sábado, 3 de outubro de 2009

Expondo - Teresa Lobo

Escreve Agostinho Silva no DN/Madeira de hoje:

A artista plástica Teresa Gonçalves Lobo, natural da Madeira, inaugura na próxima sexta-feira, 9 de Outubro, na capital austríaca, a sua exposição denominada 'Desenho', que vai estar patente em Viena durante um mês, no Instituto Cultural Francês.

Em declarações ao DIÁRIO, Teresa Lobo considera "óptimo" poder expor em Viena. "Porque se trata de uma cidade reconhecida pelo grande empenhamento cultural da sua população", justificou.

A artista madeirense está também convencida que trazer o seu trabalho até aqui é uma "grande responsabilidade", a que acresce o "facto de ter o apoio da Embaixada de Portugal em Viena, do Instituto Cultural Francês e da Associação Austro-Portuguesa. Os desenhos que estarão na exposição, felizmente, não sabem dessas responsabilidades", acrescenta.

Teresa Lobo revela ainda que a exposição consta de "cerca de 30 desenhos, que são o prolongamento do meu trabalho, são o prolongamento de mim." A apresentação da exposição da artista natural da Camacha, será feita por Arnold Mettnizer, uma figura de referência da sociedade artística em Viena. Apontamentos musicais de Norbert Trawoeger, a flauta, marcarão também a cerimónia de inauguração.

A presença de Teresa Gonçalves Lobo em Viena conta com o apoio da Associação Austro-Portuguesa, um organismo que está na dependência da Embaixada de Portugal na capital da Áustria.

O catálogo da artista madeirense inclui um texto de Tiago Krusse, que caracteriza a Arte de Teresa Lobo pela força dos seus traços e pela harmonia das suas composições abstractas. "Ela atrai e de seguida convoca-nos para uma viagem introspectiva, na qual trazemos para o presente as recordações boas e precisas que estão gravadas na nossa memória", acrescenta Krusse.

Para esta primeira exposição em Viena, a artista madeirense seleccionou 30 desenhos a tinta-da-china, carvão, pastel e lápis de cor e carvão. A inauguração, dentro de uma semana, integra o riquíssimo programa cultural da capital austríaca.

Do percurso Artístico de Teresa Lobo consta já uma extensa lista de exposições, desde a primeira, em 2004 na Câmara Municipal de Lisboa , a outras realizadas no país e no estrangeiro, em cidades como Almada, Caminha, Castelo Branco, Coimbra, Paris e Madrid, para além de já ter também exposto na Madeira (Centro das Artes 'Casa das Mudas') e no Porto Santo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Musicando - Chega de Saudade


Live Music Winter Sessions

"Chega de Saudade"

dias 2 e 3 de Outubro às 22h

com Vânia Fernandes.

Reservas 291 242 289

Musicando - Tango

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) incluiu o tango da Argentina e do Uruguai na Lista Representativa do Património Imaterial da Humanidade.

«A tradição argentina e uruguaia do tango, hoje conhecida no mundo inteiro, nasceu no vale do Rio da Prata, entre as classes populares das cidades de Buenos Aires e Montevidéu», considerou a Unesco no seu site oficial.

Na lista figura também o tradicional candombé do Uruguai, um ritmo que ainda perdura nas mãos dos descendentes de escravos.

O pedido de inclusão como Património para os dois ritmos foi apresentado à Unesco em Setembro de 2008.

«Por fim deixamos de discutir se o tango era daqui ou dali, esta iniciativa apresenta-se como um património comum, rio-platense», explicou a ministra de Cultura do Uruguai, María Simón.

Musicando - Braguinha

Escreve Luís Rocha no DN/Madeira de hoje:

O director regional da Educação, Rui Anacleto, enalteceu ontem o trabalho realizado no Gabinete Coordenador de Educação Artística, dizendo esperar que as pessoas que ali estudam e trabalham continuem a preservar a cultura e a tradição madeirenses, em termos musicais. Este responsável falava no acto de lançamento de 'Cordofonias - Braguinha 1', uma nova edição dedicada aos instrumentos tradicionais madeirenses, um manual para aprendizagem da braguinha (também conhecida como machete). Conforme já divulgámos, a autoria e coordenação do manual é dos professores Roberto Moritz e Rodolfo Cró. Carlos Gonçalves, director do GCEA, sublinhou que ambos começaram a estudar no Gabinete ainda pequenos. Hoje, já adultos, contribuem para manter viva a tradição musical do arquipélago e para passar esse conhecimento aos jovens.

O director do Gabinete explicou ainda que este cordofone começou a chamar-se braguinha "porque foram pessoas que vieram de Braga, durante a colonização da Madeira, que o trouxeram". Já na ilha, o instrumento transformou-se, adquirindo outras particularidades. "Há vinte e tal anos atrás, a braguinha era tocada apenas por alguns idosos, nas zonas rurais (...) Nessa altura, sentimos a necessidade de preservar este instrumento, para que não se perdesse", salientou. Entre grupos de música tradicional como os Xarabanda, a actividade de construtores de instrumentos locais como Carlos Jorge e a actividade pedagógica desenvolvida pelo GCEA, o instrumento ressuscitou. E isso mesmo ficou ontem bem patente na actuação de diversos jovens alunos, nomeadamente Guilherme Fernandes, Eduardo Câmara, João Pedro e Beatriz Nunes, que interpretaram várias peças musicais, desde blues a temas populares.

Roberto Moritz descreveu, na oportunidade, o conteúdo do manual, que descreve detalhadamente o instrumento e o modo correcto de o tocar, incluindo múltiplos exercícios e actividades pedagógicas, e também várias peças musicais para serem tocadas na braguinha - desde músicas tradicionais até ao famoso 'Hino à Alegria', contido na 9ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven.

O manual inclui ainda um CD de apoio, para estudo caseiro.

Musicando - Mudas Jazz Sessions

Escreve José Salvador no DN/Madeira de hoje:

Manter e, sobretudo, aumentar a qualidade das anteriores edições do 'Mudas Jazz Sessions', no auditório do Centro Artes, na Calheta é o objectivo do espectáculo, com alguns dos melhores músicos portugueses, agendado para as 22 horas do dia 31 de Outubro, sábado.

"Penso que será um grande concerto. Porque é uma enorme honra apresentar o Carlos Bica [contrabaixo], o mais internacional dos músicos portugueses no Centro das Artes", começou por declarar Marco Chaves, responsável pela programação.E acrescentou. "Tentamos manter e, se possível elevar o nível qualitativo dos conteúdos do 'Mudas Jazz Sessions'.

Já sobre o programa adiantou: "Na primeira parte, o pianista João Paulo Esteves da Silva fará a apresentação de 'White Works', o seu novo disco, onde se encontram diversos temas de Carlos Bica adaptados para piano".

"Esse trabalho, que será interpretado a solo por João Paulo Esteves da Silva, tem sido destacado pelos críticos de jazz", disse.

No que respeita à segunda fase do 'Mudas Jazz Sessions', estará em palco o projecto Happening que para além de João Paulo Esteves da Silva e Carlos Bica, que se desloca à Madeira para tocar com o colectivo, inclui outros credenciados músicos portugueses:"O Júlio Resende [piano], é uma nova força do jazz feito actualmente em Portugal. E é conhecido do público madeirense por ter aberto a recente edição do Funchal Jazz com a cantora Vânia Fernandes [no parque de Santa Catarina], destacou Marco Chaves. "E o João Lobo [bateria], residente em Bruxelas tem atravessado a Europa integrado em grupos de líderes de renome, de entre os quais se destaca o trompetista Enrico Rava [ músico que fez parte do programa da segunda edição do Xôpana Jazz realizado em 2008]", concluiu.

A sonoridade do projecto Happening centra-se na liberdade criativa de cada elemento em busca de beleza estética e as suas actuações são uma constante surpresa quer para a crítica especializada quer para o público. Espera-se, por via disso, um grande concerto do 'Mudas Jazz Sessions', uma iniciativa que tem apresentado no Centro das Artes- Casa das Mudas, importantes nomes nacionais e estrangeiros da música improvisada como por exemplo Paula Oliveira, Alexis Cuadrado, Bernardo Sassetti, a solo e com Mário Laginha e ainda Sheila Jordan, uma das lendas vivas do jazz.

Talento multifacetado

Carlos Bica é um dos poucos músicos portugueses de jazz reconhecido na Europa. Mas não é só nessa área que o contrabaixista e compositor se tem destacado na medida em que o seu nome está associado a trabalhos de nomes como Carlos do Carmo, Janita Salomé e José Mário Branco entre outros da música portuguesa.

Teatrando - Vou-te Bater! Comedy Club 2

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cinema - Polanski

A detenção de Roman Polanski é agora tanto uma questão judicial quanto moral. E de equipas. Ou se está contra a detenção de Polanski na Suíça, ou se está a favor. E o caso parece não terminar em breve: o apelo dos advogados do realizador que contesta o mandado de captura e o pedido de extradição relativo ao não-cumprimento de pena pelo crime de relações sexuais com uma menor em 1977 vai ser avaliado "nas próximas semanas". E a possibilidade de Polanski ser libertado sob fiança é muito remota.

O Tribunal Federal Penal suíço indicava ontem em comunicado no seu site que o pedido de apelo será avaliado nas próximas semanas e que até lá não se pronunciará publicamente sobre o caso que está a dividir a opinião pública.

Nos últimos dias, uma petição que contesta as condições em que foi detido e pede a sua libertação foi assinada por mais de cem protagonistas da indústria cinematográfica, sobretudo europeus, de Pedro Almodóvar a Luc e Jean-Pierre Dardenne, passando agora também pelos americanos David Lynch, Woody Allen ou Martin Scorsese. Segunda-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros francês e polaco escreveram à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pedindo-lhe a libertação do cineasta.

Mas a inicial barreira de apoio começou a abrir brechas. O realizador Luc Besson defendia segunda-feira que a justiça tem de ser igual para todos. Tanto no Parlamento Europeu quanto no francês, ouviram-se vozes de protesto contra a defesa de Polanski por parte do Governo. O eurodeputado e activista do Maio de 1968 Daniel Cohn-Bendit disse ontem: "Ele violou uma menina de 13 anos. É um problema judicial e acho que um ministro da Cultura, mesmo que se chame Mitterrand, deve dizer: aguardo para conhecer o processo". Frédéric Mitterrand considerou anteontem "abominável" a detenção de Polanski. No Parlamento francês, vários deputados da maioria de direita distanciaram-se da postura dos seus ministros.

O realizador franco-polaco, de 76 anos, está detido em Zurique desde sábado à noite ao abrigo do mandado de detenção que sobre ele pende desde que, em 1978, abandonou os EUA. Polanski terá fugido por suspeitar de que a justiça de Los Angeles planearia subverter o acordo que o levou a cumprir cerca de 40 dias de avaliação psiquiátrica depois de ter confessado o crime público de sexo com uma menina de 13 anos. A reviravolta poderia levar ao encarceramento do realizador por 50 anos. Agora, e se Polanski contestar a extradição até às últimas consequências, o processo pode arrastar-se durante anos, indicam fontes judiciais norte-americanas citadas pela Reuters.

Do lado suíço, a ministra dos Negócios Estrangeiros queixou-se ontem em conferência de imprensa que o seu gabinete nada sabia sobre o plano de detenção de Polanski e que este foi "pouco elegante" e que mais tacto teria sido desejável, já que na cerimónia a que Polanski se dirigia para ser homenageado também estaria presente o ministro da Cultura suíço. Já nos EUA, que tem 60 dias para exigir a extradição de Polanski, levanta-se a possibilidade de um perdão e o gabinete do Governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, confirmou que o governador tem a autoridade para o conceder mas que nunca foi contactado sobre o tema. Entretanto, o Ministério Público de Los Angeles divulgou uma cronologia que dá conta de várias tentativas, ao longo dos anos, para deter o realizador nas suas passagens por Inglaterra, Israel, Canadá e Tailândia. Na prisão, Polanski encontra-se bem, grato pelo apoio mas fragilizado pelo sucedido.

in Ípsilon por Joana Amaral Cardoso


BD - Mafaldinha

Mafalda, a personagem de banda desenhada que o argentino Quino idealizou para um anúncio a electrodomésticos, transformou-se numa das mais improváveis e divertidas comentadoras políticas da actualidade mundial nos anos 1960. Celebrou ontem 45 anos.

De traços simples, cabelo negro farto e muito opinativa, Mafalda surgiu pela primeira vez a 29 de Setembro de 1964 nas páginas do semanário argentino Primera Plana. Quino, então com 32 anos, nunca adivinharia o sucesso daquelas tiras humorísticas, que se prolongaram por nove anos.

Joaquin Lavado (Quino) imaginou Mafalda para um anúncio publicitário a uma marca de electrodomésticos, no qual lhe pediram que desenhasse a história de uma família típica da classe média.

A banda desenhada não chegou a ser publicada, mas Quino recuperou a personagem Mafalda quando o convidaram para publicar no Primera Plana, na altura um jornal que procurava fazer uma reflexão crítica da actualidade argentina e internacional.

À primeira vista, Mafalda podia ser uma menina de seis anos, reguila, desafiadora e descarada, mas depressa se percebeu que da sua boca, dos balões que Quino preenchia, saíam comentários mordazes e pertinentes sobre a ordem do mundo, a luta de classes, o capitalismo e o comunismo, mas também, de forma mais subtil, sobre a situação política e social argentina.

Era a Mafalda, a contestatária e insatisfeita, «uma heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é», descreveu Umberto Eco em 1969, num prefácio a um dos álbuns que Quino dedicou à personagem.

A par da atitude de adulto mas com o desarmante discurso de uma criança, Mafalda tinha essa mesma condição de menina, que detestava sopa, adorava os Beatles, não compreendia a guerra no Vietname e tinha monólogos preocupados em frente a um globo terrestre.

Ao longo dos anos, e em diferentes jornais onde colaborou, Quino foi alargando a família de personagens em torno de Mafalda, apresentando Manelito, filho do merceeiro, Filipe, o vizinho, Susanita, Miguelito, Liberdade e, mais tarde, o irmão Gui.

Como não teve filhos, «a coisa mais semelhante a uma criança que Quino encontrou a seu lado era ele mesmo», escreveu o jornalista e escritor argentino Tomás Eloy Martínez.

Apesar do sucesso de Mafalda, Quino continuou a desenhar e a publicar outros desenhos de humor, que têm sido compilados em diversos álbuns, mas foi a contestatária que mais fez espalhar o seu nome e o seu trabalho pelo mundo.

Em Portugal, o primeiro livro de Mafalda foi publicado em 1970. Toda a sua obra está reunida em O mundo de Mafalda, editado em 2000.

Contra a maré de sucesso, Quino decidiu não mais publicar as tiras semanais de Mafalda a 25 de Junho de 1973, ao fim de quase dez anos dedicados a uma absorvente personagem que, admitiu, o deixava extenuado.

Só em ocasiões especiais e raras é que voltou a desenhá-la, como por exemplo em 1977, para uma campanha da UNICEF para os direitos da criança.

Quino tem hoje 77 anos, reparte o seu tempo entre a Argentina e Itália e vê Mafalda, 45 anos depois, a seguir o seu caminho, com edições renovadas e até com a inauguração de uma pequena estátua em Buenos Aires.

Aos 45 anos, Mafalda talvez fosse «tradutora na ONU», como vaticinou em 1968 o argentino Sergio Morero, secretário de redacção do jornal Siete Días que escreveu em nome dela uma carta endereçada a Quino.

Lusa

BD - 20º Festival Internacional de BD da Amadora

Escreve Carlos Pessoa no Público de hoje:

Os 50 anos de Astérix e da carreira de Maurício de Sousa (turma da Mônica) são as principais atracções do 20º Festival Internacional de BD da Amadora, que se realiza entre 23 de Outubro e 8 de Novembro. A maioria das exposições são apresentadas no Fórum Camões (Brandoa), mas há também núcleos espalhados por outros equipamentos do concelho.

O tema central do festival é “O Grande Vigésimo”, infeliz adaptação de um lema adoptado há anos pelo Festival de Angoulême (França), apostando num trocadilho com o jornal belga Le Petit Vingtième, onde surgiu pela primeira vez Tintin, que se perde por completo na sua transposição para português.

A ideia é equacionar o papel do certame na dinamização da BD em Portugal através de quatro núcleos – Almanaque (os anos editoriais), Contemporaneidade Portuguesa (relação entre a BD e a arte portuguesa contemporânea), Colecção CNBDI (acervo de originais recolhidos) e 20 Anos de Concurso (os autores que iniciaram a sua carreira nos concursos do festival)

A programação internacional não tem grandes motivos de interesse: o argumentista argentino Hector Oesterheld (que já registou presença numa exposição no ano passado), o brasileiro Maurício de Sousa, presença recorrente no festival, e uma mostra de coleccionismo relacionada com o mundo de Astérix. O italiano Giorgio Fratini e o francês Emmanuel Lepage completam a lista de autores estrangeiros com direito a exposição autónoma.

Há ainda a referir duas mostras colectivas com autores polacos e canadianos (destes últimos, têm presença confirmada no festival Cameron Stewart, Karl Kerschl e Ramón Pérez). Os argentinos Óscar Zarate e Carlos Sampayo e o belga Johan De Moor são outros autores confirmados no festival.

Em contrapartida, a participação da banda desenhada portuguesa aparece este ano consideravelmente reforçada. Há exposições dos clássicos José Garcês (História do Jardim Zoológico de Lisboa, no Fórum Camões) e José Ruy (Riscos do Natural, na Escola Superior de Teatro e Cinema). Das gerações mais novas, o festival inclui exposições sobre Rui Lacas e António Jorge Gonçalves (prémios nacionais de BD 2008) na Brandoa. No Centro Comercial Dolce Vita Tejo estará patente a colectiva Em Traços Miúdos, com obras de Ricardo Ferrand, Pedro Leitão e José Abrantes.

Dois nomes de referência da BD portuguesa são homenageados: Vasco Granja, falecido este ano, é evocado na Galeria Municipal Artur Boal. Na Casa Roque Gameiro assinala-se o centenário do nascimento de Adolfo Simões Müller, cujo papel na dinamização de publicações periódicas primeira metade do século XX foi fundamental.

sábado, 26 de setembro de 2009

Teatrando - Calcinhas Amarelas

Escreve Luís Rocha no DN/Madeira de hoje:

A comédia 'As Calcinhas Amarelas', de José Vilhena, com a participação de Tozé Martinho (da TEZEEME Produções), actualmente em exibição na Madeira, está a levantar alguma celeuma entre agentes culturais da Região. Em causa está o valor do contrato estabelecido entre a Câmara Municipal do Funchal e a TEZEEME Produções: 87.500 euros, conforme o DIÁRIO comprovou no 'site' BASE-Contratos Públicos Online, uma base de dados ligada ao Governo (como verificável no link: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=68586).

Confrontados com esta situação, o presidente da Câmara do Funchal e o vereador Pedro Calado esclareceram que o valor do contrato estabelecido (e que, segundo nos disseram, engloba todas as despesas) é na realidade de 62.500 euros. Pedro Calado explica a diferença dizendo que, nos 87.500 euros referidos, provavelmente já está incluída uma estimativa da receita de bilheteira durante uma quinzena de dias de exibição.

Miguel Albuquerque acrescentou: "Por mim, podem contestar, está tudo bem. Eles contestam porque queriam provavelmente que comprasse uma peça produzida por eles".

Confrontado com o facto de que há pessoas que gostariam de voltar a ver a CMF trazer, como já trouxe, peças do Teatro D. Maria II, ou seja, teatro de outro nível, Albuquerque defendeu: "temos de oferecer diversidade cultural. O Teatro D. Maria II foi transformado numa repartição pública 'nine to five'. Acho que faz boas peças, mas fá-las em Lisboa... Quando o [Carlos] Avilez esteve lá, teve realmente o bom senso de estabelecer uma política de descentralização cultural que agora não se faz".

Pedro Calado disse ainda que "neste caso do Tozé Martinho, quisemos rentabilizar um espectáculo que já estava a ser produzido a nível nacional, que já tinha sido apresentado. Quisemos trazer uma peça mais barata do que a revista que foi apresentada o ano passado '[Já Chegámos à Madeira'] e no contrato, ficou estabelecido que o valor a pagar seria inferior, mas que, por esse facto, nós cederíamos gratuitamente o Teatro Municipal nos dias que eles cá estavam, salvo erro, de 16 a 30 de Setembro (...) Há outros grupos a que não damos isenção total, mas a CMF comparticipa e ajuda de outra forma esses mesmos grupos".

Nuno Morna, da companhia de teatro COM.TEMA, diz que a sua companhia costumava actuar em Maio no 'Baltazar Dias'. Este ano, "fizemos a mesma coisa que muitas companhias, ou seja, pedir a isenção do pagamento do teatro [percentagem sobre a bilheteira, referente á utilização da sala] que nos foi recusada. Pagámos quase 11.500 euros de aluguer do teatro num período de meados a finais do mês de Maio. Folgo muito em saber que, além de as companhias regionais serem umas filhas de um senhor e outras de outro (porque há algumas que ficaram isentas do pagamento do aluguer), agora a Câmara Municipal gasta milhares de euros para trazer uma companhia de fora que, muito provavelmente, também não paga pelo aluguer do teatro" [circunstância que, de facto, nos foi confirmada pelo vereador Pedro Calado]. Insurgindo-se contra este "tratamento diferenciado" e que considera ter pouco critério, Nuno Morna mudou a COM.TEMA para o Centro das Artes Casa das Mudas, onde a companhia ficará em residência durante algum tempo. "Até hoje não tive nem um tostão de subsídio da CMF - nem quero!", assevera, dizendo "não saber as regras do jogo", mas achando que "deveriam ser iguais para toda a gente". E mais: "Se se dão subsídios a companhias de fora, o mínimo que se deveria fazer aos grupos de cá era a cedência gratuita do Teatro Municipal, como se fazia antigamente. Agora, a mim, choca-me, magoa-me e revolta-me que gastem uma 'pipa de massa' a trazer coisas de fora, que depois nem sequer têm de pagar o aluguer do Teatro, principalmente numa conjuntura em que os agentes culturais da Região enfrentam tantas dificuldades".

O Teatro Experimental do Funchal (TEF) foi uma das companhias isentas do aluguer do Teatro. O conhecido actor Élvio Camacho admite-o, como admite que a CMF, "mesmo indirectamente, tem-nos dado muito apoio". Mas compara: o TEF recebeu, em subsídios do Governo Regional para 2009, cerca de 48 mil euros. Para todo o ano. Comparando esta verba com a que a CMF pagou às 'Calcinhas Amarelas', confessa achar um bocado "violenta" a disparidade financeira, mas dá a entender que não acha o que a CMF pagou excessivo, fazendo a leitura por um outro lado: "Isso só prova o valor que é necessário para efectuar uma simples produção, com poucos actores... o que até dá mais razão à causa do TEF".

Sem fazer juízos de valor sobre a qualidade de 'As Calcinhas Amarelas' ("há público para diversas manifestações de teatro"), considera é que, seja o valor cerca de 80 mil ou 60 mil euros, esse mesmo valor confirma quanto custa fazer teatro. Por isso Élvio Camacho não o considera injusto; diz é que revela que "quem faz teatro na Madeira também merece apoios. Só isso". Por seu turno, Maria José Varela, da 'Contigo Teatro', mostrou-se realmente agastada: "Nós estamos a trabalhar bem no duro, não temos nenhum apoio monetário, neste momento, e acho que [essa situação] é quase um atentado àquilo que nós fazemos - apesar de, por princípio, respeitar o público, que é livre de ver aquilo que quiser. Eu não sabia desse valor tão exorbitante, mas, mesmo que fosse metade... Acho que os responsáveis pela Cultura devem ir ver os trabalhos, inclusive dos madeirenses, para terem a mínima noção do que é fazer teatro. E se realmente preferem ir ao Teatro rir com piadas de 'cuequinha amarela'... Vão! Mas efectivamente, eu parto do princípio de que teatro não é isso. E incomoda-me ver para onde vai o dinheiro da Cultura". Na perspectiva desta responsável, seria bem melhor que se trouxessem cá, como já se fez, peças do Teatro Nacional D. Maria II, para "educar as pessoas", ao invés de comédias como 'As Calcinhas Amarelas'. A 'Contigo Teatro' reconhece, todavia, que tem havido abertura da CMF para negociar com a companhia diversas situações, e informa que actualmente, tem de pagar à CMF 10% da bilheteira. "Consideramos que devemos pagar, mas de acordo com as nossas possibilidades", refere.

Finalmente, Roberto Costa, do 'Teatral - Grupo de Teatro de São Gonçalo', acha que "os grupos da Madeira são discriminados na sua utilização do Teatro Municipal".

Considera "altíssimo" o valor pago a "uma companhia que não é da Madeira, e que não tem sequer um actor madeirense. Sempre pensei que eles cá vinham por sua conta e risco". E desafia a CMF: "Porque não fazem o mesmo com os grupos da Madeira que já têm trabalho feito? É uma surpresa para mim saber que a CMF está a pagar a um grupo do continente para estar aqui na Madeira a apresentar peças de teatro, comédias 'forçadas' que vêm na sequência de outras peças que o Tozé Martinho já apresentou na Madeira. Há no continente muitas outras boas companhias. Com esse valor, podiam-se trazer coisas muito melhores do que aquelas que se estão a trazer neste momento".

Tozé Martinho desinteressado em polémicas

Contactado pelo DIÁRIO, Tozé Martinho recusou-se a mencionar o valor do contrato estabelecido com a CMF, alegando ter todo o direito de abster-se de comentar. "Não me interessa nada entrar em polémicas nem em questões desta natureza". Afirma que este contrato "já foi firmado há muitos meses", e que engloba todas as despesas. Acha mal que seja criticada desta maneira "uma peça que tem, quase todas as noites, esgotado o Teatro". Deseja ao TEF "que se safe muito bem e consiga arranjar bons contratos", tal como aos outros. "Estamos todos no mesmo barco. A mim entristece-me profundamente que esta questão se levante justamente na Madeira, que é uma zona do país que eu adoro", declarou.

Luís Rocha

Expondo - Light Catchers

Musicando - Jazz

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Nomeando - UNESCO

O "nosso" Luís Amado indicou a Manuel Maria Carrilho que o voto português para o novo secretário-geral da UNESCO deveria ser no egípcio Farouk Hosny, um defensor da censura e ministro de um regime ditatorial, conhecido também pelas suas posições racistas anti-judaicas. É a realpolitik e é a minha repulsa e nojo por esta tomada de posição do governo português.
Dignidade senhores, exige-se dignidade...


Transcrevo abaixo mais informação sobre este assunto que a todos nós deve preocupar!

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre apelou hoje ao primeiro-ministro, José Sócrates, para que Portugal altere o seu voto na eleição do secretário-geral da UNESCO, abdicando do apoio ao candidato egípcio Farouk Hosny, considerado um radical anti-judeu.

Em declarações à agência Lusa, Manuel Alegre manifestou a sua solidariedade com o embaixador português na UNESCO, Manuel Maria Carrilho, que recusou as instruções do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, no sentido de votar no egípcio.
A decisão de Manuel Maria Carrilho de não participar pessoalmente na votação, segundo o jornal Público, terá obrigado o Governo português a fazer-se representar por um diplomata do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
«Considero que Portugal não pode votar num ministro da cultura egípcio que ameaçou queimar todos os livros de Israel [que encontrasse na biblioteca de Alexandria]. Manuel Maria Carrilho tem razão e peço ao primeiro-ministro, José Sócrates, que faça aos possíveis para que o ministro dos Negócios Estrangeiros altere a sua posição», afirmou Manuel Alegre.
Para o dirigente histórico socialista, Portugal, na votação de hoje à tarde, deverá em contrapartida apoiar a búlgara Irina Bokova, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros e embaixadora no seu país em França e na UNESCO, que é apoiada pela maioria dos países da União Europeia.
«Na eleição de hoje à tarde, Portugal deverá votar ao lado dos outros países europeus, de acordo com os seus valores e princípios», defendeu ainda o ex-candidato presidencial.


in Sol



O embaixador português na UNESCO, Manuel Maria Carrilho, não aceitou as instruções do ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Luís Amado, para votar no candidato egípcio a secretário-geral da UNESCO, o que obrigou o Governo de José Sócrates a fazer-se representar por um diplomata do MNE naquela que foi, ontem, a quarta ronda para a eleição do sucessor do japonês Koichiro Matsuura.O polémico candidato egípcio, Farouk Hosny, ministro da Cultura do seu país há 22 anos, acabou por empatar com a única outra candidata que ainda se mantém na corrida, a búlgara Irina Bokova, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros e actual embaixadora da Bulgária em França, no Mónaco e na própria UNESCO. Portugal decidiu apoiar a candidatura egípcia, uma decisão que Carrilho procurou contrariar, tendo acabado por se recusar a comparecer na eleição. O ex-ministro da Cultura, que fez parte de um grupo de embaixadores que tentou, sem sucesso, patrocinar a candidatura de Al Gore, não quis ontem a comentar a sua posição, mas é de crer que tenha alegado razões de consciência para não votar em Hosny, um político acusado de praticar abertamente a censura no seu país, e que ainda recentemente afirmou que queimaria pessoalmente todos os livros israelitas que encontrasse na Biblioteca de Alexandria. O PÚBLICO contactou o MNE, que, até à hora de fecho do jornal, não esclareceu, ou sequer confirmou, o apoio a Hosny, que poderá ter ficado a dever-se à expectativa de que Portugal possa vir a contar com o apoio do Egipto na sua candidatura a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2011-2012. Curiosamente, um dos países que já asseguraram que sustentará esta ambição portuguesa foi a Bulgária, cuja candidata à liderança da UNESCO teria sido eleita já ontem, caso Portugal não a tivesse preterido em favor de Farouk Hosny. A eleição começou com nove candidatos e, ao longo das quatro primeiras rondas, Hosny foi sempre aumentando a sua votação. Na terceira ronda tinha tido 25 votos, contra 13 de Bukova, 11 da austríaca Benita Ferrero-Waldner, cuja candidatura era prejudicada por ter sido ministra dos Estrangeiros do governo de extrema-direita de Jörg Haider, e nove da equatoriana Ivonne Baki. Ferrero-Waldner e Baki retiraram as suas candidaturas - a última desistiu ontem em cima da hora -, de modo que se esperava que a eleição ficasse resolvida já nesta quarta ronda. Mas os 58 membros do Conselho Executivo da UNESCO acabaram por dar exactamente os mesmos votos (29) a cada um dos candidatos, o que obrigou a uma nova ronda, que terá lugar hoje. Se o empate se mantiver, será um sorteio a ditar o nome do próximo secretário-geral da organização. Se Bokova ganhar, será a primeira vez que um político oriundo do Leste europeu - divisão que ainda se mantém na organização administrativa da UNESCO - irá dirigir a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Apoiado pela Liga Árabe, pela Organização da Conferência Islâmica e pela Organização da Unidade Africana - ainda que esse apoio não implique necessariamente o voto dos países que integram estas instituições -, Hosny conseguiu ainda seduzir o Brasil, cujo Presidente, Lula da Silva, se recusou a patrocinar a candidatura do seu compatriota Márcio Brabosa, actual director adjunto da UNESCO. Conhecido por recorrentes declarações anti-semitas, das quais se tem procurado desculpar nos últimos meses, e por censurar livros, filmes e órgãos de comunicação social, Hosny tem sido atacado por grupos de activistas judeus, mas também por muitos intelectuais europeus. Na União Europeia, tanto quanto o PÚBLICO conseguiu apurar, só o Governo italiano de Berlusconi, além do português, votou ontem no candidato egípcio.


in Público

Lendo - Nobel

Philip Roth, Claudio Magris, Carlos Fuentes, Mario Vargas Llosa, Cees Notebooom, Joyce Carol Oates são alguns dos nomes mais sonantes no 'baralho das apostas' para o Nobel da Literatura 2009 que já dentro de dias, em Outubro, a Academia Sueca anunciará.
A Academia promete: o dia exacto do anúncio em tempo oportuno será dado a conhecer. Mas já se sabe quando serão anunciados os restantes: dia 5 o da Fisiologia ou Medicina, dia 6 o de Física, dia 7 o de Química, dia 9 o da Paz, dia 12 o da Economia.
A cumprir-se a tradição, o mais provável é que o da Literatura caia a uma quinta-feira. No dia 8 de Outubro, portanto.

Lusa

Musicando - Beatles

Mais de 40 anos depois de John Lennon ter suscitado a revolta dos cristãos por reivindicar que a sua banda era maior que Jesus Cristo, o músico conseguiu isso, de facto. pelo menos sob a perspectiva das buscas no Google, segundo observou o jornal britânico The Daily Telegraph.
Nas quatro últimas semanas, mais utilizadores digitaram a palavra «Beatles» do que «Jesus» no motor de busca.
A popularidade da banda aumentou substancialmente durante Setembro, graças ao relançamento de todos os seus álbuns misturados digitalmente.
Também no último mês, também foi lançado o videojogo «The Beatles: Rock Band», que permite aos jogadores interpretarem Paul, John, George ou Ringo, tocando as suas canções.
Em Março de 1966, Lennon disse ao jornal britânico Evening Standard que o cristianismo iria um dia «desaparecer». Completou que «nós somos mais populares que Jesus agora».
Em Agosto do mesmo ano, numa conferência de imprensa em Chicago, EUA, acabou por pedir desculpas pela comparação. Mas o Vaticano só o perdoou oficialmente em Novembro de 2008.

As palavras-chave mais procuradas no Google podem ser verificadas no Google Trends, que permite filtrar as buscas por países e períodos de tempo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Musicando - Smashing Pumpkins

Vamos lá a estar com atenção. "Teargarden by Kaleidyscope" é o nome do novo registo da banda de Billie Corgan - deveríamos até dizer que se trata do novo álbum do músico norte-americano, o único membro da banda original. Tem ao todo 44 músicas, será editado gratuitamente e, à semelhança de "In Rainbows" dos Radiohead e "The Slip" dos Nine Inch Nails, gratuito.

Segundo a revista de música "Pitchfork", Corgan tem sido inovador no que diz respeito ao mercado na Internet. O álbum começou a ser gravado no Domingo e o músico afirmou no seu blogue que "grátis significará grátis. Não terão que subscrever nada, dar um endereço de e-mail ou saltar por um arco. Vão ter a possibilidade de tirar a canção ou canções, como quiserem, as vezes que quiserem".

As músicas vão começar a ser disponibilizadas no final de Outubro. Depois, as canções vão ser compiladas em EP de quatro faixas cada um (edições limitadas), estando previsto, para quando o álbum estiver completo, uma caixa de luxo, incluindo todas as músicas.

Corgan garantiu que a sonoridade do novo álbum vai marcar um regresso ao início dos Smashing Pumpkins. Vão ser reutilizadas as "raízes psicadélicas" da banda, resultando num ambiente "atmosférico, melódico, pesado e bonito".

Lendo - João Aguiar

A Bertrand lançou no dia 18 de Setembro «Super Portugueses», de João Aguiar, obra que reúne textos publicados na secção «Super Portugueses» da revista Super Interessante. Uma excelente oportunidade para conhecer a história de quem fez parte da nossa História. "Super Portugueses" não é um ensaio histórico erudito.
Não é, também, uma colecção de biografias extensas e pormenorizadas de figuras históricas. Não é uma lista completa dos homens e mulheres que se notabilizaram na História de Portugal. Essa lista completa, felizmente, seria bem mais longa.
Este livro reúne os textos publicados na secção «Super Portugueses» da revista Super Interessante, sobre algumas das personagens que ajudaram a definir o nosso país ou que o serviram com particular brilho. D. Afonso Henriques, Gualdim Pais, D. Dinis I, Rainha Santa Isabel, D. Nuno Álvares Pereira, Damião de Góis, Luís Vaz de Camões, Padre António Vieira, 1.º Marquês de Pombal, Fontes Pereira de Melo e Eça de Queirós são apenas alguns dos compatriotas referidos»

Musicando - Zeca Afonso

A Associação José Afonso (AJA) lança terça-feira na Casa da Imprensa o primeiro volume de uma colecção de partituras de música portuguesa, inteiramente dedicado a José Afonso, informou a AJA.

A apresentação da obra - que tem chancela da Metriround - está a cargo de Adelino Gomes, presidente da Mesa da Assembleia Geral da AJA.

Trata-se de uma obra composta por partituras e tablaturas para guitarra acústica, com arranjos da autoria de Fernando Couceiro, e que é acompanhada por um CD didáctico no qual o autor interpreta as 10 obras.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dançando - Madeira Ballet Theatre

Escreve Paula Henriques no DN/Madeira de hoje:

Um novo convite para uma digressão a São Petersburgo, na Rússia, foi um dos bons resultados da passagem do Madeira Ballet Theatre - o grupo de bailado integrado na Associação de Dança e Artes da Madeira - pela cidade russa de Iekaterinburgo, entre os passados dias 4 e 11 de Setembro, revelou o professor Serguey Abakumov. Outro foi a recepção calorosa ao espectáculo dos madeirenses, que muito entusiasmou os artistas.

Gonçalo Sousa, Leandro Rodrigues, Carla Fernandes e Casey-Lee Binns, sob a direcção do docente e coreógrafo, estiveram, através de um convite da Fundação 'O Mundo na Palma da Mão', a apresentar o espectáculo 'August Rodin', inicialmente chamado de 'August - Quatro Estações', em salas de espectáculo nos arredores desta cidade. Deste contacto com o público russo saiu a proposta para o regresso, cujas datas estão em fase de ajustamento, contou o responsável.

Regressados da viagem que incluiu ainda a realização de espectáculos e a componente de formação, os bailarinos preparam-se agora para apresentar aos madeirenses este mesmo espectáculo, agora no Teatro Baltazar Dias, entre os dias 21,22 e 23 de Novembro.

O espectáculo de dança conta ainda com um trabalho artístico da DDiarte. A dupla de fotógrafos trabalhou uma série de imagens que são projectadas no decorrer de 'August Rodin'. A par das fotografias, os quatro bailarinos abordam através da dança a vida do escultor francês.

August Rodin é interpretado em palco por Gonçalo Sousa, enquanto Leandro Rodrigues dará vida à alma atormentada do escultor, no seu lado mais obscuro. Carla Fernandes será a companheira de Rodin, Rose Beirut , a sua musa inspiradora, enquanto Casey-Lee Binns dançará em palco Camille Claudel, a outra paixão da vida do artista.

Viagem preenchida

O Madeira Ballet Theatre - que tinha estado em Iekaterinburgo em Abril passado não teve muito tempo livre nesta deslocação. Numa colaboração estreita com o Teatro Estatal de Variedades, um grupo profissional, partilharam aulas de ballet clássico, ao mesmo tempo que deram workshops de formação em dança contemporânea e afro-jazz. Nesta mesma deslocação, contaram, Gonçalo Sousa, Leandro Rodrigues e Sergey Abakumov foram convidados a integrar o júri no II Festival Internacional de Dança e Artes 'Petrovsky Paradise', em São Petersburgo.