segunda-feira, 19 de setembro de 2016

PÉROLAS A PORCOS

não é uma página fácil de consultar. precisa-se de alguma ginástica com o rato e com o teclado. o projecto "Restricted Areas" levou a fotógrafa Daniela Takchenko a percorrer a antiga União Soviética em busca de vestígios de uma outra era. o resultado final são equipamentos e infraestruturas abandonados. um must see para os amantes de fotografia.




domingo, 17 de julho de 2016

UMA MÚSICA POR DIA...

morreu Alan Vega, fundador dos Suicide uma das mais importantes bandas da cena da electrónica/punk dos anos 70. foi ao assistir a um concerto dos Stooges de Iggy Pop que teve uma epifânia que o levou a fundar os Suicide, banda que é uma das primeiras a adoptar o termo punk como definidor do seu estilo musical.
morreu Alan Vega e recomendo que o vão descobrir ou redescobrir. tinha 78 anos.




quinta-feira, 14 de julho de 2016

PÉROLAS A PORCOS

a paixão pela História. ANCIENT HISTORY ENCYCLOPEDIA reúne num sítio uma série de entusiastas pela história da antiguidade e foi fundado por 2009 by Jan van der Crabben, um desenhador de jogos históricos. uma página essencial para quem gosta de história.





UMA MÚSICA POR DIA...

SHOULD I STAY OR SHOULD I GO dos britânicos CLASH é o único nº 1 que a banda consegue nas Charts inglesas. não há nenhuma história em especial por detrás desta música. apenas um pormenor curioso: as segundas vozes feitas por Joe Strummer e Ellen Foley são cantadas em castelhano. em castelhano do Equador mais concretamente, língua materna do técnico de som Eddie Garcia, responsável pelas gravações de "Combat Rock", álbum do qual faz parte a faixa.






VISTO E REVISTO

gosto de gajos que arriscam. gosto de Don Cheadle. a história centra-se no final do período em que Miles Davis fica cerca de cinco anos sem gravar. os porquês dessa pausa, os porquês do "came back". "MILES AHEAD" começa logo por ser um título muito bem escolhido pois inclui em si próprio muitas interpretações, para além de ser o primeiro trabalho de Miles com Gil Evans. o filme é leve, não se espere nada de complicado para lá da relação do trompetista com a mulher. se a história por vezes se perde por ser um tanto ou quanto ridícula todo o filme é ao mesmo tempo envolvente. estão nele contidas muitas das coisas que fizeram de Miles Davis uma lenda do Jazz. um filme divertido, estranho e por vezes comovente.
Don Cheadle é também ele o realizador e fá-lo com propriedade, mas é no seu acting que está o segredo. personagem bem construída tanto física como psicológicamente de voz em tom quase inaudível e roufenha, o swagg, o ligeiro coxear. o resultado final é um Miles profundo, sentido, conflituoso, abusador, felizmente muito longe de uma caricatura.







quarta-feira, 13 de julho de 2016

PÉROLAS A PORCOS

A TROMPA é um blog publicado por Rui Dinis desde os inícios de Janeiro de 2004. trata-se de um blogue dedicado à música e aos músicos portugueses dos séculos XX e XXI. sem qualquer limitação no que respeita a a nomes, géneros ou temas, os únicos critérios prendem-se apenas com o gosto e/ou a vontade do seu autor.
depois e mais do que um blog, A TROMPA é uma espécie de galáxia a orbitar em torno da música portuguesa.
um blogue a visitar amiúde para se saber o que se passa com a música portuguesa. e principalmente OUVI-LA...








VISTO E REVISTO



juro que fui vê-lo com desconfiança. não sou muito dado a este tipo de filmes de super-heróis. mas como já me tinha enganado rotundamente no "Dark Nigh"t de Christopher Nolan, que conta com aquele brilhante desempenho de Heath Ledger... não quis arriscar.
o filme fica muito longe de qualquer um da trologia de Nolan, mas é um bom passar de duas horas. o filme peca por querer ser muitas coisas ao mesmo tempo. é óbvia a reverência a "Dark Night". no fundo o psicótico Lex Luthor não passa de um fraco sucedâneo do Joker (mas sem maquilhagem) de Ledger, mas para pior, muito pior. Jesse Eisenberg tem o condão de por vezes nos fazer parecer que voltámos atrás e estamos a ver de novo "The Social Network".
repito: o filme peca por querer ser muitas coisas ao mesmo tempo pois sentimos sempre que por isso é curto. na sua ambição tem momentos quase épicos, bem filmados e bem fotografados. na tentativa de desumanização dos super-heróis fica sempre aquém, falta-lhe sempre um bocadinho assim pois 
Zack Snyder não consegue afastar-se de uma imagem mitológica dos heróis que não procura mas revela. as inúmeras referências ao plano de Lex de querer matar Deus (é essa a imagem que vê ao olhar para o Super Homem) são disso exemplo.
por momentos o filme tem aquele aspecto dark da triologia de Chris Nolan que logo desaparece diluído em cenas menos conseguidas.
um bom filme para um final de tarde de domingo no sofá de casa.





sexta-feira, 8 de julho de 2016

UMA MÚSICA POR DIA NÃO SABES O BEM QUE TE FAZIA...

passei todo o santo dia a ouvir isto. já não ouvia esta música há algum tempo e gosto mesmo dela. aliás gosto de tudo onde o dedo dos THE DECEMBERISTS toca. deu-me para isto. e pasme-se, a música de hoje nem tem nenhuma história de especial associada...




PÉROLAS A PORCOS



mão amiga fez-me chegar este Bullshit Generator. não há um dia que passe em que não sejam,os bombardeados por verdadeiras peças de treta. um "mambo jambo" de palavras ocas que nada dizem mas que tanta gente compra. são estas porcarias e as teorias da conspiração. tanto um como o outro têm alguns sítios na net dedicados a, de um modo aleatório, criar porcarias destas. se visto com olhos críticos uma pessoa até se pode divertir com isto. mas o problema é que há quem acredite nisto.

por isso aqui fica o conselho: usar com cuidado!

http://sebpearce.com/bullshit/




quinta-feira, 7 de julho de 2016

UMA MÚSICA POR DIA NÃO SABES O BEM QUE TE FAZIA...

é talvez a primeira música que tenho ideia de me ficar na memória. tinha prá'i uns onze anos e até este momento não era lá muito musical. a versão que me tocou foi aquela que tem um engano no início e que está no álbum ao vivo Made in Japan. 

a base musical do tema é claramente um blues e a sua letra conta um história verdadeira que se passou quando os Deep Purple estavam em Montreaux a gravar Machine Head. conta a história que na véspera durante um concerto de Frank Zappa no Casino desta localidade um acidente com fogo de artifício pega fogo ao casino onde no dia seguinte a banda iniciaria a gravação do seu novo trabalho. o edifício localizado ao lado do lago da cidade foi pasto das chamas cujo fumo se estendeu por sobre as águas.

um tema a que gosto de voltar de quando em vez com a nostalgia dos cinquentas...


VISTO E REVISTO

fixem este nome: Judah Lewis. fixem porque o futuro nos trará, tenho a quase certeza, grandes interpretações deste jovem. "Demolition" não é um filme perfeito, longe disso. falta-lhe até aquele "bocadinho assim" para ser bom. mas está quase lá. Gyllenhaal esforça-se muito para isso. e talvez seja esse o problema. dá demasiado ao seu personagem evitando por vezes que o respiremos, que o sintamos na sua plenitude. 
o filme tem momentos grandes que intervala por vezes com alguma banalidade. e é aqui que o trabalho do realizador Jean-Marc Vallée falha.
de qualquer modo é um filme que se vê bem se dele não tivermos grandes espectativas.
excelente banda sonora.


sábado, 18 de junho de 2016

UMA MÚSICA POR DIA NÃO SABES O BEM QUE TE FAZIA...

é o terceiro single da carreira de Suzie Quatro e compõe parte do seu primeiro LP. e hoje é só isto... porque me apetece... ah, e tive uma paixoneta pela rapariga aí pelos meus 12 anos, nos idos dos anos 70.





PÉROLAS A PORCOS

uma série documental da autoria do jornalista Jacinto Godinho que procura resgatar o passado obscuro da polícia política do Estado Novo, procurando conhecer os factos para além das lendas. 

A série "Antes da PIDE" resulta de uma investigação sobre a polícia politica nos primeiros 19 anos do regime da ditadura militar e do Estado Novo procurando responder à questão: que papel desempenharam então as polícias politicas na afirmação da Ditadura Militar e no autoritarismo salazarista?
trata-se de um período relativamente pouco conhecido da maioria dos portugueses. quem foram os fundadores da Policia Politica da Ditadura? que forças da Oposição perseguiram e como é que estas organizaram a resistência?

uma série imperdível que pode ser aqui vista online.


http://rtp.pt/programa/episodios/tv/p23198




sexta-feira, 17 de junho de 2016

UMA MÚSICA POR DIA NÃO SABES O BEM QUE TE FAZIA...

"Music for a found harmonium" é isso e só isso: uma música feita para um harmónio (pequeno acordeão) que Simon Jeffes encontrou numa viela em Kyoto em 1982 aquando da primeira tournée dos Pinguin Café Orchestra ao Japão. a pequena peça composta por Jeffes depressa assumiu a forma de um céltico reel. 
os Penguin são ainda hoje uma banda de culto. a morte física de Simon Jeffes em 1997 só lhe aumentou a genialidade e ajudou a criar um mito. donos de uma folk exuberante e de uma estética musical quase que minimal, são um exemplo de "músicas do mundo"antes destas o serem.
em 2009 Arthur Jeffes, filho do compositor, funda uma banda a que dá o nome de Penguin Cafe que, ao vivo, toca muitas das músicas da banda original.






PÉROLAS A PORCOS

o PEW RESEARCH CENTER é um "must have" para todos os que gostam de andar bem informados. para jornalistas: uma Bíblia. ok, certo, está muito focalizado na realidade americana, mas as ideias estão todas lá. é adaptá-las. sondagens, investigação demográfica, análises e conteúdos, são alguns dos itens possíveis de ali serem encontrados. 
valorizando a independência, o objectividade, a acuidade, a assertividade, o rigor, a humildade, a transparência e a inovação, em tempos em que a esmagadora maioria da imprensa não se preocupa com nada disto é de visitar, e visitar, e visitar...

http://www.pewglobal.org/


quinta-feira, 16 de junho de 2016

UMA MÚSICA POR DIA NÃO SABES O BEM QUE TE FAZIA...

uma banda de imponderáveis, num tempo imponderável. só podia dar mito. Heroin foi tocado até à exaustão antes de ser gravado em 1967. a música é escrita por Lou Reed mas baseia-se nas experiências de John Cale com a droga e é uma das mais conhecidas e importantes músicas da banda.
a música começa lentamente com a guitarra de Reed e vai aumentando até a um momento de puro frenesim, de desmontagem musical. a bateria de Maureen Tucker quase se perde neste momento final onde as guitarras de Cale e de Sterling Morrison soam quase a abissal. e depois, no final tudo acaba quase como começa...







PÉROLAS A PORCOS

a irracionalidade da guerra. este sítio mostra tudo isso centrando-se principalmente nos conflitos que vamos esquecendo. estórias, filmes, gráficos, fotografias de conflitos em Myanmar, no sul do Kordofan no Sudão, na Casamança no Senegal, na fronteira do sul da Tailândia, na ilha de Mindanau nas Filipinas.
o principal objectivo do IRIN é o de recolher e disponibilizar informação independente das partes em conflito de modo a que seja possível inspirar e a produzir respostas humanitárias eficazes.

http://www.irinnews.org/


quarta-feira, 15 de junho de 2016

LEITURAS NO WC...

Michel Houellebecq escreveu aqui há um ano e picos um livro que dá pelo nome de Submissão. uma distopia, que se calhar não está muito longe de se tornar realidade, que conta a história de uma aliança imponderável entre o PS, a direita republicana e uma espécie de Fraternidade Moçulmana francesa de modo a que nas urnas consigam derrotar a Frente Nacional de Marine Le Pen. no encaixe de uns e de outros deparamo-nos com uma espécie de islamismo suave que em modo de contrapartida chama para si todo o sistema de ensino. é que estes islamistas não são parvos e sabem que controlar a educação é um modo de controlar o futuro. não estamos perante literatura de primeira apanha. atrever-me-ia a dizer mesmo que nem de segunda apanha o é. a única virtude do livro é a que nos põe a pensar. é que o cenário não é de todo de remeter para as calendas da improbabilidade. põe-nos a pensar no modo como o nosso modelo civilizacional pode conviver com o outro. ou não. 
Houellebecq é detestado pelos afinadores do politicamente correcto. há mesmo na sua escrita uma certa rudeza que por vezes choca. está lido e na calha já está 2084 de Boualem Sansal outra distopia sobre o mesmo assunto.



terça-feira, 14 de junho de 2016

UMA MÚSICA POR DIA NÃO SABES O BEM QUE TE FAZIA...

nada pode soar mais a sinfónico, a rock sinfónico, do que Musical Box dos Genesis. se os créditos da música, na altura em que integra Nursery Crime, são atribuídos a todos os membros da banda é bom que aqui se faça referência a Anthony Phillips, que fez parte da formação original da banda. a letra é de Peter Gabriel e baseia-se num conto original da época vitoriana. para além das guitarras electricas andam por lá mais três guitarras de 12 cordas nas mãos de Tony Banks, Steve Hackett e Mike Rutherford. junta-se a este set instrumental, claro está, a potente bateria de Phil Collins (que é aqui tocada com mallets e não com as tradicionais baqueteas) e o oboé e flauta tocados por Gabriel. 
realce para o final apoteótico desta verdadeira sinfonia rockiana. a haver tempo todo o álbum é merecedor de ser ouvido com muita atenção.





máscara usada por Peter Gabriel nos espectáculos ao vivo.


a capa de Nursery Crime

nota: para ver as fotografias com mais detalhe é clicar em cima das mesmas.

PÉROLAS A PORCOS

no momento em que me decido por, durante algum tempo, atirar mais uma pérolas a porcos, deixo-vos com um sítio interessantíssimo para os interessados em história pátria. dá pelo nome de Restos de Colecção e são inúmeras as pérolas que por lá se podem encontrar. imperdível.

http://restosdecoleccao.blogspot.pt/