johansson) é impulsiva e com uma veia artística. Elas vagueiam e visitam a capital catalã até à noite em que conhecem Juan António (Xavier Bardem), um pintor libertário e sedutor que teve um divórcio conturbado com Maria Elena (Penénole Cruz, uma mulher linda com laivos de loucura). É aqui que o filme "começa"! Vicky - com casamento marcado - tenta resistir às investidas do pintor mas acaba por se apaixonar secretamente depois de uma noite furtiva. Cristina, por outro lado não tem pudor em entregar-se e acaba por viver um "affair" a três com ele e com a ex-mulher. "Vicky Cristina Barcelona", o mesmo é dizer um filme sobre confusões amorosas assinado por um mestre do humor nesta área com interpretações de qualidade. Lembro que Penélope Cruz levou o Óscar de Melhor Actriz Secundária pelo desempenho nesta obra.

Uma das séries de histórias aos quadradinhos que na década de oitenta despertou o interesse do público adulto para um formato até então considerado infanto-juvenil, tem agora adaptação ao cinema em versão longa-metragem. "Watchmen - Os Guardiões" tem sido um filme muito aguardado e nos Estados Unidos a expectativa foi imensa. Quem já o viu diz ser um pretensioso épico de cultura pop. A história tem como cenário a Guerra Fria no ano de 1985. Quando um dos seus antigos colegas é encontrado morto, o vigilante mascarado Rorschach empenha-se em desmascarar um plano para matar e desacreditar todos os super-heróis. Assinado por Zack Snyder ( o mesmo de "300"), a versão inclui cenas de violência e sexo que nos E.U.A.foi proibida a menores de 17 anos.

Escrevendo - Fontes

Aqui fica a relação das 20 mais belas fontes jamais criadas, ano de criação e o nome do criador, segundo o site Just Creative Design:

1. Helvetica [1957 - Max Miedinger]
2. Garamond [1530 - Claude Garamond]
3. Frutiger [1977 - Adrian Frutiger]
4. Bodoni [1970 - Giambattista Bodoni]
5. Futura [1927 - Paul Renner]
6. Times [1931 - Stanley Morison]
7. Akzidenz Grotesk [1966 - G nter Gerhard Lange]
8. Officina [1990 - Erik Spiekermann]
9. Gill Sans [1930 - Eric Gill]
10. Univers [1954 - Adrian Frutiger]
11. Optima [1954 - Hermann Zapf]
12. Franklin Gothic [1903 - Morris Fuller Benton]
13. Bembo [1496 - Francesco Griffo]
14. Interstate [1993 - Tobias Frere-Jones]
15. Thesis [1994 - Lucas de Groot]
16. Rockwell [1934 - Frank H. Pierpont]
17. Walbaum [1800 - Justus Walbaum]
18. Meta [1991 - Erik Spiekermann]
19. Trinit [1982 - Bram De Does]
20. Din [1926 - Ludwig Goller]

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quarta-feira, 4 de março de 2009

Dançando - Ballet China

Fantástico!!!!


Musicando - Regina Pacis

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Musicando - Dream of Life

in Ípsilon:

Steven Sebring filmou-a durante 11 anos e o resultado é "Dream of Life", que estreia hoje.

Patti Smith está atrasada e tudo o que temos é o contacto da sua agente em Itália. Que não atende o telefone. O café, onde os empregados falam hebreu com os clientes, vai esvaziando. Já não sabemos se os nervos têm a ver com a perspectiva de encontrar Patti ou com a perspectiva de não encontrar Patti. Ela aparece, ao fim de uma hora. Tinha estado a escrever e perdera a noção do tempo.

"Não esteja nervosa. Eu estou mais nervosa, não podia estar com pior aspecto. Quer dizer, olhe para mim: tenho calças de pijama. Dormi com estas roupas. Até dormi com uma camisola porque o meu sistema de aquecimento não estava a funcionar. Não lavei os dentes nem nada, portanto está a ver-me em desvantagem." Logo ela, que supostamente é um "ícone da moda", brinca. Patti Smith é sempre a primeira a desfazer leituras mitológicas. Em "Dream of Life", o documentário que o fotógrafo Steven Sebring fez depois de filmá-la durante 11 anos (esta semana numa sala em Lisboa), Patti desabafa: "É tão embaraçoso. Tem imensa piada quando as pessoas perguntam: 'Como é que se sente por ser um ícone rock?' Quando dizem isso, penso sempre no Monte Rushmore." Dizer que ela é a madrinha do punk é ter uma visão redutora de alguém que insiste em ser considerada em toda a sua inteireza - como mãe, como cidadã de voz activa, como poeta, como artista plástica.

Patti recebe-nos na sua casa na West Village duas vezes: a primeira imediatamente antes das eleições americanas, a segunda imediatamente depois. Das duas vezes, Nova Iorque está debaixo de um dilúvio. A conversa tem lugar no primeiro andar, numa sala que tem todo o ar de ser o espaço da casa onde Patti passa mais tempo, o seu local de trabalho: uma mesa de ferramentas dominada por instrumentos de pintura, lápis e marcadores, a prancha junto a uma das janelas, com provas de polaróides, uma desarrumação criativa que dificulta o retrato de conjunto. Uma grande fotografia emoldurada do amigo William Burroughs preside a tudo isto, mas, passado algum tempo, aquilo que a memória reteve são os objectos que reconhecemos do filme de Sebring ou da exposição de Patti Smith na Fondation Cartier, em Paris, no ano passado: a velha guitarra Gibson oferecida por Sam Shepard nos anos 70, a cristaleira com o retrato de Rimbaud, uma edição antiga do livro "Auguries of Innocence", de William Blake, ou a condecoração recebida em 2005 do Governo francês, a mais alta insígnia atribuída a artistas e escritores em reconhecimento do seu contributo para as artes.

A primeira conversa é interrompida pela chegada do galerista de Patti, que vem buscar reproduções autografadas de polaróides. Uma delas é um retrato difuso da alemã Waltraud Meier, a sua cantora de ópera preferida, que fotografou em Munique nos bastidores de "Tristão e Isolda". Patti sempre gostou de ópera, mas era uma fã dos românticos italianos. Até que, um dia, a amiga Susan Sontag lhe disse para esquecer Puccini e experimentar Wagner. "Esquecer Puccini! Só porque tinha êxitos? E o que é que fazíamos com Smokey Robinson?", brinca Patti. "Mas é verdade que acabei por gostar muito de Wagner."

A serenidade de Patti impõe uma atmosfera acolhedora. Nada nela é ensaiado e há nisso uma espécie de nobreza (sim, mas como explicar isso aos amigos que querem saber "como foi?"). "Em mais do que um sentido, Patti Smith é a visionária do rock'n'roll definitiva, não só pelo que fez, mas também por causa do que não fez", escreveu Jefferson Hack na revista "Another Magazine", e é bem visto.

A conversa começou pelo último concerto que ela deu em Lisboa, porque a data estava a pedi-las - falámos com ela a 28 de Outubro de 2008, precisamente um ano depois.